Crônicas e Agudas

Alguns de seus amigos o louvam, outros o culpam e criticam.
Fique mais próximo dos que o culpam e mais afastado dos que o louvam.
O Talmud


A vingança do escriba
Um repórter de conhecida revista nacional, para se vingar da peia recebida durante ritual de ayahuasca no Acre, escreveu o diabo sobre o chá. O nervosinho só não contou que quase vomitou o tinhoso e que deu bastante trabalho, além de ter-se borrado todo.

Onde há fumaça há fogo
Comenta-se que as vultosas quantias movimentadas pelo narcotráfico nas instituições financeiras (covil de agiotas) fazem dos mesmos simpatizantes dos cartéis do narcotráfico.

Dinheiro sujo não traz boa sorte
O livro Le Pouvoir de la Drogue dans la Politique Mondiale, de Yann Moncomble, Editions Faits et Documents, 1990, (diga-se de passagem, uma raridade), revela dados impressionantes sobre as relações do narcotráfico mundial.
Uma destas revelações conta que “...um elemento crucial de tal rede era o homem de negócios Edmundo Safra, de origem libanesa, que detém 4% das ações do famoso American Express/ Shearson/ Lehman, e que presidia também o Republic National Bank of New York. Segundo os documentos obtidos da DEA (Drug Enforcement Agency) pelo cotidiano New York Newsday, ficou comprovado que um amigo seu de longa data, Mohamed Shakarchi, tinha uma conta no referido banco de Edmundo Safra que era uma verdadeira lavanderia de dinheiro proveniente das vendas de cocaína do Cartel de Medellín para os EUA e da venda de heroína turco-búlgara e de morfina-base do Oriente Próximo.” Nos dossiês da DEA consta ainda que o pai de Mohamed “...estava em pleno centro de uma rede turco-búlgara de tráfico de armas, de heroína, de morfina-base e de ouro, rede esta que foi também o centro da célebre Pizza Connection.” (págs. 50-51)

Extra, extra! Super interessante!
Descobriram manuscritos no Mar Morto que revelam que Jesus era vegetariano. E o óbvio ulula.

Passageiro ilustre
Filadélfia - Um porco pesando cerca de 150 quilos viajou na 1ª classe em um vôo de seis horas da US Airways, da Filadélfia a Seatle, em 17 de outubro, acompanhado de 200 passageiros. O jornal Philadelphia Daily News informa que os donos do porco convenceram a empresa de que o animal era uma “companhia terapêutica”, como um cão-guia para cegos. (Associate Press)

A festa da impunidade
A legião de desempregados e a depauperada classe média que paga os impostos e os juros que sustentam os corruptos só pode comemorar aniversário de filho faminto dando-lhe de presente um mísero chicletinho e saboreando, no máximo, de sobremesa, uma banana. Mas os ricos e poderosos também comemoram pomposos aniversários dos filhos com chiclete com banana. Vide o caso do ex-Senador Luís Estevão, que comemorou a festa de aniversário de 15 anos de sua filha com dez meses de atraso, gastando, conforme dados da imprensa (O Estado de São Paulo, 11/11/00), quinhentos mil reais, que serviram para encher a pança e matar a sede de 1.400 convivas, entre os quais encontravam-se juízes, políticos, empresários, socialites decadentes, artistas cafonas, todos saracoteando ao som da banda Chiclete com Banana. Estevão é apontado como um dos supostos favorecidos pelo desvio de recursos da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo.
O possível suborno recebido pelo senador já ultrapassa a cifra de quatro milhões de dólares, advindos da vultosa quantia envolvida na construção do Tribunal-palácio.
E viva o Brasil!

Globalista engraçadinho
Economia – Joelmir Beting (O Estado de São Paulo, 15/11/2.000 ) afirma que:
“Os países que batem na cara do FMI quebram a mão. Os países que beijam a mão dele quebram a cara!

Tudo em família
A lide entre o jornalista Sebastião Nery e a família palaciana já bate às portas do judiciário. David Zylbersztajn move atualmente uma ação contra o jornalista, autor de diversos artigos contando detalhes das ligações entre os acólitos do presidente. Um deles (publicado em “Histórias tucanas e o pôquer do poder”, Tribuna da Imprensa, 29 de março de 1999) é o seguinte:

“David era amigo de José, que era amigo de Fernando, pai de Beatriz. Beatriz estudava em Madrid. David ia passear por lá. Fernando pediu a José que pedisse a David para levar uma carta para a filha, Beatriz. David entregou a carta e ficou com a mão de Batriz.
David era David Zylbersztajn. José, era José Gregori; Fernando, era Fernando Henrique; Beatriz era a filha de Fernando Henrique.
Hoje David é o presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo), genro venturoso do presidente.
Henri era amigo do João, que era ministro de José. Quando João virou ministro, chamou Henri para trabalhar com ele em Brasília. Henri conheceu a filha de um senador e com ela se casou.
Henri era Henri Philippe Reichstul, hoje presidente da Petrobrás. João era João Sayad, ministro do planejamento. José era o presidente José Sarney. O senador era Severo Gomes do PMDB de S.P., sogro de Reichstul que mal saiu do governo Sarney, fundou um banco com Sayad.
David e Henry são judeus (daí essas terríveis sopas de letras de seus nomes). Eram casados com mulheres judias e as deixaram para se casarem com duas filhas de senadores e caíram de pára-quedas nas duas mais poderosas entidades petrolíferas do País.
Não se diga que deram o golpe do baú. No máximo, foi golpe do poço (dois novos membros do conselho de administração da Petrobrás são Jaime Rotstein e Gerald Reiss. A Petrobrás acaba virando um emirado judaico).”

A iniciação de Lalau
Dá para imaginar a cena. Lalau ajoelhado, os olhos fitos no semblante altivo do “grão-mestre” da Ordem, que com um gesto ritualístico toca-lhe o ombro com o aço da espada, fazendo-o cavaleiro. A seu lado está Sir Eduardo Jorge “Incaldas” Pereira, à espera de seu galardão. Mas não foi nada disso. Foi com uma simples canetada que o ex-exilado, ex-marxista, ex-sociólogo e em breve, se Deus quiser, ex-presidente FHC, na qualidade de “grão-mestre” da Ordem do Mérito Militar, condecorou, em 1995, o “injustiçado” (segundo ele próprio) ex-juiz Nicolalau TRT dos Santos como cavaleiro da ordem. Seu cupincha Eduardo Jorge, um dos principais envolvidos no caso do 196,7 milhões de reais desaparecidos, levou a de “Grande Oficial”. O “grau” de cavaleiro da Ordem do Mérito Militar é concedido por “serviços relevantes”.
Realmente, Lalau prestou serviços relevantes à turma que perseguiu e torturou os ex-colegas do FHC. Apadrinhado pelos inesquecíveis Emílio Médici e João Figueiredo, participou da repressão aos militantes de esquerda, tendo inclusive – dizem – exercido a mui apreciada função de alcagüete. Hoje, numa sala do DOPS (oh, ironia!) não é mais a espada “grão-mestre” que pesa sobre seus ombros, mas a da justiça. E ele chacoalha sua coleção de medalhinhas para, na falta de argumento mais convincente, tentar mostrar que é tudo invenção. Nicolau, Nicolau: fica frio. Ninguém melhor do que tu para saber como essas coisas funcionam por aqui…

Inspiração Depressiva
Não é preciso Freud para explicar o porquê de a relação interesseira entre compositores-cantores e o “puder” resultar invariavelmente em queda de qualidade: política nunca rimou com inspiração. É por isso que artistas que, durante trinta anos compuseram ininterruptamente verdadeiras pérolas da MPB, começam, não mais que de repente, a lançar CDs com músicas imprestáveis para a saúde mental e espiritual dos ouvintes. Se a toada continuar neste ritmo, vão acabar tendo que se conformar com o cargo de consultores intelectuais da Globo. Oh, Senhora do Perpétuo, socorrei-os, pois ainda é tempo, tempo, tempo, tempo… de darem uma banana para o sistema e colocarem seu talento a serviço do que bem merece ser colocado, deixando o ruim de lado.





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