Messianismo Espiritual e messianismo material

“Nem sequer para nós é fácil viver como cristãos.”
Papa Bento XVI

Os humanos que estiverem de acordo com as opiniões e conclusões a seguir expostas devem urgentemente considerar o que podem e devem fazer para evitar o triunfo de um plano de dominação mundial executado por uma minoria de espíritos comprovadamente diabólicos, os quais insistem, de forma obcecada, em perpetrar seus crimes. Apesar de sua natureza anárquica, tais seres agem, paradoxalmente, de forma mentalmente organizada e sincronizada onde quer que se encontrem. E ainda que exogenamente aparentem ignorar os efeitos da perpetração de tal plano, que é nada menos que o degradação da raça humana e a destruição do mundo, endogenamente carregam no âmago de sua conspiração o germe da auto-destruição.
Com a foice do capital e o martelo da mídia do sistema nas mãos, espalham-se eles, errantes, pelos quatro pontos cardeais do planeta, dissimulados sob as máscaras da igualdade, fraternidade, liberdade, direitos humanos, democracia, socialismo, internacionalismo, procurando ocultar a sua verdadeira face: a do terror!
Que cada um se pergunte se quer ser um homem livre, a serviço de uma Força Superior e de um ideal de união com os seus semelhantes ou se quer permanecer escravo, privado inclusive do direito de reconhecer e servir ao Criador e à Sua Obra.
Nosso destino depende da correta compreensão e das medidas pertinentes a serem tomadas em relação ao assunto em questão.

 

 

Fundamentalmente, a Terra tem sido palco de uma luta bem definida e de extrema importância entre dois messianismos: o espiritual, que é o da evolução eterna, e o material, referente à vida terrena. Tal luta, apesar de imemorial, veio à luz e tornou-se explícita há pouco mais de dois mil anos. 
Desde então, durante o decorrer dos séculos, os agentes do que chamaremos aqui de messianismo materialista trataram de estimular a desunião e o conflito entre os homens através da proliferação de seitas, crenças, ideologias, partidarismos políticos e filosofias que, de forma subliminar, vêm estabelecendo sobre o planeta, apesar das aparentes diversidades, uma única doutrina materialista e anti-cristã, de efeitos nefastos e devastadores. Para isso, destruíram de forma inescrupulosa e hedionda todo e qualquer ser, Estado ou Reino que representasse um obstáculo para seus planos, o que, conseqüentemente, lhes permitiu tomar à força mais e mais espaço para implantar seus hábitos e até mesmo uma potência nuclear atômica para garantir sua atual expansão e dominação através do globo. E como essa história é antiga, conseguiram fazer desaparecer da face da Terra todos os profetas, Sócrates, os mayas, João Batista, o Messias, Estêvão, Joana D’Arc, o Império Inca, os Cátaros, todas as monarquias cristãs (as quais tiveram sua representação maior no czarismo absolutista), todos os governos hierárquico-verticalistas, enfim, todos os que ousaram não se enquadrar na ideologia do pensamento único. E, alguns, além de terem sido destruídos, tiveram suas memórias manchadas e deformadas, como aconteceu com Antônio Conselheiro, Lampião, Nietzsche, Ezra Pound... Porém, apesar da inaudita insistência em causar estragos ao longo dos séculos, o messianismo materialista não conseguiu fazer desaparecer por completo seu alvo primordial: o espírito cristão em sua mais pura essência. E tal intento só poderia ter fracassado – e sempre fracassará – porque esse espírito cristão é a mais alta expressão da Verdade e se encontra gravado no coração de cada homem. Por mais contaminadas que estejam as pessoas, elas sempre ansiarão por se livrar do mal e viver a graça da liberdade.
Lançando nosso olhar ao passado, não nos é possível deixar de enxergar, no decurso da História, que os ensinamentos mais preciosos contidos nos Evangelhos, além de não terem sido praticados, foram violados, pois o que se tem disseminado é justamente a prática oposta dos mesmos! Como se isso não fosse suficiente para chocar qualquer ser humano sensível – mais ainda os que se apresentam como cristãos – o que assistimos, assombrados, é uma total indiferença à vida espiritual por parte dos mesmos. E, pior que isso, uma absoluta conivência em relação a essa completa desobediência aos ensinamentos do Cristo!
Quando Jesus veio ao mundo, Ele interrompeu a perpetuação da guerra, contemplando os homens com a radiosa Luz do amor e da paz através da Sua Mensagem renovadora e redentora, que ensina substituir o olho por olho dente por dente pelo amar ao próximo como a si mesmo. Além disso, o fato de mostrar aos homens o caminho da verdadeira espiritualidade provocou um marco na História da humanidade e um dissídio na ortodoxia judaica, uma vez que corrigiu os rumos do judaísmo, dando início a uma Nova Concepção de Vida. E tudo ocorreu de forma tão forte e marcante que Ele conseguiu transformar o nada e o tudo no Antes e no Depois de Cristo, agraciando os homens do mundo inteiro com a verdade universal do Messianismo Espiritual. Não obstante, paralelamente à Sua força, à Sua luz e ao Seu amor, desenvolveu-se, em direção oposta, o messianismo materialista, em relação ao qual Ele advertiu os homens, dizendo: “Ninguém pode servir a dois senhores: ou vai amar o primeiro e odiar o outro, ou aderir ao outro e desprezar o primeiro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro!”
O Velho Testamento, parte integrante de nossa herança religiosa e cultural (que serviu de material de trabalho para Jesus confirmar ou demolir seus registros), predicou-nos o monoteísmo; os profetas de Israel prepararam o caminho do Messias e outras coisas de grande valor. No entanto, com o começo da era cristã, introduziram-se em nossas vidas, tanto em âmbito religioso como moral, ético e filosófico, certos conceitos fundamentais antes não existentes. Além disso, também se iniciaram importantes linhas de ação em todas as esferas da atividade humana, as quais perduram até os dias de hoje, e que são os resultados diretos da influência cristã em todas as áreas da vida. Portanto, essas são algumas provas de que o tema central de nossa existência são os ensinamentos dEle, do Filho do Homem, que veio para estabelecer na Terra o Reino de Deus.
 Se na Terra estivesse tudo conforme Deus quer, Ele não precisaria ter se dado ao trabalho de vir até aqui, nesse vale de lágrimas, e ter se submetido ao atroz sofrimento a que se submeteu para mostrar o que estava errado e o que estava certo; que o errado é errado e o certo é certo; e que o certo não pode ser errado nem o errado pode ser certo.
Porém, os chefes do messianismo materialista recusaram-se a aceitar a Divina Lei e imediatamente encetaram uma violenta oposição aos ensinamentos predicados e praticados por Jesus. Desde então, aqueles asseclas do Confundidor têm tratado de crucificar cada cristão da mesma forma que crucificaram o Divino Mestre, tentando, por todos os meios, sujar a pureza da nova aliança firmada entre Ele e seus verdadeiros discípulos, a qual se encontra gravada não na pedra, mas em nossos corações. Em lugar do verdadeiro messianismo espiritual, que se ocupa com o Reino de Deus e com a prática fiel dos Seus exemplos e ensinos, Satan intenta impor o falso messianismo na Terra. E tão grande é a sua ganância que nem mesmo Jesus escapou de sua investida. Mas o Divino Mestre rejeitou-a categoricamente, negando-se a querer possuir todos os bens materiais e ser “chefe” desse mundo, mesmo porque o que poderia representar ao Rei dos Reis aquela insignificância que o diabo em pessoa Lhe oferecia diante da incomensurável grandiosidade dos Bens espirituais dos quais Ele é Senhor?
Alega o diabo que o primordial desígnio da vida humana não deve ser a preparação para a vida espiritual e eterna, mas uma luta feroz pelo poder material. E, infelizmente, nessa tarefa tem ele muitos adeptos ativos, pois a maioria, inconsciente, é dirigida por uma minoria de conquistadores do mundo, fanáticos e convencidos de seus propósitos de manipulação alheia. E não se pode esquecer que esses mesmos dominadores não são guiados por uma figura de chifres e rabo, mas sim por um chefe dotado de um grandioso poder ilusionista, do qual emanam influências provindas de uma força inferior. Portanto, todos os que se renderam, no decurso dos séculos, a tal chefe, converteram-se em discípulos dele, ou seja, indivíduos com política, credo, métodos, hábitos e metas bem planejadas e insistentemente perseguidas. São eles os messiânicos materialistas.
Os que começam a observar mais atentamente tanto o comportamento como o modus vivendi de tais pessoas (que, além de tudo, ainda se dizem “religiosas”), ao perceberem o efeito deletério de suas ações, sentem-se normalmente animados a evidenciar-lhes os erros de conduta. E assim, os esperançosos candidatos a converter os messiânicos materialistas em messiânicos espiritualistas empregam inauditos esforços para demonstrar-lhes a perniciosidade de comportamentos desumanos, tanto para si mesmos como para suas famílias, para a sociedade e até para o planeta. Enfim, para um ser que começa a enxergar a causa oculta dos efeitos visíveis, toda esperança é nutrida, todo sacrifício é feito no sentido de salvar a si próprio e ao seu próximo das agruras do messianismo materialista. Porém, o que se dará sempre nessas batalhas, por mais absurdo que pareça, é uma total derrota. O bem intencionado interlocutor encontrará, por parte dos messiânicos materialistas, uma intransponível barreira, incapaz de dar a mínima abertura sequer para uma reflexão sobre a ambigüidade e desatino de seus atos. E após todas as tentativas, ele acabará, exausto, sentindo-se um estúpido. Aliás, seus ouvintes, com cinismo, soberba e suposta superioridade, partem do princípio de que as pessoas são mesmo estúpidas. Mas quando tal suposição cai por terra diante de um contendor inteligente e perspicaz que lhes esfrega na cara a sujeira que eles escondem debaixo de seus tapetes, fingem-se eles mesmos de... estúpidos! Em outras palavras, quando “apanhados pelo rabo”, como se diz, em assuntos que lhe são inteiramente familiares, alegam desconhecimento de causa e fazem-se de  bobos e de vítimas... E se ainda assim não der resultado essa artimanha, cujo objetivo é confundir o interlocutor e esconder sempre suas reais intenções, instauram eles um silêncio provocador e recusam-se a entender o que se lhes é dito e, de repente, pulam para outro assunto, muitas vezes abordando os mesmos temas, só que de forma totalmente às avessas. Além disso, diante de uma incontestável verdade factual, saem-se com verdadeiros truísmos, e de forma tão descarada que um santo homem poderia julgar-se insano em pouco tempo de convivência. E, muitas vezes, trata-se de verdades tão preciosas que poderiam representar-lhes a verdadeira salvação!
Enfim, por onde quer que peguemos esses esbirros da mentira, tentam eles escapulir como bagres ensaboados das mãos da reflexão. Quando em público são completamente derrotados, não vendo outra saída a não ser se render e reconhecer o que está sendo evidenciado, experimenta-se uma grande decepção. Ante todo o exposto, no dia seguinte, assiste-se, admirado, que nenhuma mudança, por mínima que fosse, ocorreu. Fingem ter esquecido inteiramente do que lhes havia sido dito na véspera e repetem os mesmos antigos absurdos como se nada, absolutamente nada, houvesse acontecido! Mostram-se então encolerizados, surpresos e, principalmente, esquecidos de tudo, exceto de que o debate tinha terminado por evidenciar a verdade de suas afirmações... É de pasmar! Não se sabe o que mais admirar: se a sua verborragia, seu cinismo ou o seu talento na arte de mentir...
Nós, durante o trabalho realizado nestas cinco edições da revista Humanus, deparamo-nos, em diversos momentos, com pessoas como as aqui descritas que, quando desmascaradas, tentavam retaliar, de forma covarde, quem lhes está dizendo a verdade e mostrando as conseqüências de seus pensamentos, palavras e atitudes. Em suma, tentavam prejudicar justamente seus únicos benfeitores.
Quem poderia, honestamente, condenar as infelizes vítimas de tais programadores depois de conhecer as diabólicas habilidades desses últimos, se até a nós, conhecedores que somos de suas mais variadas artimanhas, estava difícil nos defender e desmanchar a dialética de seus milenares ardis?
Quão difícil estava sendo obter qualquer êxito em dialogar com seres que tentam inverter todas as verdades, que negam descaradamente o argumento há pouco apresentado para, no minuto seguinte, utilizá-lo contra aquele que acabou de lhe apresentar o mesmo!
Em resumo, quanto mais nos aprofundamos no conhecimento da dialética dos messiânicos-materialistas, mais nos sentimos confiantes e esperançosos na inexorável ação da Justiça Divina.
Já dizia um quase esquecido escritor: “Uma coisa não se pode e não se deve esquecer: a maioria jamais pode substituir o homem. Ela é sempre advogada não só da estupidez, mas também da covardia. E da mesma forma como cem tolos reunidos não somam um sábio, não é provável que uma decisão heróica surja de um cento de covardes”.
Por isso, se o leitor não é um sábio, o que não é motivo de vergonha ou complexo de inferioridade, posto que estes são, até então, poucos, muito poucos, ainda lhe resta a sublime oportunidade de não ser um covarde!
Coragem, humanus!
Nem tudo está perdido, mas é preciso agir, e rápido! As forças do mal sempre existiram, desde o princípio, é verdade, e juntaram-se e organizaram-se universalmente com a direção do “chefe” deste mundo, assumindo, ao mesmo tempo, uma forma mais insidiosa que todas as guerras: a destruição por meio da idéia.
A gravidade da situação atual reside nos danos causados pelo espírito subversivo materialista que impera na nossa época e cuja influência todos sofrem, muitas vezes inconscientemente. E tal espírito só se tornou um elemento destrutivo porque os povos deixaram-se dominar por ele.
No entanto, é inadmissível que assistamos ao massacre e  à destruição dos seres humanos, das nações e do planeta sem tentarmos alguma coisa em sua defesa.
A primeira parte da luta contra o messianismo material deve consistir em elucidar a questão-chave de todo o problema: os homens se darem conta de quem e o quê está por trás de todo esse terrível plano de desespiritualização do homem.
Nunca se insistirá demasiado sobre este ponto. Existem determinados assuntos que são praticamente interditos, proibidos, mas a situação está se tornando cada vez mais grave e já não é possível calar.
Esta questão é planetária, pois se trata da luta entre dois conceitos de civilização diametralmente opostos, sendo que um dos dois deverá perecer ou triunfar no mundo. Uma grande vantagem encontra-se em favor dos que querem se libertar do jugo dos messiânicos materialistas: as faculdades mentais inatas destes, ultradesenvolvidas durante dezenas de séculos, são apropriadas para fazê-los imitar e utilizar o que os outros produzem em todas as áreas, mas raramente os tornam capazes de uma produção original. No dia em que, em lugar de viverem às custas dos outros, só dependerem de si próprios, a situação lhes parecerá infinitamente desagradável, posto que será fatal. Além disso, não podendo mais se insurgir contra os povos agora despertos, unidos e em ação, o espírito de revolta que lhes é inerente voltar-se-á contra eles mesmos. E será justo que utilizem, contra si próprios, as faculdades destrutivas que por tanto tempo dirigiram contra os humanos que sempre aspiraram viver dentro da lei do Messianismo Espiritual, que tem por princípio fundamental a Luz, a Paz e o Amor.
Sabemos que o problema é intrincado, perigoso, repleto de dificuldades e de riscos; todavia, não será praticando a indiferença suicida e ignorando-o deliberadamente que o resolveremos.
O mundo moderno considerado “livre” chegou à linha divisória em que se deve decidir se os homens irão se levantar e lutar ou se irão se submeter, mansa e passivamente, ao destino que já está preparado para seus pescoços. Não está bastante claro que, uma vez compreendidos os perigos que nos cercam, não nos submeteremos?
Neste caso temos que definir os objetivos que nos animam e a forma de alcançarmos a vitória. Para isso deve haver esforço e sacrifício. E quanto maior for o entusiasmo, maior será a realização. Não será suficiente o incentivo que proporciona a absoluta necessidade de sobrevivermos como homens livres, espiritualizados e conscientes? Nesta causa devemos empregar, o quanto pudermos, nossas melhores energias, nosso tempo, nosso dinheiro, nossas posses, nossa força de vontade e até nossas vidas! Peçamos Guarnição Divina e auxílio de Deus, mas coloquemos algo de nossa parte! O que a Humanus pode, deve e vem fazendo é justamente informar a todos os homens de boa vontade sobre os perigos e as medidas necessárias para deles se livrar, e indicar a porta de acesso ao encontro da Verdade. Sabemos que é inútil e estéril atacar o materialismo em teoria, deixando o controle do “poder” e, sobretudo, das informações, nas mãos de seus adeptos.
A conspiração dos messiânicos materialistas, como já vimos, baseia-se num engano colossal, numa mentira imensa e complexa. No entanto, uma vez desmascarada, será impossível mantê-la. Por isso afirmamos: temos que estudar e refletir sobre os problemas aqui esboçados e partilhar com o semelhante nossos sentimentos e conclusões. A desvelação de tão complexa mentira é, em verdade, simples, e pode ser claramente compreendida pela maioria das pessoas decentes.
Ao iniciar uma ação em favor da libertação do jugo do inimigo, é evidente que ele atacará. Intentará desanimar-nos, intimidar-nos, e nos colocará à prova com suborno, pressão e infiltração. Por um lado, criará e dirigirá atividades que fingirão ser nossas aliadas, e, por outro, prosseguirá com a confusão e a crueldade. Mas isso não pode nos desviar de nosso caminho.
A luta contra o espírito materialista e destruidor não deve ser e não será nunca violenta, mas sim contundente e definitiva. Deve assumir um caráter internacional, e é preciso que uma mesquinha limitação egoísta de enxergar a vida não ponha obstáculos à união indispensável de todos os elementos sãos e ainda descontaminados do globo contra o inimigo comum. E quanto mais tardarmos, mais ruínas  irão se acumulando. A humanidade está anestesiada e dormida, mas em essência é ela sã, saudável, e por isso devemos nos unir e auxiliá-la a reencontrar e trazer à tona seus melhores instintos, seus verdadeiros valores, seu sentido de existir e assim conferir-lhe uma expressão prática, limpa e eficaz socialmente.
Sendo nossas proposições certas e requerendo ação, esta atividade não poderá levar-se a cabo eficazmente sem adquirir certa forma de organização.
Antes de mais nada é preciso operar em nossa própria conversão, sem esperar a conversão do adversário. Depois, é preciso libertar-nos dos mortíferos princípios que nos foram inoculados pelos conspiradores, tais como as falsas “liberdade”, “igualdade” e “fraternidade”. É preciso abandonar o liberalismo, a demagogia, o ateísmo considerado religião oficial, as crenças vãs e a política parlamentarista postiçamente democrática. É preciso um governo que não seja apenas um regime político, mas que compreenda em seu conjunto um sistema de atuação política, social e religiosa que, pela sua essência, se oponha a todo princípio subversivo. O ódio dos messiânicos materialistas por governos semelhantes, como, por exemplo, pelas monarquias, prova-o cabalmente.
Deve-se levar em conta que a mentalidade de um povo não é um produto espontâneo e livre; é criada e formada por diferentes meios, sendo os principais a escola e os meios de comunicação. É preciso, pois, tomar conta destes dois fatores da opinião pública. É indispensável voltar às tradições, à ordem, à hierarquia social, à verdadeira iniciação religiosa e tudo o que pode refrear as forças cegas da corrupção popular e o poder ilimitado do dinheiro. Assim, conseguiremos subtrair-nos a esta embrutecedora mentalidade econômica atual, de origem anti-cristã, que torna os negócios e o ouro o fim supremo e razão de ser da vida, em detrimento da cultura, da beleza e da elevação  tanto moral como espiritual. Então, o organismo social voltará à normalidade e o micróbio do messianismo materialista nada poderá contra ele porque, ao fim e ao cabo, o mal e a mentira jamais triunfarão. O Bem e a Verdade ganharão a luta, pois é este o motivo dominante de toda a História. No entanto, a vitória só será alcançada quando os seres humanos tiverem compreendido as questões pelas quais se debatem, isto é, as causas ocultas dos efeitos visíveis, através de um grau mais elevado de compreensão, e tiverem decidido então, com plena determinação, não deixar nada por fazer até que os messiânicos materialistas tenham sido derrotados.
Os que se interessam em ler estas páginas quiçá encontrem, ao longo do presente volume, alguma informação prática que possa lhes ser útil e, principalmente, percebam a relação dos temas entre si no que diz respeito a vários fatores extremamente importantes e que convergem para o mesmo ponto.
Esta não é uma questão de partido, de ideologias, de sectarismos, de individualismos. É muito mais importante do que as “meias verdades”, destinadas a confundir, e mais importante ainda do que as declarações falsas, que constituem a maioria das ações dos governos, das religiões institucionalizadas, da cultura e da arte desviada. Trata-se de um caso complexo que não tem sido exposto como um problema grave, gerador de perigo para toda a humanidade. Iniciemos agora, antes que seja demasiado tarde, a compreensão destas questões que nos rodeiam e da necessidade de uma ação em união. Só assim asseguraremos a verdadeira liberdade e a fraternidade dos humanos sob a lei de Deus.
Confia, Humanus! Porque, está escrito:

“O chefe deste mundo já está condenado.
Muitas coisas tenho ainda a dizer-vos,
mas não podeis compreender agora.
Quando ele vier, o Espírito da Verdade,
conduzir-vos-á à verdade plena.
Pois não há de falar por si mesmo, mas dirá
tudo o que tiver ouvido e anunciar-vos-á as coisas futuras.
Ele me glorificará,
porque receberá do que é meu para vos anunciar. (...)
Disse-vos isso para que em mim tenhais a paz.
No mundo tereis aflições.
Tende confiança!
Eu venci o mundo.”

Até sempre!

A Redação.

 

E-mail
e-mail

 

IMPRESSÃO