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A viagem à Lua e a
face oculta da democracia
“Se possível fosse...
não haveria nada menos poético
do que alguém pisar na Lua.”
Joaquim José de Andrade Neto
“Sou de opinião que seria mais importante
livrar a humanidade de muitos males e
de muitas pragas do que ir à Lua.”
Rudolf Hess
...10, 09, 08, 07, 06, 05, 04, 03, 02, 01...
Os céus de Houston iluminaram-se com o gigantesco facho formado pela queima de vinte toneladas de combustível por segundo, provindo do enorme foguete Saturno. O mundo, paralisado e boquiaberto, acompanhava passo a passo a decolagem para a maior viagem da História.
No dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong, diante da expectativa de milhões de pessoas, pousou seu pé esquerdo na superfície lunar, convertendo-se no primeiro ser humano a imprimir sua pegada sobre a Lua. A televisão mostrava o acontecimento ao vivo (!) para o mundo enquanto a humanidade inteira continha a respiração. Armstrong diz: “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade.” Ninguém duvidava de que se tratava do começo de uma nova era...
A chegada à Lua é considerada pela maioria das pessoas como um dos pontos culminantes da nossa História. Pela maioria, mas não por todos... Muitos atualmente afirmam que os Estados Unidos da América nunca conseguiram levar um homem ao nosso satélite e que as missões Apolo foram uma elaborada e superproduzida fraude, a maior da História!
No entanto, fazendo um exame mais profundo da política dos EUA e dos recentes acontecimentos no mundo, chegaremos à conclusão de que, se a chegada à Lua é uma grande mentira, é ela a menor e a mais inocente dentre as inúmeras propagadas por esse país.
O presente artigo apontará os questionamentos levantados pelos estudiosos das chamadas “teorias de conspiração” tanto sobre a viagem à Lua como também sobre os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, os quais são, no mínimo, inquietantes. Porém, como esses dois marcantes acontecimentos representam apenas uma pequena parcela do ilusionismo democrático norte-americano cometido em função de seus interesses políticos e econômicos, faremos uma abordagem ampla focalizando, principalmente, a influência comprovadamente deletéria dos EUA sobre todas as nações e em todas as áreas da vida humana.
O que se verá não é uma tese, mas sim a mais dura realidade, ainda que se assemelhe em tudo a um filme de terror...
A história que a
história oficial contou

Dois dias já haviam se passado após a decolagem no Cabo Canaveral e toda a interação entre o Centro de Controle da NASA e os astronautas era exercida com absoluto sucesso. Finalmente, havia chegado a hora! A desaceleração para o pouso na superfície lunar foi perfeita e, vinte minutos depois de iniciado esse procedimento, aconteceu a espetacular alunissagem. O Centro de Controle estava em polvorosa: o homem havia pousado na Lua!
Todos ficaram admirados pela frieza dos astronautas; mas, afinal, haviam sido treinados para serem duros e se concentrarem na missão... O mundo neste instante comemorava a grande conquista: pela primeira vez um homem andava no solo de um outro mundo!
Neil Armstrong pisa na Lua e deixa registrada a pegada mais famosa da História.

Distanciando-se do LEM (Lunar Excursion Module, o módulo lunar no qual havia chegado lá) inicia um passeio . Ele respirava dentro de seu figurino lunático (e todos aqui na Terra ouviam!), inspirando uma atmosfera que continha 71% de oxigênio. Caminhava muito rápido graças à baixa gravidade. A luz solar, com a pouca interferência da atmosfera, era bastante forte e dava à cena uma iluminação perfeita!
Depois de um breve passeio, Armstrong dedicou toda a sua atenção para auxiliar seu companheiro, Edwin “Buzz” Aldrin, a sair do módulo, o que ocorreu após alguns minutos de tensa espera. Esse segundo tripulante, que parecia mais impressionado do que o primeiro com a pouca gravidade, salta e brinca como uma criança, ao vivo, para as TVs do mundo inteiro. Não chega a voar tão alto como se esperava. Mas isso não importava.

Na Terra, os telespectadores voltam a conter a respiração quando se produz uma série de movimentos, desajustes e desenfoques seqüenciais na câmera de televisão que registra e transmite as evoluções dos astronautas. Afortunadamente, o problema se soluciona em pouco tempo e a imagem volta a ser normal e nítida, super nítida! Em seguida, os astronautas plantam a bandeira dos EUA que ficará para sempre sobre a superfície lunar como recordação perene da façanha que poderá ser contemplada pelas futuras gerações de viajantes espaciais. No controle da NASA, nem mesmo a solenidade desse momento faz com que se relaxe a guarda, e continua-se a fazer ininterruptamente as leituras dos sistemas vitais: Armstrong 65%, Aldrin 74%. Ufa, tudo vai bem por enquanto...

O tempo de permanência em território lunar estava programado para duas horas e alguns minutos. A primeira coisa a fazer era recolher amostras do solo para que, caso a missão tivesse que ser abortada, a prova do sucesso fosse levada à Terra. Armstrong pegou um dos sacos coletores e recolheu pedras e um pouco daquela superfície arenosa. Tudo transcorria normalmente. Os astronautas, como bons turistas lunares, tiraram milhares de fotografias, fizeram um passeio de jipe e, finalizado o tempo para a estada no local, retornaram ao módulo. A decolagem foi tão perfeita quanto a alunissagem, porém todos sabiam que o retorno à Terra constituía um dos pontos críticos do projeto. A expectativa era imensa, mas, para alívio e felicidade geral das nações, ao entrar em órbita terrestre, os dados começaram a fluir perfeitamente com a base de controle da NASA, e, algum tempo depois, indicavam que o módulo de comando deveria aparecer no céu em poucos segundos. Como se sabe, uma bola de fogo foi avistada e, exatamente como planejado, o módulo caiu no Pacífico Sul, na altura da Polinésia, a 24 de julho de 1969. Foi resgatado intacto e agora os tripulantes estavam de volta ao planeta dos homens.

Depois de um período de quarentena, eis que surgem três heróis ansiosos por reverem suas esposas, filhos e amigos, e disponíveis para toda a mídia mundial a fim de relatar suas incríveis experiências na Lua! Todos escutavam com os olhos arregalados, boquiabertos, orgulhosos, estupefatos... apesar de que o entusiasmo dos astronautas ficava um pouco aquém das expectativas. Mas isso também se devia ao profissionalismo dos mesmos, afinal, tinham sido treinados inclusive para morrer!
Consumada a inacreditável Viagem à Lua, o mundo dispensaria aos astronautas tratamento digno de heróis e reis para o resto de suas vidas. Exaustivamente homenageados, convidados para inúmeros banquetes, festas e entrevistas, tornaram-se, enfim, astros do dia para a noite, não como os dos céus, mas desses que se encontram em Hollywood, interpretando seus papéis de forma impecável!
O ilusionismo
norte-americano
Caro leitor, diante de tal relato nos perguntamos: Seria possível que os fatos tivessem ocorrido desta forma? Ou seria mais uma brincadeira de mau gosto, cujo objetivo era construir um “império” sobre mentiras e à custa da vida e do sossego de milhões de seres humanos?
Não é nenhum absurdo postular que tudo não passou de uma gigantesca armação de um país que, ao que tudo indica, é capaz de coisas muito mais assombrosas e mirabolantes para atingir seus objetivos. Podemos citar como exemplo o inesquecível 11 de setembro de 2001.
Conta a história oficial que nesse dia, um grupo de terroristas seqüestrou quatro aviões comerciais com centenas de pessoas a bordo e explodiram três deles contra o que era considerado símbolo do poder econômico e militar do império norte-americano: as Torres Gêmeas de Nova Iorque e o edifício do Pentágono, em Washington. Em poucas horas, os sangrentos atentados mudariam a história do mundo.
Ocorre, porém, que vários americanocéticos vêm trazendo à tona questões bem mais inquietantes em relação a esse episódio do que os apolocéticos sobre as missões Apolo e seus feitos lunares. Uma série de incongruências, impossibilidades, coincidências e fatos suspeitos interligam-se numa teia tão obscuramente engenhosa que chega a assustar os mais astutos. Portanto, antes de iniciarmos nossa viagem pelos bastidores da Viagem à Lua, apresentaremos alguns desses pontos questionados sobre o maior atentado terrorista da História, os quais têm tudo a ver com o tema do presente artigo, e através deles o leitor terá mais condições de concluir por si mesmo se os EUA são ou não alvo de sérias suspeitas que não podem ser ignoradas ou simplesmente consideradas como provindas de “teorias de conspiração”. Além disso, iremos expor brevemente ao longo do artigo não apenas indícios, mas também os fatos históricos que comprovam que esse país é o mais mentiroso e terrorista do planeta!
Abrindo o século XXI, em seu primeiro ano de existência, eis que o mundo é surpreendido com inacreditáveis imagens de um terror que até então só se havia visto nos filmes milionários de Hollywood. Naquela cidade que é considerada o coração do mundo (sic!) algo de espetacular ocorreu de forma tão eficaz e marcante que não poderá sair da memória dos homens que aqui na Terra se encontravam nesse dia. E muitos pensaram: Aqui se faz aqui se paga; quem semeia vento colhe tempestade. Em outras palavras, com tantas guerras, mortes e opressões descomunais provocadas pelos EUA não seria grande surpresa que em algum momento os oprimidos se rebelassem contra tamanha arrogância e maldade. É a lei do retorno.
Imediatamente após os atentados daquele dia, Osama Bin Laden e sua rede Al Qaeda foram acusados pelo governo norte-americano de serem os autores dos mesmos, sem nenhuma comprovação efetiva (até hoje ainda não existem provas e ninguém as exige). Bush lança então a arrogante e presunçosa bomba: “Quem não está conosco está contra nós!”, ou seja, quem não está do lado dos Estados Unidos está do lado dos “terríveis terroristas”. A indignação de Bush contra aqueles arautos do terror que estavam ameaçando o mundo ganhou incrível respaldo. O lema se tornou: “Temos que nos unir contra o terrorismo!” Desta forma, ele rapidamente lançou suas campanhas bélicas contra o Afeganistão e o Iraque. Bush, assim como Tony Blair, tinha, pois, “certeza absoluta de que o regime de Saddam Hussein possuía armas de destruição em massa” e esse foi o álibi para a invasão. Esta se deu e o Iraque se viu destruído, saqueado e obrigado, a poder de mísseis e bombas democráticas, a se tornar também “democrático liberal” e, finalmente, fazer parte da globalização, sob o domínio absoluto do império do capital.
Obviamente não poderemos aqui, neste modesto artigo, apontar todos os detalhes que envolvem os interesses comerciais, industriais, financeiros, logísticos, armamentistas, petrolíferos, geopolíticos, religiosos, etc, na história daqueles atentados, mas vale a pena citar alguns pontos questionados por pessoas como Thierry Meyssan, autor do livro 11 de setembro de 2001: uma terrível farsa, publicado na França, e por muitas outras, algumas inclusive incensadas pela mídia do sistema, como o exótico e palrador Noam Chomsky e Gore Vidal.
1) Para começar, sabe-se que nos dias prévios aos atentados houve uma intensa e incomum atividade em Wall Street com opções de venda de ações da United Airlines e da American Airlines (as duas empresas aéreas envolvidas nos ataques). Desta última foram negociados 4.744 contratos de venda em dois dias quando habitualmente são negociados aproximadamente 300 ao dia. O fato foi tão inusitado que os meios de comunicação noticiaram que seria feita uma investigação a respeito, cujo resultado teria levado à identificação da pessoa que, com certeza, sabia sobre os atentados. Porém, nunca foi revelado quem comprou essas opções de venda.
2) Misteriosamente, as Torres Gêmeas, que foram construídas com recursos dos irmãos Rockefeller, haviam sido alugadas por 99 anos pelo montante aproximado de três bilhões de dólares apenas sete semanas antes do sinistro. Larry Silverstein, que fez a transação, providenciara um seguro dos prédios através de uma seguradora suíça, e exigiu da mesma sete bilhões de dólares após o desastre. (Tal fato surpreendente é mencionado na Humanus III – Crônicas e Agudas, pág. 280, ano 2002).
Silverstein é proprietário da casa noturna “Runaway 69”, no Queens, em NY. Essa boate esteve ligada a escândalos relacionados ao narcotráfico, lavagem de dinheiro e corrupção da polícia de Nova Iorque. E, no entanto, a ficha suja deste empresário não o impediu de conseguir fechar um contrato de aluguel do World Trade Center por 99 anos...
3) Quanto aos seqüestradores, não parece absurdo que pessoas preparadas técnica e psicologicamente para executar tarefa de tamanha gravidade tenham usado suas identidades verdadeiras nos dias antecedentes ao dos atentados, quando então haviam freqüentado Nova Iorque? E que com elas tenham ido fazer cursos de pilotagem de aviões, alugado carros, feito compras, se registrado em hotéis, etc? E que, além disso, tenham se empenhado em deixar pistas e vestígios por todas as partes (conversações aos gritos, exemplares do Alcorão em bares, nomes registrados nas contas pagas com cartões de crédito)? Dado que, presumidamente, deveria ter havido uma prévia decisão política superior e central de não assumir os atentados, e posto que dispunham de numerosos meios econômicos e técnicos, não parece mais lógico que tivessem utilizado passaportes falsos a fim de não serem identificados e, conseqüentemente, evitarem ocasionar posteriores problemas para seus familiares, amigos e até para sua própria organização, seus dirigentes e a todo o Islam?
4) Será possível que fanáticos religiosos terroristas tão eficientes a ponto de realizar a proeza de seqüestrar quatro Boeings dentro dos EUA e em aeroportos importantes, equipados com sofisticados sistemas de segurança, e de pilotá-los com tanta perfeição tenham ido, na noite anterior, beber álcool em um centro de striptease? E como se não bastasse, tenham feito um escândalo, anunciado em tom de ameaça, aos brados, que no dia seguinte todos veriam a América ensangüentada, pago a conta com cartão de crédito, deixado fotocópia de uma carta de motorista e um cartão de negócios e, para completar, se esquecido de um Alcorão que haviam levado a tão edificante lugar para efetuar suas ortodoxas atividades, algumas horas antes de seu martírio?
5) Não parece algo incrível que, conforme noticiou a imprensa, nos arredores do aeroporto de Logan, em Boston, tenha aparecido, no mesmo dia em que os aviões foram seqüestrados, mais uma cópia do Alcorão junto de um manual para pilotagem de Boeings? Então, segundo tais alegações, dezenove homens, em sua maioria de origem saudita, dispostos a morrer por suas convicções fundamentalistas, embarcaram nos quatro aviões envolvidos nos atentados e utilizaram como únicas armas estiletes e as facas de plástico que lhes foram servidas na refeição. Com essas armas, renderam toda a tripulação, tomaram o comando das naves e as espatifaram nos alvos, com precisão absoluta!
Cabe comentar que o General Hosni Mubarak, presidente do Egito, afirmou que, apesar de ser ex-chefe da Força Aérea e de ter milhares de horas de vôo, seria incapaz de pilotar um Boeing com a precisão necessária para levá-lo contra uma das Torres!
6) No caso do ataque ao Pentágono, a imprensa informou que o Boeing 757-200 do vôo 77 da American Airlines, com 64 pessoas a bordo, chocou-se contra ele às 9:38h. Thierry Meyssan comprova detalhadamente em seu livro que o tamanho desse Boeing que supostamente se chocou contra o Pentágono não corresponde absolutamente ao buraco simétrico e pequeno produzido pelo impacto. Todas as fotos existentes mostram que a explosão inicial, sua dinâmica, sua coloração, sua fumaça, seus resíduos, etc, não têm nada a ver com a que teria ocorrido se realmente se tratasse do choque de um avião.
7) Segundo pessoas que estavam presentes no local, houve duas explosões naquele momento. E outras numerosas testemunhas declararam terem ouvido um “ruído estridente, como de um avião de caça”, e “algo que emitia o som de um míssil”; e ainda que o objeto assemelhava-se a “um míssil fixado em seu objetivo, permanecendo exatamente em sua trajetória”; e houve também quem afirmasse que “por sua velocidade e manobras, não podia se tratar de um avião comercial, mas sim de um aparato militar”. Tais testemunhos foram ignorados.

Área do Pentágono atingida pelo objeto não identificado.
8) Para se aceitar que efetivamente se tratou do choque de um Boeing, é necessário que se respondam a importantes questões. Por exemplo: como pôde um grande avião de passageiros atacar com êxito o Pentágono (que provavelmente é o espaço aéreo e terrestre mais protegido do mundo) tendo sido seqüestrado 40 minutos antes, durante os quais já haviam ocorrido os dois ataques às Torres Gêmeas, com o quê, é de se supor, já estivessem em alerta geral todos os serviços de segurança do país? Acaso esteve o avião enviando os códigos adequados à central de controle até o momento em que explodiu, sem despertar nenhuma suspeita? E onde estão as gravações das conversações entre os centros de controle de tráfego aéreo e os pilotos dos aviões?

9) Como explicar que não exista nenhum registro gravado do ocorrido quando há centenas de câmeras de vídeo acionadas durante 24 horas por dia em todas as direções do Pentágono?
10) O objeto que atingiu o Pentágono chocou-se contra ele de forma horizontal e muito próxima do solo. Se tivesse sido o vôo 77 da American Airlines, teria sido necessário um vôo rasante, com velocidade de quinhentas milhas por hora esquivando-se das numerosas linhas de alta tensão da região. Para isso, afirmam os especialistas, não só teria sido necessário um piloto profissional, como também um que tivesse formação militar e o melhor deles! No entanto, Mohamed Atta, Marwanal Al-Shehhi e Hani Hanjour não podiam pilotar nem mesmo teco-tecos, segundo a academia de aeronavegação em que Hanjour fez o seu curso.

11) Causa suspeita também o fato de que o impacto tivesse lugar precisamente na única pequena parte do Pentágono que estava em obras, pelo quê morreram um general e 124 civis em lugar do muitíssimo maior número de vítimas que o mesmo impacto teria provocado entre as 23.000 pessoas que ali trabalham diariamente se o avião houvesse se chocado em qualquer outra parte do prédio. Estavam os terroristas poupando vidas?
12) Nas fotos tiradas na área do Pentágono não aparecem rastros da fuselagem do avião ou de corpos nem de vestígios de bagagens. Meyssan questionou e a CIA lhe respondeu que a ausência de rastros da fuselagem se deveu ao fato de que o alumínio da mesma foi consumido completamente no impacto. Meyssan indagou ainda à CIA como fora então possível que os familiares dos mortos naquele acontecimento recebessem urnas com as cinzas dos falecidos, identificados pelas impressões digitais, se as altíssimas temperaturas haviam derretido completamente as 100 toneladas que representam um Boeing. Não obteve resposta.

13) Finalmente, se o avião não se chocou contra o Pentágono, que foi feito então do vôo 77 da American Airlines, das 64 pessoas que levava e de seus vestígios? Várias testemunhas, entre elas um técnico de uma torre de controle que via com seus próprios olhos o referido avião, o chefe de um posto policial e um agente afirmam que o Boeing explodiu de repente e que ouviram sons de aviões-caça. Indica isto que foi derrubado? Por que se silenciam e ignoram tais testemunhos? Afirmar que o vôo 77 se chocou contra o Pentágono foi a maneira de esconder que, cumprindo uma ordem presidencial, os próprios caças do governo haviam derrubado um avião de passageiros cheio de cidadãos norte-americanos a fim de criar um ato “terrorista” passível de contra-ataque? Quem ou quais pessoas decidiram tal manobra política?

Quanto ao World Trade Center, as anomalias são ainda mais impressionantes.
14) Para derrubar as Torres Gêmeas com o impacto dos aviões teria sido necessário derreter a estrutura interna de aço, tal como a explicação oficial sugere. No entanto, o aço sofre os primeiros problemas em sua estrutura quando alcança os 500°C, e o combustível dos aviões não supera os 360°C quando se incendeia. Para acrescentar, pode-se observar pelas gravações televisionadas que os incêndios produzidos pelos impactos se apagam lentamente, de onde se presume que a temperatura estava diminuindo no momento dos desabamentos. E para que um metal se funda é preciso não só submetê-lo a uma temperatura superior à do ponto de fusão como também mantê-lo por tempo suficiente na mesma para que ocorra o acúmulo de calor necessário para a fusão. Alguém se apresentou para demonstrar este aspecto elementar, mas decisivo? Apesar dos numerosos e violentos incêndios ocorridos em arranha-céus em todo o mundo, como o do hotel Meridian Plaza na Filadélfia, em 1991, que durou 19 horas e cujas chamas eram vistas através de todas as centenas de janelas, nem um sequer desses gigantes prédios havia se fundido até aquela data… Ademais, por que não funcionou o sistema contra incêndios, ou seja, o conjunto de potentes extintores e a água fria que preenchia todos os pilares e que representava 14.400 metros cúbicos por Torre?
15) Alguns especialistas apareceram nos meios de comunicação afirmando a explicação oficial. No entanto, por que não houve contraste algum com outros especialistas? Por que não há nenhum estudo científico e rigoroso de como desabaram as Torres? Por que os poucos laudos oficiais que existem – FEMA, Charles Clifton, Henry Koffman, Tomas Eagar, Bazant, Connor – baseiam-se em imagens televisivas e nas informações jornalísticas? Além disso, diferentemente de incêndios e catástrofes anteriores, nessa ocasião não se contrataram os melhores especialistas para estudar o ocorrido. Se, como insistem as autoridades americanas, pode haver mais atentados com aviões, não deveriam ter estudado com todo rigor e por todos os meios possíveis o primeiro caso desse tipo?
16) Como pôde o choque de um Boeing provocar o desabamento de arranha-céus que foram desenhados e construídos para resistir, entre muitas outras coisas, a fortes incêndios e precisamente a choque de Boeings, inclusive de modelos maiores e que possuem o dobro do peso dos utilizados? Se, como se argumenta, realmente os materiais empregados na construção das Torres eram de pior qualidade do que a exigida e programada, por que não se condenaram os construtores responsáveis?
17) A Torre Sul foi atingida às 9:03h, 18 minutos depois do choque contra a Torre Norte. No entanto, a Torre Sul desabou primeiro. O golpe na Torre Norte foi quase exatamente no centro desta e de forma perpendicular, o que fez com que maior quantidade de querosene fosse projetada no interior do edifício. Por outro lado, o impacto na outra se deu em um canto, motivo pelo qual se presume que o dano sofrido pela sua estrutura interna tenha sido muito menor. E ainda, uma grande quantidade de combustível do avião que se chocou contra a Torre Sul foi consumida imediatamente na explosão. Mas, inexplicavelmente, sua estrutura ruiu primeiro e por completo.
18) Na verdade, o tipo de desabamento sofrido em ambas as Torres só pode ocorrer em demolições controladas e nunca naquelas produzidas por grandes impactos como os dos aviões. Nesses casos, se eventualmente caíssem os edifícios, seria de forma assimétrica e irregular. E os testemunhos que poderiam trazer importantes dados para estudos por parte dos serviços de segurança, como os de bombeiros e sobreviventes que escutaram detonações nos andares inferiores ao local do impacto dos aviões e no térreo, foram rapidamente suprimidos dos meios de comunicação e nunca investigados.
19) Os sismógrafos da Universidade de Columbia, a 30km do World Trade Center registraram uma estranha atividade sísmica em 11 de setembro de 2001, que ainda não foi explicada. Enquanto os impactos dos aviões causaram tremores de terra mínimos, as agulhas dos sismógrafos registraram significativos movimentos antes de cada queda. Esses movimentos sísmicos somente seriam compatíveis com detonações e explosões de grande porte perto do andar térreo das Torres.
20) Ocorre que nos EUA existem leis que proíbem retirar escombros resultantes de incêndios, acidentes, etc, antes que possam ser rigorosamente analisados. Perguntamos, pois, por que e por ordem de quem a empreiteira Controlled Demolition Inc. iniciou a ilegal tarefa de retirar os escombros imediatamente e a de vendê-los a pequenas empresas de ferro-velho, as quais, por sua vez, mais rapidamente ainda exportaram o material adquirido para reciclagem, o que impediu a realização de perícias judiciais que poderiam detectar explosivos, restos dos aviões e o estado real das estruturas das Torres.
21) O que converteu em poeira cem mil toneladas de cimento? O que rompeu as 47 enormes vigas de ferro centrais e as 236 exteriores e as transformou em pequenos destroços? Como é que a parte superior da Torre Sul, um bloco de uns trinta pisos, que começou a cair a partir do lado oposto àquele que sofrera o impacto do avião há 56 minutos antes, nunca chegou ao solo, mas, ao contrário, também se converteu, misteriosamente, em enormes nuvens de poeira?
22) É casualidade que Van Romero, especialista em demolições, declarasse ao Albuquerque Journal naquele dia 11, vendo as imagens pela televisão, que se tratava de uma demolição e que deveria “haver alguns artefatos explosivos dentro dos edifícios que causaram o colapso dos mesmos”? O que pensar do fato de Van Romero haver se retratado dez dias depois e em janeiro de 2002 ter sido promovido a um cargo profissional de responsabilidade sobre toda a superfície dos EUA?
23) Não é outra coincidência quase incrível que nos restos do quarto avião, o vôo 93 da United Airlines que explodiu na Pensilvânia, dentre os quais desapareceu a caixa preta, fossem encontrados pedaços chamuscados do já citado manual para pilotagem? E não supera qualquer cálculo de probabilidades que nesses mesmos restos aparecesse o celular de Ziad Jarrah (o suposto piloto), e que ainda por cima fosse mais resistente que as caixas pretas, pois, funcionava???
24) Afinal, foram totalmente ineptos os poderosos Serviços Secretos de Informação, sendo estes aproximadamente 42 públicos (sem contar os privados) os quais custam oficialmente 40 bilhões de dólares ao ano? E nenhum chefão destes serviços foi demitido ou considerado suspeito?
25) Sendo um ataque contra a América, por que não se apresentam explicações sólidas, estudos técnicos ou provas rigorosas que possam ser levadas aos juízes? Como é que praticamente não há ações judiciais contra os supostos autores, seus protetores e cúmplices?
26) A que se deve o fato de a administração Bush não ter permitido que fosse formada uma comissão plenamente independente que investigasse de forma imparcial o que ocorreu realmente em 11 de setembro de 2001 e que descobrisse a identidade de seus responsáveis, como pedem Associações de Bombeiros, de famílias de vítimas e também alguns congressistas?
Diante de tudo isso, muitos se perguntam: a quem, afinal, tais atentados beneficiou? Quem estava preparado para se aproveitar da “surpresa” e dar-lhe continuidade? A perfeita sincronia dos interesses que tiveram lugar naqueles acontecimentos e seus desdobramentos direcionam para uma única resposta: os EUA! E partindo da clássica idéia de que aqueles que se beneficiam de um crime são os que devem ser investigados, examinamos cuidadosamente as histórias apresentadas pelos meios de comunicação, trabalhos de diferentes investigadores e as contraditórias versões dos membros da administração Bush. Certamente a versão oficial acerca do ocorrido é altamente duvidosa. As perguntas perturbadoras não cessam em nenhum momento, mas, ao contrário, emergem de diferentes ângulos da história até que se chega a esta conclusão: o atual governo dos EUA teria forjado friamente os ataques – o que constitui uma das atrocidades mais graves da História – por interesses políticos e para, uma vez mais, reafirmar seu poderio militar (que já é o maior de todos), mostrando que não se pode desafiá-lo!
Vejamos alguns “benefícios” imediatos para os Estados Unidos proporcionados por tão hediondo crime.
No dia 24 de outubro de 2001, a administração de Bush aprovou no Congresso, por unanimidade, dezenas de leis que compõem uma legislação designada US Patriotic Act, a qual coloca o governo dos EUA acima de várias garantias constitucionais fundamentais, o que não corresponde em nada ao ideal democrático, muito pelo contrário. Estas leis, redigidas e aprovadas em tempo suspeitamente rápido (43 dias), autorizam o governo norte-americano, entre outras coisas, a suspender o habeas corpus, interceptar comunicações realizadas por meios eletrônicos ou telefônicos, modificar a indicação de juízes, fazer espionagem de voice-mails, aplicar sanções comerciais, fazer espionagem financeira em contas bancárias privadas de qualquer indivíduo tanto nos EUA quanto em outros países, estabelecer restrições para viagens aos Estados Unidos e, conseqüentemente, limitar a permanência de estrangeiros no país.
Em setembro de 2002, a Casa Branca substitui a “doutrina de segurança nacional” pela “doutrina do ataque preventivo”. Através dessa legislação, os EUA reservam-se o direito de atacar preventivamente qualquer nação do mundo que considere suspeita de abrigar movimentos terroristas!

O combate ao terrorismo está dotando os serviços de “inteligência” e segurança dos EUA e de muitos outros países, através da aprovação de leis e outras medidas práticas, de um poder de acesso à informação sem precedentes. Os provedores de internet e as companhias telefônicas foram transformados em potenciais instrumentos da polícia, que passou a ter o acesso ao conteúdo dos e-mails enviados, dos registros de sítios visitados e de toda a movimentação dos usuários. Assim, como conseqüência da campanha contra o terrorismo e em prol de “mais segurança”, as liberdades e privacidades civis ficaram definitivamente ameaçadas.
Outro ponto “favorável” aos EUA em consequência dos atentados é que nunca antes alguma nação do mundo havia tido um pretexto substancial antecipado para iniciar uma guerra contra um outro país. Nesse caso, por causa do “ataque à América”, esse pretexto existiu e de forma massificante, tendo a própria propaganda da “guerra contra o terrorismo” chegado a constituir um “terrorismo midiático”, que se prolongou por quase dois anos através das ameaças constantes de Bush de invadir o Iraque. Finalmente, após esse período, declaram a guerra contra esse país, uma guerra que já estava planejada há muito tempo.
Todas essas e muitas outras medidas – especialmente favoráveis ao projeto de dominação mundial e nada democráticas – só foram possíveis porque, sem dúvida, o acontecimento de 11 de setembro chocou de modo particular os governos internacionais. Mas não por sua atrocidade, e sim porque o alvo foram os Estados Unidos da América.
Terrores infinitamente maiores ocorrem no mundo todos os dias e, inclusive, com mais mortes, por total (i)responsabilidade dos EUA, e não chamam a atenção de ninguém: afinal, não são assuntos merecedores das primeiras páginas dos jornais...
Definitivamente a “guerra contra o terrorismo” já é, por si só, um disparate, e ainda aplicá-la contra um país com uma desproporção descomunal de poder, quando, provavelmente, o mesmo não poderá jamais se recuperar, não pode representar um “combate ao terrorismo”! Não se pode combater terrorismo com mega-terrorismo. Tal guerra só fará aumentar a ameaça do terror e, por conseguinte, a fabricação e o uso das armas de destruição em massa. Porém, é justamente esse o real objetivo dos EUA, principalmente porque um dos financiadores da milionária campanha presidencial de Bush foi a indústria armamentista.
Nessa chamada “guerra contra o terrorismo” os Estados Unidos recorrem correntemente à tortura, submetendo os presos a tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, prática esta que antes era apresentada como marginal e expressamente proibida por lei, e que é hoje reivindicada por militares e altos funcionários da administração Bush. O mui particular estatuto jurídico da prisão norte-americana na base de Guantânamo serviu logo de laboratório para o uso assumido de tais atividades. Estarrecedoramente, explicam as “autoridades” que, como a referida base se encontra em território cubano, não está sujeita à legislação dos EUA! E Rumsfeld, diante da indignação do mundo com relação à tal tratamento diz que lá em Guantânamo não se encontram presos comuns, assaltantes de carros, mas sim TERRORISTAS!!!
Se a utilização não dissimulada da tortura começou fora do território dos Estados Unidos, agora ela está a entrar lá a passos largos. Milhares de pessoas foram presas desde 11 de setembro de 2001 e mantidas em segredo sem que se tenha cumprido qualquer procedimento legal. O departamento da Justiça que procede, neste momento, ao registo de todos os muçulmanos praticantes dos Estados Unidos empreendeu a construção de 600 campos de internamento para uma utilização desconhecida.
Enfim, o que se observa é que tudo isso consiste não no suposto combate ao terrorismo mas, na prática do mais perigoso de todos eles: o terrorismo de Estado, cujas atuações não são nunca reivindicadas e punidas. E mais do que isso, os atentados representam um divisor de águas que define aquela que pode ser considerada a Terceira Guerra Mundial: a guerra ideológica. Esta, verdadeiramente terrível e com graves conseqüências, produz ainda dezenas de outros terrorismos, isto é, o terrorismo intelectual, psicológico, emocional, acadêmico, midiático, econômico, sanitário, sexual, das drogas... Nesta guerra não existem terroristas e combatentes de terroristas; nações contra nações ou comunismo versus capitalismo. Na realidade, nada disso existe. O que há é uma minoria de homens que cria e maneja, conforme suas necessidades e interesses, todas as forças opostas que eles próprios inventam.
Bem poucos são os que verdadeiramente se indignam e reagem conscientemente contra tal estado de coisas. Há, em verdade, apenas duas forças distintas: a força inferior e a Força Superior, isto é, o mal e o Bem. E quem quer se manter sob a influência da Força Superior não pode permanecer indiferente, ingênuo, incauto, uma vez que a luta pela vitória requer consciência dos fatos, definição e união. Se eles, que estão do outro lado, servindo ao “chefe deste mundo” (o qual, com a Graça de Deus, já está condenado), estão agindo de forma “organizada”, conjunta, estudada em todos os detalhes e sabendo exatamente onde querem chegar, como podem os humanos que estão a serviço do Bem agir de forma esparsa, desunida, pecando por falta de determinação, força de vontade, organização, e ainda supondo que estas coisas são exageros ou paranóias, e mantendo-se assim na inércia, na apatia, na aceitação suicida das regras por eles ditadas?
Finalmente, sobre os ataques terroristas, assim como no episódio da viagem à Lua, há os que defendem a versão oficial dada pelos funcionários de Bush. Alegam eles que, se os EUA tivessem realmente programado os atentados, os serviços de inteligência norte-americanos não teriam demonstrado tamanha “ingenuidade”, incorrendo em tantas evidências de uma fraude que por si só os denunciariam. No entanto, as evidências existem e, não se pode negar, são incontestáveis.
Diante de tudo o que foi exposto, perguntamos ao leitor: Se tais pessoas são capazes de urdir plano tão terrível como a farsa sangrenta do dia 11 de setembro de 2001, não seriam capazes de forjar uma simples viagenzinha à Lua, e com isso fazer verter rios de dinheiro para seus cofres no intuito de conquistar a supremacia mundial?
Viagem à Lua: o detalhe

Wernher von Braun (sentado, ao centro) na coletiva
do Rio de Janeiro, 1972. Arquivo Sama Multimídia.
A essa altura talvez o leitor já não esteja mais tão interessado na viagem ou não viagem à Lua. Mas como esse “detalhe” nos permite enxergar com mais clareza outros fatores importantes da atuação política dos EUA como, por exemplo, a Guerra Fria, como veremos a seguir, procuraremos apresentar de forma sucinta alguns pontos relacionados com essa fantástica façanha da história dos Estados Unidos da América.
Fazer chegar um homem à Lua não era somente um feito histórico: era, como já dissemos, uma forma de mostrar a supremacia norte-americana para o resto do mundo (desta vez através de um recurso lúdico), ou seja, provar que não existia país mais poderoso sobre a face da Terra e, como sempre, desviar a atenção do povo para que pudessem continuar perseguindo seus interesses escusos sem risco de suspeitas.
Sabe-se que os norte-americanos baseiam suas ações pelo custo/benefício. E qual era o benefício esperado da missão Apolo? Demonstrar, definitivamente, a força e eficiência do capitalismo, do e da “democracia” sobre o comunismo e sobre todos os povos do planeta. Na verdade, como o comunismo já havia servido aos propósitos para os quais fôra criado, já era hora de ser derrotado pelas mesmas pessoas que o inventaram e financiaram, as quais, agora, estavam fazendo de tudo para implantar o “novo” governo democrático-liberal no mundo, sendo este uma das maiores ilusões que já se criou na História. Para isso, principalmente, serviu a Guerra Fria: matar aparentemente o comunismo e este, fingindo-se de morto, renascer sob a máscara da democracia!
E eis que para melhor execução deste plano, John Kennedy, em 1962, lança o desafio: “Colocaremos um homem na Lua e o traremos de volta são e salvo antes do final da década.”
Para concretizar tão ousado projeto os EUA entregaram seu desenvolvimento nas mãos de Wernher von Braun, cientista que pertencia ao alto escalão do exército alemão de Hitler e criador dos famosos mísseis alemães V1 e V2. Von Braun e mais setenta profissionais que trabalhavam para o III Reich desde o final da Segunda Guerra, juntamente com suas famílias, foram imediatamente transferidos para Washington a fim de trabalhar para o governo norte-americano, pois eram as melhores mentes alemãs que dominavam toda a tecnologia na área científica. Tal conhecimento foi essencial para todos os avanços tecnológicos da NASA e dos Serviços de Inteligência americanos desde meados da década de 40 e, inclusive, para colocar uma nave em órbita e até mesmo (quem sabe?) dirigi-la à Lua.
Assim, os Estados Unidos exterminaram o regime nacional socialista alemão e todos os seus representantes, e praticamente destruíram a Alemanha que até hoje se encontra ocupada, mas não se acanharam em arrebanhar rapidamente o homem que havia desenvolvido toda a tecnologia armamentista da “grande inimiga”, isto é, a Alemanha nazista de Hitler. A única diferença é que as armas que ele desenvolveu para seu país visavam a defesa do mesmo, enquanto que os norte-americanos as fabricam e as utilizam para ensangüentar o mundo indiscriminadamente. Por que não condenaram von Braun e os setenta cientistas no tribunal de Nurenberg e os enforcaram tal como fizeram com os ministros e com o vice de Adolf Hitler, Rudolf Hess, que ficou preso durante toda a sua vida, totalmente incomunicável, mesmo sem ter estado presente durante a guerra? Sendo ele o inventor das armas destrutivas, parece mais procedente que seja mais perigoso e que tenha maior responsabilidade sobre os milhões de mortos naquela guerra.
Cabe aqui relatar que Wernher von Braun visitou o Brasil na década de 70, e que durante uma entrevista coletiva manteve-se desenvolto e tranqüilo até que houve um momento em que vacilou. Foi quando um dos jornalistas lhe indagou sobre quais perguntas ele faria a Hitler se pudesse encontrá-lo novamente. Após um prolongado silêncio ele respondeu: “Como o sr. teve a coragem de fazer o que fez?” Não podemos deixar de comentar que é bem provável que nesse momento de vacilação von Braun, na verdade, tenha imaginado o que Hitler falaria para ele se o visse com os seus setenta assistentes alemães a serviço do grande Satan. Provavelmente seria a mesma pergunta: “Como o sr. teve a coragem de fazer o que fez?”
Mas o fato é que o alemão von Braun trabalhou por mais de 25 anos no Ministério da Guerra norte-americano e no Serviço de Inteligência, tendo sido Diretor da NASA e chefe da missão Apolo. Foi o cérebro do programa de foguetes dos EUA e criou os famosos Saturnos, verdadeiros arranha-céus de mais de 100 metros de comprimento e que carregavam milhares de toneladas de combustível, poderio necessário para conseguir vencer a força de gravidade do planeta e colocar uma nave em órbita.
Porém, nos testes preliminares para as missões lunares, nem tudo ia bem devido a uma série de complicações e impossibilidades técnicas. As primeiras missões não tripuladas, feitas especialmente para testar os foguetes Saturno, apresentavam graves problemas, os quais para serem solucionados demandariam bastante pesquisa e, conseqüentemente, tempo. Assim, tais pesquisas atrasariam o projeto por prazo indeterminado, mas a NASA não queria de forma alguma aguardar esse tempo para chegar à Lua, pois isso impediria que a primeira alunissagem ocorresse antes do final da década de 60, pondo tudo a perder.
Diante disso, na opinião de Ralph René1, um especialista em mecânica estrutural e ex-consultor da NASA, a agência espacial se decidiu a colocar em marcha a fraude, uma vez que, após três anos de fiascos tecnológicos e entraves burocráticos, ela se viu irremediavelmente diante da terrível perspectiva de ter que arcar com as conseqüências políticas e econômicas da impossibilidade de se cumprir o que havia declarado Kennedy. Portanto, a essa altura, pouco importava se a viagem fosse real ou fictícia, pois, acima de tudo, os objetivos políticos e econômicos tinham que ser alcançados. O mais importante era que as pessoas acreditassem na viagem lunar. E isto se deu. Realidade ou ficção, a população mundial ficou completamente fascinada com as imagens televisionadas daquele 1969, rendendo-se à pretensa superioridade dos norte-americanos e ao seu modo de vida.
O momento eleito para a farsa não podia ter sido mais favorável. O advento da televisão foi vital para o êxito da mesma, pois fez com que se descobrisse que, definitivamente, ver é crer para uma humanidade que já vinha se tornando cada vez mais tomeniana, isto é, lógica e materialista. A magia dos satélites com capacidade de proporcionar as instantâneas comunicações globais fascinava e intimidava milhões de pessoas. A pesquisa espacial, a astronáutica e a cinematográfica haviam alcançado um grau de sofisticação suficientemente elevado para fazer crível uma viagem à Lua naqueles dias. Porém, o grau de sofisticação tecnológica avançou tanto e tão mais rápido que é justamente ele que está, atualmente, deitando por terra a possibilidade de o homem ter pisado na superfície lunar.
Assim sendo, escritores de livros polêmicos sobre o assunto, como Bill Kaysing2 e Ralph René, famosos apolocéticos, afirmam, categoricamente, que os desembarques das missões Apolo foram uma elaborada fraude.
E para realizar a superprodução da NASA, outra grande “coincidência” se deu. Exatamente um ano antes da “Viagem à Lua”, o diretor Stanley Kubrick lançou o filme 2001 – Uma Odisséia no Espaço, com efeitos especiais nunca antes vistos na história do cinema. Tais efeitos, que, aliás, lhe renderam um Oscar, eram exatamente o que os EUA precisavam para forjar a tal viagem...
Tecnologia extraterrestre
Recentemente, em plena era de sofisticação tecnológica e de aumento de segurança em transportes tanto espaciais como terrestres e navais, não se pôde evitar graves acidentes, como o da queda do supersônico francês Concorde, o afundamento do submarino atômico russo Kursk, e as explosões dos ônibus espaciais Challenger e Colúmbia. Porém, em 1969, ou seja, há 36 anos atrás, o norte-americano se dirigiu até à Lua, alunissou, andou pela sua superfície, tirou mais de 17 mil fotos perfeitas, transmitiu tudo ao vivo pela TV, telefonou para o presidente dos EUA que estava a 385.000 quilômetros de distância, plantou sua bandeirinha, recolheu pedras e amostras do solo, deu uma voltinha de jipe e retornou à Terra! Depois, repetiu a façanha por seis vezes, gastando para isso bilhões de dólares e, em 1972, concluiu que não valia mais a pena para lá voltar! Francamente, se fosse a Carochinha diríamos a ela que, desta vez, estava exagerando... Mas para os Estados Unidos da América, como já vimos, tudo é possível. Só pode ser por isso que até hoje somente eles conseguiram lá chegar, pois nenhum russo, japonês, alemão, francês ou inglês conseguiu fazer o mesmo.
Bill Kaysing é um octogenário californiano que trabalhou como chefe de publicações técnicas para a seção de investigação e desenvolvimento da Rocketdyne (empresa encarregada, entre outras coisas, de comprar os motores do Projeto Apolo), no sul da Califórnia, entre 1956 e 1963. “A NASA não podia ir à Lua e eles sabiam”, afirma ele, que, pelo que pôde constatar durante sua experiência como contratante da agência espacial, decidiu dedicar sua vida a esclarecer a verdade. “Durante esse tempo eu estava habilitado pela Comissão de Energia Atômica para acessar a informação classificada como altamente secreta. Essa qualificação me permitiu conhecer os segredos do desenvolvimento dos projetos Mercury, Gemini, Atlas e o futuro Apolo. Graças à minha experiência como escritor técnico, compreendi que havia muitas coisas que a indústria aeroespacial e a NASA gostariam de poder fazer, mas que nunca fizeram. No entanto, ambos, a NASA e a Rocketdyne, queriam que o dinheiro continuasse entrando. Trabalhei na indústria aeroespacial o tempo suficiente para saber que essa era sua única meta.”
Seus argumentos ficaram expostos em um livro que foi convertido num verdadeiro clássico entre os norte-americanos aficionados por teorias de conspiração. Nunca fomos à Lua é um trabalho de toda uma vida, que recorre a uma grande quantidade de documentos, testemunhas e fotografias que o autor reuniu pacientemente ao longo dos anos em que se dedicou a desentranhar o que ele denomina “a maior fraude da História”: “Acredito realmente que as evidências que exponho provam, acima de qualquer dúvida, que é impossível que tenhamos chegado à Lua, pelo menos da forma que nos têm contado”, afirma.
Kaysing indaga quais são, afinal, as provas da presença do ser humano na Lua. Seriam instrumentos que bem poderiam ter sido deixados ali por naves não tripuladas? Pedras de composição similar a milhares que podem ser encontradas sem dificuldade na Terra? Testemunhos de astronautas que, como militares, devem cumprir ordens recebidas e obedecer à legislação sobre segurança nacional? Imagens apresentadas pela televisão?
Não podemos deixar de admitir que, por mais extravagante que pareça a atitude desse autor, ele faz uma série de perguntas incômodas que tanto a NASA quanto os astronautas que participaram das missões lunares evitam sistematicamente responder. Foram realizados sofisticados ensaios técnicos para tentar explicar as anomalias denunciadas por Kaysing e outros apolocéticos. Porém, as ambigüidades não resistem aos fatos e provas.
No final dos anos 50, conta Bill Kaysing que foi realizado um estudo de viabilidade de uma viagem com astronautas que pousariam em nosso satélite. O resultado indicou que as possibilidades de êxito eram de apenas 0,0017 %. Em outras palavras, era impossível! Levar um homem à Lua e trazê-lo de volta a salvo era um trabalho que exigiria longos anos de planejamento, tecnologia e dedicação de milhares de pessoas. Isto porque, como se sabe, estudos espaciais são lentos, caríssimos, e, portanto, em aproximadamente dez anos não teriam sido adquiridas todas as condições tecnológicas necessárias para uma viagem perfeita, partindo-se de tão baixos índices de probabilidade.
Esta talvez seja a maior prova de uma fraude: hoje, em pleno 2005, quatro anos depois de 2001, o famoso ano do futuro que deu título ao primeiro longa-metragem de ficção científica super produzido do cinema, e quase quatro décadas após aquela Odisséia no Espaço pelos norte-americanos, nosso estágio tecnológico ainda não nos permite suplantar as intempéries do espaço sideral e colocar em segurança um ser humano na superfície lunar.
Em 15 de janeiro de 2004, George W. Bush, atual presidente dos EUA, declarou que queria que esse país voltasse a colocar astronautas na Lua até 2015. O caipira do Texas anunciou seu projeto de reforma da NASA, o qual incluía novas viagens ao local, a criação de uma base lunar e, a médio prazo, uma viagem tripulada a Marte! “Com a experiência e saber acumulado na Lua, estaremos prontos para ir a Marte, e mais além! Os seres humanos estão a caminho do Cosmos”, disse ele.
É de pasmar o seu descaramento. Tal afirmação certamente só pode ser mais uma das inúmeras manifestações de cinismo desse carniceiro do Iraque, pois, como se sabe, cosmos quer dizer ordem, e ele, desde que assumiu o governo, não provocou senão o caos no mundo, comprovando que ordem é uma coisa que ele definitivamente não conhece. E muito menos a inexorável lei de causa e efeito, que determina que aqui se faz, aqui se paga...
Pois bem, e qual é o novo plano da NASA? Empreender diversas viagens não tripuladas à Lua com naves controladas por robôs para testes e estudos até 2008. E somente em 2015 os humanos terão condições tecnológicas de alunissar! Diante disso, perguntamos: como é possível termos presenciado o domínio de uma requintada e avançada tecnologia que permitiu a chegada à Lua e depois termos nos esquecido disso? Queimaram-se os arquivos? Amnésia geral???
Além da “avançadíssima” tecnologia da NASA na época, e das emissoras de TV que transmitiam tudo ao vivo para o mundo, um dos pontos mais questionados pelos apolocéticos, além do incrível “vento lunar”, são as câmeras fotográficas e, principalmente, os filmes, que, ao que tudo indica, parecem ser de outro planeta. A câmera era de modelo Hasselblad 500EL abastecida com filme Kodak. No entanto, a temperatura lunar varia tanto (+107ºC onde incide a luz solar e -153ºC onde não incide, totalizando uma diferença de 260ºC!) que seria impossível trazer de lá uma única fotografia para ser exibida na Terra. Conforme é sabido, filmes fotográficos são tão delicados que são conhecidos por material sensível.
Pelo visto, para decifrar este misterioso enigma teremos que recorrer às criaturas extra-terrestres, já que as deste planeta não são capazes de nos dar explicações. Nem mesmo o “poderoso chefão” da NASA, Mr. Daniel Saul Goldin, o decifrou, pois, ao ser indagado em entrevista coletiva no 51º Congresso Internacional de Astronáutica, no Rio de Janeiro, sobre o porquê da resistência dos filmes fotográficos que foram para a Lua, do sigilo de tão incrível experiência e do não desenvolvimento até hoje desses super-resistentes negativos, ele respondeu: “I don’t know ... I don’t know... I don’t know”!!!
A espetacular alunissagem
na Califórnia:
Fato é que, uma vez constatada a impossibilidade da missão tripulada ir à Lua, surgiu, conforme já vimos, de alguma forma, em algum momento e por idéia de alguém, a possibilidade de produzir um filme que “provasse” que o norte-americano chegou ao nosso satélite. Como negar? As explicações da NASA para vários pontos questionados pelos apolocéticos certamente podem convencer alguns físicos das Unicamps ou Harvards da vida, mas não são capazes de convencer uma criança. Não iremos expor aqui tais justificativas nem tampouco todas as inúmeras anomalias das viagens lunares que são alvo de suspeitas. Porém, o leitor não terá dificuldades para consultar dezenas de sítios na internet – prós e contra – que tratam do assunto de forma detalhada.
Dotado de espírito inquisitivo, Ralph René analisou cuidadosamente cada uma das missões do Projeto Apolo, cada película, fotografia e informe emitido pela NASA e, com um crescente sentimento de incredulidade, não teve outro remédio a não ser chegar à mesma conclusão que Kaysing: “É impossível que os Estados Unidos tenham colocado um homem na Lua!”
A NASA, atuando em estreita colaboração com aquele que é considerado o maior corpo de inteligência militar dos EUA, a Agência de Inteligência da Defesa (DIA), teria organizado uma operação altamente secreta, que, segundo Kaysing, foi denominada Apolo Simulation Project (ASP).
As filmagens falsas teriam sido rodadas na base Norton da força aérea, em San Bernardino, Califórnia: “Ali contavam com mais e melhores equipamentos técnicos do que todos os estúdios de Hollywood juntos”, explica Kaysing, aludindo a que o homem encarregado de tão peculiar rodagem não fora outro senão o famoso diretor de cinema Stanley Kubrick, cuja película épica 2001: Uma Odisséia no Espaço (lançada em 1968) havia, conforme dizem, impressionado vivamente os oficiais da NASA até o ponto de decidirem colocá-lo no comando da parte técnica da operação: “Ele teve acesso a todos os níveis do complô” – diz Kaysing. Pode soar descabido, mas é certo que o já falecido Kubrick sempre se recusou a responder a qualquer pergunta que lhe fizeram sobre o tema. O que se sabe é que ele era um homem bastante interessado pelo mundo da espionagem, das operações secretas e pelas teorias de conspiração. Na verdade, mais do que a NASA ter se impressionado com o filme de Kubrick, parece bem mais provável que o próprio governo, ciente do interesse deste em assuntos “secretos” e de seu talento artístico, tenha “encomendado” e patrocinado 2001: Uma Odisséia no Espaço para testar os resultados visuais de um filme de ficção científica bem como seu efeito no público. E foi um estrondoso sucesso!
Desta forma, o insolúvel problema tecnológico poderia ser resolvido através daquele que é considerado uma das maiores maravilhas do mundo: o cinema!
Afirmam, pois, os apolocéticos, que um foguete sem tripulação teria sido enviado ao espaço diante da emocionada mirada de milhões de olhos que, de toda parte do planeta acompanhavam o lançamento, enquanto os “astronautas” eram levados de avião ao complexo que a ASP teria preparado para suas estadias. Finalmente, os EUA, através de um megamarketing mundial, atraíram todos os holofotes e câmeras para si e, depois de tudo pronto, Armstrong pôde dar seu “pequeno passo para um homem” não a quase meio milhão de quilômetros da Terra, na superfície da encantadora pérola do céu, mas sim em outras superfícies... que se encontrariam a apenas 150km dos cartazes luminosos de Las Vegas, precisamente num dos estúdios cinematográficos construídos secretamente no deserto de Nevada!
O certo é que, uma vez supostamente lançados ao espaço os astronautas, resultava virtualmente impossível verificar a autenticidade de qualquer comunicação, visto que era a própria NASA quem a controlava. Em tais circunstâncias quem é capaz de assegurar que as imagens e sons que recebíamos eram emitidos realmente ao vivo?
Chama a atenção o fato de que nem a NASA nem seus representantes jamais aceitaram debater publicamente estes assuntos com Kaysing: “Apesar de meus reiterados pedidos, Neil Armstrong nunca quis trocar uma só palavra comigo”, queixa-se o autor. E ele diz ainda: “Aos astronautas que afirmam que estiveram na Lua eu os chamo clara e simplesmente de embusteiros!” E após pormenorizar detalhes sobre os mesmos finaliza: “Esta é a classe de miseráveis contra a qual decidi dedicar minha vida. Existe muita gente em todo o planeta que me brindou com apoio, auxílio técnico e informação confidencial, incluindo um homem que trabalhava na estação de seguimento de Goldstone durante o Projeto Apolo e está convencido de que tudo é um grande embuste.”
Neil Armstrong, supostamente o primeiro homem a pisar na Lua, se nega a conceder entrevistas: “Não me façam nenhuma pergunta e eu não lhes direi nenhuma mentira!”, disse em uma ocasião. Mesmo porque, se ele expusesse a verdade, certamente já não estaria mais nesse planeta.
Apesar do solene desprezo que o governo norte-americano e os grandes veículos de comunicação dispensam ao assunto, relegando-o ao patamar das teorias conspiratórias sobre OVNI’s e extraterrestres, devemos ressaltar que, embora as conclusões e detalhes sobre o tema variem, todas estão de acordo em um ponto fundamental: o que se mostrou naquela histórica jornada do verão de 1969 foi completamente falso!
Queremos encerrar essa visita aos bastidores da famosa Viagem, relatando que nessa mesma época e no exato momento em que “o homem pisou na Lua”, um Chaman, acompanhado de diversos discípulos, preparava um poderoso chá da Amazônia, bebido em rituais religiosos. E enquanto a humanidade estava com o coração pulsando, ofegante e com os olhos e ouvidos voltados para o tal espetáculo lunar, precisamente quando foi anunciado que Armstrong estava pisando em nosso satélite, esse homem misterioso, que estava preparando dezenas de litros do divino líquido que chamam pelo nome de Oaska, olhou fixamente para dentro de um dos tachos em que o mesmo estava fervendo e deslocou-se espiritualmente até a Lua. Percorreu-a com seus clarividentes olhos e não vendo por lá nenhuma nave norte-americana, afirmou, do alto de sua autoridade espiritual, reconhecida até hoje por milhares de discípulos, que o homem não estava pisando na bela face da Lua.
Durante anos, as pessoas se sentiam temerosas de fazer tais afirmações para não passarem por ignorantes ou lunáticas, mas ele o fez serena e convictamente. E eis que hoje vem à luz provas evidentes de sua elevada visão. (Inclusive, esse mesmo homem iluminado, há quarenta anos já havia se destacado espiritualmente até o Sol, quando então afirmou que este não era quente. Hoje, também vemos estampadas nas páginas das revistas científicas especializadas a mesma afirmação que na época era considerada totalmente absurda.)
No entanto, os EUA, afirmam que chegaram à Lua... Como nós não entendemos quase nada, mas desconfiamos de quase tudo, fica registrado que um fato é inquestionável: quando se trata de fazer um espetáculo ilusionista os Estados Unidos da América não têm concorrentes, nem na Terra e nem na Lua.
A farsa da
guerra nas estrelas
Recapitulando os fatos, comecemos pela história da corrida espacial, que teve lugar no auge da Guerra Fria, no século XX. Na verdade, a Guerra Fria foi uma fraude ainda maior que a viagem à Lua. Esta última, conforme já dissemos, é apenas um “detalhe” que compõe o plano como um todo e que nos serve de símbolo para ilustrar a capacidade dos EUA de ludibriar.
Para compreender a atual situação mundial é importante conhecer pelo menos um pouco da história dessa Guerra Fria que oficialmente terminou quando se produziu o fim da União Soviética, a queda do Muro de Berlim, da Cortina de Ferro e de outros símbolos propagandísticos que formaram parte de uma política imperialista muito mais complexa, com o fim de atemorizar e criar pânico ante tudo aquilo que constituísse um discurso alternativo e diferente ao dos interesses e hegemonismo do sistema de expansão e saque do grande capital.
Guerra Fria foi o nome que se deu à uma terrorista “manipulação do medo”, disfarçada pela situação de aparente antagonismo ostensivo entre os EUA e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas no período de 1946 (pós Segunda Guerra Mundial) a 1991 (colapso da URSS e do comunismo soviético), ou seja, capitalismo versus comunismo. Foi um conflito dissimulado que se caracterizou pelo permanente estado de tensão entre as duas potências, refletindo em hostilidades que se davam particularmente nos campos político, econômico e psicológico, em guerras periféricas limitadas, envolvendo aliados e satélites, em incidentes diplomáticos e militares, na intensa atividade na área tecnológica e, sobretudo, na corrida armamentista.
Desta aparente oposição surgiu, entre outras coisas, a corrida espacial, na qual a União Soviética saiu na frente. Sua primeira e mais espetacular conquista foi o lançamento do satélite Sputnik, nos anos 50. Em 1961, o surpreendente Vostok conseguiu levar o astronauta soviético Yuri Gagarin para o espaço e, o mais importante: trazê-lo de volta a salvo. Com isso, a URSS passou a ser a primeira potência a realizar essa proeza, assumindo a liderança tecnológica no cenário mundial. A foto da Terra vista do espaço e a frase “A Terra é Azul” condecorou-a como a nação mais avançada tecnologicamente do planeta. A propaganda soviética espalhava aos quatro ventos que o vôo de Gagarin era uma evidência das virtudes do socialismo vitorioso, e que confirmava a superioridade global da União Soviética em todos os aspectos da ciência e da tecnologia. Diante disso, os norte-americanos reagiram, quase não suportando essa derrota.
Surgem então as já mencionadas “proféticas” palavras de Kennedy, em seu famoso discurso, prometendo a chegada do homem à Lua. E enquanto a adrenalina do povo subia cada vez mais, essas duas potências, ambas vencedoras da Segunda Guerra, no fundo não eram tão inimigas assim e a Guerra Fria não passou de mais um grande negócio para ambos os países. Isto porque fôra estrategicamente criada para gerar um clima internacional propício a que os complexos monopolistas bélicos e as megacorporações dominantes ganhassem mais e mais poder e dinheiro, no intuito de levarem a cabo a sua conquista de dominação mundial. Para isso, obviamente, como sempre, a máquina da propaganda entrou em ação! Com ela, os EUA conseguiram convencer grande parte do mundo acerca do “perigo vermelho”: que a URSS era o “império do mal” e que, se não fosse contida e ameaçada, inevitavelmente se lançaria sobre o resto das nações. Em outras palavras, exatamente o mesmo discurso que ouvimos hoje sobre o mundo árabe: “que ele representa um grande perigo”, que o combate ao terrorismo é uma “luta entre o mal e o Bem”, etc... A diferença é que agora o inimigo é muito mais fraco e a covardia e desumanidade norte-americanas são descomunais.
Nessa propaganda política, muitos incautos julgam-se “comunistas”, “democráticos” ou “fanáticos fundamentalistas” sem se darem conta de que quem controla o jogo de ambos os lados são as mesmas forças. São as mesmas pessoas que fabricam ou, no mínimo, exacerbam estes antagonismos para poder alcançar seus objetivos comuns.
A manipulação das guerras
A Guerra Fria, portanto, iniciada e mantida principalmente pelos Estados Unidos, foi a justificativa que esse país encontrou para manter e ampliar sua presença política e militar no mundo. E o atual governo dos EUA segue a mesma tática: inventando inimigos por todas as partes, dando início a mais uma fase de tensões e perigos. E quem são os inimigos?
Vejamos o caso de Saddam Hussein. Em 1963, Washington apóia um golpe de Estado do partido Baath que derruba o governo do então líder iraquiano, Abdul Karim Qassim. Pouco depois do golpe, Saddam Hussein assume um cargo nesse partido. Sempre com o apoio tácito dos EUA, chega ele ao poder em 1979, assumindo o governo do Iraque sob uma ditadura. Em 1980 cai o xá do Irã, Reza Pahlevi (o principal títere dos EUA no Golfo Pérsico) e instala-se ali um regime muçulmano fundamentalista xiita (vinculado a uma interpretação estrita do Alcorão) sob a liderança do aiatolá Khomeini (membro do alto clero xiita), totalmente anti-americano, fato que, somado à invasão soviética no Afeganistão, deixa inquieto o governo norte-americano. Assim, esse país pressiona Saddam Hussein a atacar o Irã. Na primavera de 1980, Zbigniew Brzezinski, assessor de segurança nacional do presidente Jimmy Carter, indica que os Estados Unidos estão dispostos a cooperar com Hussein. Os governos pró-EUA do Kuwait e Egito também pressionam Saddam para atacar. Todas as potências ocidentais, preocupadas com o fundamentalismo islâmico (uma força em crescimento de caráter acentuadamente antiocidental, ainda que, paradoxalmente os grupos guerrilheiros tenham sido financiados pelos EUA), forneceram armas ao Iraque. Com esse apoio total, e com o mais importante, o dos EUA, o Iraque tornava-se uma potência bélica, e assim se iniciava a guerra entre esses dois países petroleiros e, por isso mesmo, visados.
Entretanto, o aiatolá Khomeini transformou a luta contra o Iraque numa nova Jihad (Guerra Santa), o que proporcionou grande força ao Irã que, inclusive, chegava a contar com meninos de 12 anos no confronto. E o mais incrível: o Irã teve também o apoio dos EUA! Ocorre que na época acabava de subir ao poder uma das duplas mais assassinas que já passaram pela Casa Branca: Ronald Reagan e Bush-pai na vice-presidência. Estes decidem, a fim de prolongar a guerra e enfraquecer os países envolvidos, facilitando assim seu domínio sobre os mesmos, vender armas para ambos os lados. A guerra terminou em 1988 e não há vencedores, apenas o triste saldo de quase um milhão de mortos e mais um milhão de feridos. Ou melhor, há um vencedor: os EUA!
Nesse confronto, Saddam Hussein não contou com o apoio de seus vizinhos sauditas e kuwaitianos, que o deixaram sozinho para deter as hordas xiitas iranianas (raça diferente da árabe e com significativas diferenças culturais em relação aos sunitas). Para se ter uma idéia do que isso significa, enquanto o Irã possuía, naquela época, 66 milhões de habitantes, o Iraque contava com 20 milhões. Além disso, 70% da população iraquiana é xiita. Sendo assim, dá para termos uma idéia do que teve que suportar Saddam Hussein, que é sunita, durante os longos anos dessa guerra para a qual fora empurrado. Ele não pôde perdoar tal atitude e remoeu uma dolorosa mágoa em relação aos kuwaitianos.
Terminada a guerra, o emir do Kuwait aplica uma política econômica que deixa Hussein ainda mais indignado em relação a esse país. O emir começou a produzir petróleo em larga escala, baixando artificialmente o nível de preços mundiais do petróleo cru, favorecendo as companhias petroleiras anglo-americanas. Além disso, o Iraque e o Kuwait compartilham um dos maiores campos desse produto do mundo (os de Rumelia). Este último o extraía da referida área em ritmo aceleradíssimo para manter sua política, o que fez com que Saddam entendesse que o emir estava roubando petróleo que pertencia ao Iraque. Por esse motivo, em 1990, ele informou à embaixadora dos EUA no Iraque, April Glaspie, que tinha motivos e intenção de invadir o Kuwait. April consulta o então presidente dos EUA, Bush-pai, que não responde, não se posiciona e não tenta dissuadir Hussein. Este, por sua vez, entende que os Estados Unidos não reagiriam e invade aquele país.
Porém, uma grande armadilha estava há tempos sendo preparada pelos EUA contra Saddam. Assim que o Iraque invadiu o Kuwait, Bush-pai se revelou e preparou uma legítima campanha de mentiras sobre Hussein ameaçando iniciar uma guerra contra seu país. A fim de ganhar a opinião pública, que não estava propensa a apoiar uma guerra, o pai do atual assassino que se senta na Casa Branca fez transmitir pela televisão ao mundo inteiro o testemunho de uma jovem iraquiana chamada Nayirah que, aos prantos, diante das câmeras assegurava que os soldados iraquianos que invadiram o Kuwait haviam causado a morte de 312 bebês ao tirá-los das incubadoras de um hospital deixando-os morrer de frio no chão gelado. Ela afirma que presenciou o fato, pois sua irmã estava dando à luz naquele exato momento. No entanto, um ano depois, foi descoberto que a menina de 15 anos não estava no Kuwait naquele momento, não se chamava Nayirah e era simplesmente a filha do Embaixador do Kuwait nas Nações Unidas!
Para dar continuidade às suas mentiras, Bush-pai contratou também empresas de consultoria e marketing por milhões de dólares para que preparassem uma campanha de imprensa com o objetivo de manipular a opinião pública a apoiar o bombardeio contra Saddam. Ele foi, então, satanizado pela mídia mundial e transformou-se repentinamente em grande inimigo dos Estados Unidos, que até então era seu aliado. O real objetivo dessa invasão era enfraquecer o líder árabe mais indomável da História a fim de instalar bases militares na Arábia Saudita e no Kuwait, um dos maiores exportadores de petróleo para os EUA, e assim manejar mais facilmente o negócio petroleiro em ambos os países que eram, por sinal, os que vendiam petróleo mais barato para os EUA. Tal objetivo foi alcançado com o argumento de que Saddam Hussein era um monstro, brutal agressor e que não respeitava os Direitos Humanos.
Desta forma, uma coalizão de 30 países, tendo à frente os Estados Unidos da América, a Grã-Bretanha e a França, foi autorizada pela ONU a desalojar os iraquianos do Kuwait. Como a essa altura a URSS estava em franco processo de desagregação, a Guerra Fria perdera seu sentido. Por essa razão, o Iraque não recebeu qualquer auxílio dos russos. Em quarenta dias, com ataques aéreos maciços que se verificavam ao ritmo de um avião a cada 30 segundos, morreram cerca de 300 mil iraquianos, sendo metade deles civis (os chamados “efeitos colaterais” das armas de “precisão cirúrgica”). Assim, submetido a bombardeios devastadores, e sem condições de se defender, o Iraque assinou um cessar-fogo. No entanto, Saddam Hussein conseguiu conservar-se no poder.
Em 1992, sob pressão dos EUA, a ONU tomou uma desprezível decisão: impôs embargo internacional ao Iraque. Este, proibido de vender petróleo (praticamente seu único produto de exportação), viu-se estrangulado economicamente, com graves repercussões sobre a população: desemprego, fome, aumento das doenças e da taxa de mortalidade. Estas sanções foram a causa direta da morte cruel de mais de um milhão de pessoas, sendo mais da metade crianças, por falta de remédios e assistência médica.
ONDE ESTÃO OS DIREITOS HUMANOS?!
É este um dos maiores crimes contra a humanidade, um dos mais violentos da História, só comparável ao que vem ocorrendo na Palestina. Cada uma destas mortes dolorosas poderia ter sido impedida. Antes das sanções não havia virtualmente qualquer desnutrição no Iraque e o seu sistema de saúde, seus hospitais e medicamentos gratuitos constituíam um modelo para a região. O seu sistema governamental de distribuição de gêneros alimentícios era um modelo de eqüidade e de eficácia.
Os Estados Unidos efetuaram ataques aéreos contra o Iraque totalmente à vontade desde março de 1991. Em 2003, os recursos desse país e seu povo já estavam esgotados. Possui hoje uma geração “raquítica” de crianças com idade inferior a 10 anos e uma população de todas as faixas etárias que está enfraquecida. Enfim, os EUA cometeram injustiças históricas para com esta nação, a maior parte delas durante a presidência de George Bush-pai, e perseguiram o domínio da região até que surge, desgraçadamente, o atual presidente Bush-filho.
Logo após à escandalosa fraude eleitoral com que o puseram na Casa Branca, “vêm de encomenda”, ou, ele próprio “encomenda” os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Acusa Bin Laden de ser o autor dos mesmos e de ter o apoio de Saddam Hussein. E se lança contra o Islam dando início à política propagandística que vem o acompanhando desde então: “a guerra contra o terrorismo”, capaz de abarcar governos e organizações de diferentes tipos que, intimidados pelo seu poderio bélico, foram arrastados para essa maldita aventura. Sem contar aqueles que têm total afinidade com Bush...
Os Estados Unidos afirmam então que Saddam Hussein patrocina o terrorismo internacional, tendo inclusive vínculos com a rede Al Qaeda; que é um perigo para a humanidade, um monstro para seu povo, e que irão libertar esse povo do despotismo de seu líder (ainda que ninguém houvesse pedido isso). Começa, mais uma vez, uma mentirosa e descarada campanha nos meios de comunicação que repetem incessantemente as suas falsas acusações e, para finalizar, se utilizam de um relatório fornecido pelo embusteiro Tony Blair (primeiro-ministro do Reino Unido) sobre supostas armas de destruição em massa que Hussein possuiria como justificativa definitiva para invadir o Iraque. E assim o fez não sem antes, a pretexto de procurar as tais armas nucleares, enviar equipes da ONU a fim de vasculhar o país e fornecer relatórios para os EUA de todo o armamento iraquiano existente. E, como se não bastasse, ainda exigiu que Saddam Hussein entregasse seus mísseis Scud, para somente depois disso invadir o Iraque com a garantia de que não haveria nenhuma resistência!
Com relação ao documento fornecido por Tony Blair, conforme amplamente divulgado na imprensa, o mesmo tratava-se de um velho relatório escrito há mais de dez anos por um estudante universitário. E para aumentar a ironia, a Al Qaeda não possui filial no Iraque; os iraquianos não tramaram os ataques de 11 de setembro de 2001; e Saddam Hussein não tinha uma única arma de destruição em massa! A política de força e a mentira cavalgam juntas uma vez mais...
Assim, 12 anos depois de seus contínuos ataques aéreos devastadores, e 12 anos depois de sanções genocidas infindáveis contra vítimas indefesas, os EUA dão o golpe fatal no povo iraquiano sob o silêncio cúmplice das Nações Unidas e dos países ricos, para a vergonha e a impotência dos seres humanos.
Essa guerra genocida contra o Iraque para derrubar o seu governo e roubar o seu petróleo constitui a violação mais evidente, mais arrogante e mais desprezível da História à Carta das Nações Unidas, à Carta de Nuremberg e à Legislação Internacional.
O que ocorreu no Iraque? Afinal, seu povo se libertou das garras de Saddam por obra da “justa democracia” dos EUA? Com a palavra o Comando Geral da Resistência Iraquiana:
“Em nome de Deus, o Misericordioso, o que dá Misericórdia.
Ao firme povo do Iraque!
Aos membros da Gloriosa Nação Árabe!
Aos Heróicos Combatentes!
O pérfido inimigo norte-americano quis provar outro sabor do inevitável fracasso de sua penosa Força-Tarefa nas mãos de valentes homens. Desta vez, foi a Resistência quem tomou a iniciativa, fixando as condições dos combates de acordo com seu plano militar.
O inimigo lançou um ataque em grande escala em todas as áreas(...) As heróicas unidades da Resistência infligiram fortes perdas ao inimigo, tanto de homens como de materiais (carros blindados, tanques, armas...) Como mostra de seu ódio e perversão, e simplesmente por vingança pelas perdas que sofreram e por seu fracasso para superar a heróica Resistência, o inimigo atacou casas residenciais na área de al-’Ubaydi, destruindo vinte residências e matando numerosos cidadãos civis.
(...) Mas os combatentes da Resistência lograram todos os seus objetivos, graças a Deus, e se retiraram em forma ordenada para impedir ao pérfido inimigo continuar seus ataques contra civis, mostrar seu ódio e dar vazão à sua raiva ante sua impotência frente aos Mujahideen.(...) Valentes iraquianos! Nobres Árabes!
A ocorrência diária de operações da jihad do povo iraquiano de leste a oeste do país mostra que o Iraque continuará desafiando aos assaltantes da pilhagem. A profanação de Bush à pureza de nossa terra só abriu as portas do inferno aos invasores e seus lacaios. Isto é o que ocorrerá com todos os seus exércitos agressores. Nenhum deles estará seguro até que deixem a terra do Iraque, para não voltarem jamais!
Os líderes de nosso país, especificamente o Presidente Saddam Hussein, Comandante General das Forças Armadas (queira Deus libertá-lo) advertiu a administração norte-americana a não cometer a besteira de atacar o Iraque. Mas George Bush filho, em sua presunção, imprudência e estupidez, não escutou a voz da razão. Hoje a promessa se fez realidade de tal forma que seus soldados estão cometendo suicídio não só ante as muralhas de nossa querida Bagdá, mas também em cada polegada de nosso puro e amado país.
Nesta gloriosa ocasião, repetimos nosso chamado à administração norte-americana de ouvir a voz da razão e preservar o que resta de suas forças, retirando-se rapidamente do Iraque. Os iraquianos, hoje em dia, não têm outra opção que a jihad em defesa de sua honra, de sua terra, da dignidade e de seus valores sagrados. Eles não deixarão de fazer os maiores sacrifícios nesta causa até que o estandarte da vitória se levante e tremule alto e orgulhosamente no céu de nossa pátria querida. Nunca baixaremos nossas armas enquanto o último soldado estrangeiro não haja partido – vivo ou morto. Os norte-americanos e seus lacaios têm muitas opções para salvar o resto de suas caras. Uma delas é aceitar a opção de retirada, liberando a todos os prisioneiros que eles mantêm, compensando o povo iraquiano por todos os danos e perdas que lhes causaram pelo injusto embargo e pela seqüente agressão e ocupação do país. Então, o valoroso exército iraquiano, assim como suas heróicas forças de segurança, regressarão a seus postos, dissolvendo as milícias títeres e cumprindo todas as outras demandas patrióticas.
Essa é a melhor opção que a administração de Bush poderia adotar se quisesse recuperar algo da credibilidade que perdeu, se é que almeja conservar um pouco do que resta da fé que depositaram nela as pessoas dos EUA e do mundo. Escolhendo qualquer outro caminho, os norte-americanos e seus aliados não receberão nada mais que ataques de baionetas, canhões de fuzis e corações e mentes prontos para morrer como mártires por Deus e seu país a fim de alcançar a vitória que está próxima.
Vida longa ao Grande Iraque, uma pátria de todos os Mujahideen que buscam a liberdade e dignidade!
Vida longa à heróica Resistência Iraquiana, o longo braço da justiça para nosso firme e desafiante povo!
Vida longa ao líder dos Mujahideen e dos Mártires e Comandante da Heróica Resistência!
Vida longa à Palestina, Livre e Orgulhosa desde o Mar Mediterrâneo ao Rio Jordão!
Deus é maior! Deus é maior! Deus é maior!
Glória à Nação Árabe e que o humilde seja mais humilde!”
Comando Geral da Resistência Iraquiana.
16 de maio de 2005.
(Comunicado oficial sobre a derrota do inimigo
norte-americano e suas evidentes baixas na batalha de al-Qa’im).
Como se vê, qualquer oposição ao governo que possa ter existido desapareceu perante o bombardeio indiscriminado em massa, o frio assassínio e mutilação de milhares de crianças, mulheres e velhos cidadãos iraquianos. A guerra total de Rumsfeld uniu os diferentes setores políticos e sociais da população iraquiana em aldeias, cidades e vilas. Camponeses idosos atiram sobre as tropas que passam, mulheres grávidas atacam os marines dos EUA, adolescentes disparam nos helicópteros dos telhados das casas… Todos lutam unidos e desesperadamente para defender suas famílias, suas comunidades e a sua nação dos invasores genocidas.

Os meios de comunicação dos Estados ocidentais descrevem Saddam Hussein como um terrível “ditador”, um tirano que é odiado pelo seu povo. Isto poderá ter sido verdade entre alguns setores da população antes da guerra, mas perante o terrorismo assassino anglo-americano perpetrado através das mortes deliberadas, da apropriação dos poços petrolíferos, da ocupação do país, da destruição dos fornecimentos de água, eletricidade e alimentos, a resistência e firmeza de Saddam Hussein tornaram-no um herói nacional. Longe de ser um criminoso de guerra como o “democrático” Bush, ele está comprometido com a luta contra o genocídio das tropas americanas, as quais passam por cima de todas as leis e desrespeitam todos os Direitos Humanos. Os anos de sofrimento pelo terrível embargo haviam-no transformado num líder de revitalização do movimento pan-árabe que pretende derrubar os regimes corruptos clientes dos EUA no Oriente Médio, e esse é mais um dos motivos dessa guerra contra o Iraque. E ele, diante da injustificável invasão, não fugiu, não se rendeu, não partiu para o exílio; permaneceu em Bagdá e ficou para lutar apesar do bombardeio diuturno e de milhares de invasores procurando a sua cabeça.

Para a maioria dos iraquianos, que lutam contra imensos tanques de guerra, helicópteros e bombardeiros dos mais sofisticados do mundo defendendo-se apenas com espingardas e lança-granadas, a luta tem objetivos que transcendem Saddam Hussein: lutam pela sua nação, pelos cinco mil anos de civilização e pela dignidade como povo independente.
Nos anos vindouros, os historiadores especializados no Oriente Médio talvez escrevam sobre essa grande ironia da História: que as autoproclamadas democracias ocidentais cometeram incomensuráveis crimes contra a humanidade, enquanto um único ditador resistiu e defendeu o seu povo no meio dos escombros a arder de uma antiga e gloriosa cidade devastada. Ele será reverenciado pelo que defendeu no final.
Rogamos a Deus que salve todos os povos das mãos imundas dos governantes norte-americanos e que, pelo menos, tais acontecimentos sirvam de lição aos homens que ainda sentem o calor da vida palpitar no coração, para que possam um dia alcançar a coragem de que necessitam e não mais aceitem tamanhas monstruosidades. Coragem semelhante a de Rashid...

O filho de Ali, Rashid, estava em Bagdá visitando os avós, por ocasião do início da campanha de Choque e Pavor lançada por George W. Bush e seus asseclas.
Rashid foi encontrado pela avó nas ruínas da sua casa, com um buraco no abdômen, através do qual saíam sangue e fezes. Sabendo a sua condição, ele olhou bem dentro dos olhos de sua avó e implorou: “Vovó, por favor, diga ao papá que fui corajoso e que não chorei.”
Depois morreu. Seis anos de idade.
Portanto, em matéria de terrorismo não é bastante contraditório que o principal país terrorista do mundo encabece esta cruzada antiterrorista global? E para quem não sabe, os Estados Unidos da América são o único país do mundo que foi condenado por terrorismo pelo Tribunal Internacional de Justiça!

Como sempre em sua história, os EUA não pensam duas vezes antes de usar suas forças militares, e a atual luta contra o terrorismo tem mais do que nunca a política de força. As recentes lições no Afeganistão e Iraque assim comprovam. As ameaças e os terrores não desapareceram do léxico imperialista da satanocracia.
Desta forma, o terceiro milênio se inicia sob a égide da mentira, da conspiração, da cumplicidade e, sobretudo, da impunidade. A falsidade e o engano sistemático, industrializado, invadem dia a dia a vida dos povos por meios tecnológicos em constante renovação, monopolizados por um punhado de empresas pertencentes à mesma elite que há séculos vem titerando todos os governos ao seu bel prazer. Estes poucos seres manipulam toda a estrutura dos bens materiais e ideológicos considerados estratégicos para o domínio global, ou seja: a energia, o sistema bancário, as armas, os laboratórios, os meios de comunicação, as maiores universidades e, para completar, os serviços secretos como a CIA. Para citar alguns clãs pertencentes à esta elite: os Rothschild, os Rockefeller, os Morgan, os Harriman.

E assim, os EUA, fábrica de ilusões, de vermelhos comunistas a terroristas fanáticos, passando por fantásticas viagens à Lua, conseguiram fechar o círculo do século XX e chegaram ao topo: representam, sem sombra de dúvida, a mais tenebrosa potência nuclear do planeta. Resta saber se esse círculo não simboliza a serpente mordendo a própria cauda que, no ápice de seu egocentrismo, está predestinada a perecer com seu próprio veneno.
A História funciona de modos estranhos. O mesmo demônio Rumsfeld que outrora aparecia negociando e bajulando Saddam Hussein hoje lança bombas sobre milhares de cidadãos civis iraquianos sem nenhum motivo que o justifique, e mantém o líder desse povo como prisioneiro, desrespeitando e pisoteando em todos os artigos da Convenção de Genebra no que diz respeito aos prisioneiros de guerra. E mesmo assim, qualquer arguto observador constata a coragem e a dignidade de Saddam preso, contrastando com a figura rastejante e covarde da eminência parda da Casa Branca. Saddam teve a hombridade de defender seu povo contra a recolonização dos invasores bárbaros que há dois anos desperdiçam o equivalente a duzentos milhões de dólares semanais para manter ocupado o Iraque. Além dos danos irreparáveis ocasionados a esse país, os neo-liberais saquearam aproximadamente 200 mil obras de arte de milhares de anos e de valor incalculável. O Iraque, uma nação que tem a honra de representar a antiga Mesopotâmia, terra de Abraão, berço da civilização humana, que abrigou desde 3000 a.C., sumérios, acádios, babilônios e assírios, luta ao lado de um “tirano nacional” contra um invasor assassino.

Se voltarmos nosso olhar à História de todos os tempos, vemos poucos atos tão hediondos como esse plano maquiavelicamente arquitetado e levado a cabo. E se nos aprofundarmos, veremos que destes, os EUA são responsáveis pela maioria. Nenhum homem de espírito guerreiro como Alexandre, Genghis Khan, Átila, César, Napoleão, Ciro, Adolf Hitler, nem Mussolini podem ser comparados à quadrilha globalista que hoje escraviza o planeta. Todos os conquistadores e líderes acima citados, apesar de seus erros, ofereceram algo de bom aos seus liderados. E, além disso, nenhum deles se escondeu sob a pele de cordeiro...
Eis uma coisa que nenhum especialista do Pentágono, nenhum freqüentador da Casa Branca, nenhum fantoche dos meios de comunicação de massas poderá compreender nem agora nem nunca: as forças do implacável e egoísta Estados Unidos da América podem conquistar mas nunca governarão um povo.

Saddam sentiu na pele as garras dos Estados Unidos que por 12 anos massacraram o seu povo, mataram seus filhos e depois o encarceraram. Esse foi o alto preço que pagou pela sua antiga cumplicidade com os EUA e por ter aceitado o apoio e as armas democráticas de pessoas de temperamento sórdido. Finalmente, lutou pela defesa de sua nação. Fez o máximo que pôde para que os norte-americanos não invadissem o Iraque e destruíssem sua milenar tradição e honra. Certamente, após terminar de pagar a conta contraída pelos próprios erros, seu espírito poderá pairar pelas terras que tanto amou sentindo o perfume dos Jardins Suspensos da Babilônia, enquanto que os algozes do povo árabe e de tantos outros estarão rastejando nos pântanos do tormento da dívida espiritual pelos sofrimentos atrozes que covarde e inutilmente provocaram pelo mundo, sem jamais beneficiar povo algum, nem mesmo o próprio.
O outro inimigo dos EUA e da humanidade – segundo o que trombeteia G.W. Bush – é Osama Bin Laden, o fanático religioso, terrível terrorista capaz das maiores atrocidades e que, por representar um grande perigo, deve ser eliminado! Com relação a esse inimigo existem inúmeras especulações e controvérsias. Citaremos apenas alguns pontos que chamam a atenção.
A família Bush mantém relações com xeiques, emires e grandes industriais de origem árabe há bastante tempo. E desses antigos contatos, o mais lucrativo financeiramente e mais amistoso deles foi a família Bin Laden. O patriarca da família, Mohamed Bin Laden, no entanto, morreu nos campos petroleiros da família Bush, no Texas, quando então seu avião caiu misteriosamente. Quando o atual presidente dos EUA, Bush-filho, funda a empresa Arbusto Energy, em 1978, Salem Bin Laden, irmão mais velho de Osama, que dirigia na época os negócios da família, transforma-se num de seus principais investidores. Portanto, ambas as famílias sempre estiveram implicadas em grandes negociações, entre as quais estão empresas relacionadas ao comércio de armas e sistemas de defesa, petrolíferas, de fundos de investimentos, bancos e narcotráfico.
Já não é nenhum segredo que os EUA criaram, financiaram, apoiaram e até treinaram – através da CIA – dezenas de movimentos terroristas e guerrilheiros em várias partes do mundo como Afeganistão, Iêmen, Síria, Paquistão, Iraque, Irã, Líbano, Indonésia, Filipinas, Tailândia, Camboja, Vietnã e Laos, Chechênia, Daguestão, ex-Iugoslávia, Bósnia, Croácia, Kosovo, em diversos países da América Latina e da África e outros. Dentre eles está a famosa rede Al Qaeda que vem recebendo apoio dos EUA por longos anos, e Osama Bin Laden foi inclusive recrutado sob os auspícios da CIA durante a guerra afegã-soviética para lutar contra os invasores soviéticos do Afeganistão e em benefício dos EUA!
A Al Qaeda recebeu também apoio total do ISI (Serviço de Inteligência Militar Paquistanês), que trabalha em conjunto com a CIA, uma vez que o Paquistão é o maior aliado norte-americano naquela região. Há informações de que Osama recebe freqüentes visitas de agentes da CIA, os quais lhe deram “treinamentos de tipo muito sofisticados”, conforme relata Abdel Monan Saidali, do Centro para Estudos Estratégicos do Cairo.
Porém, a mais recente informação sobre o tema, se encontra em um impressionante documentário do realizador britânico Adam Curtis entitulado The Power of Nightmares (O Poder dos Pesadelos) apresentado no 58º Festival Internacional Cinematográfico de Cannes na categoria “jornalismo de denúncia em vídeo”. O filme, produzido pela legendária BBC, simplesmente afirma de forma contundente, e baseado em argumentos históricos e documentados, que a rede terrorista internacional chamada Al Qaeda não existe e que se trata de mais uma invenção dos Estados Unidos, verdadeira fábrica de pesadelos, para justificar suas intervenções e interesses.
Talvez tudo isso explique o fato de os tão secretos, poderosos e até ontem insuperáveis serviços de “inteligência” dos EUA incluírem Osama Bin Laden na lista dos terroristas mais perigosos do mundo e o perseguirem incessantemente há tantos anos sem nunca tê-lo encontrado...
Ao que tudo indica, apesar da propaganda exacerbada da mídia do sistema, o terrorismo parece estar muito mais ligado aos interesses dos “poderosos”, dos governos e da política de dominação mundial do que aparenta.
Enquanto Bin Laden passa por fanático religioso, bilionário mantenedor de um grupo de terroristas fundamentalistas armados até os dentes, e enquanto seu sócio, Bush, passa por caçador implacável de terroristas, o verdadeiro alvo de ambos e de todos os personagens que protagonizam essa lamentável fase da história contemporânea não são opostos, mas...semelhantes.
A Guerra Quente

Tudo o que os seres humanos comem, a roupa que vestem, a água que bebem, a energia elétrica de que dispõem, os seus meios de locomoção, seus objetos pessoais, seus aparelhos eletrodomésticos etc, são fruto da energia. São as fontes naturais de energia transformadas que proporcionam à vida urbana todos os seus recursos e confortos. Dentre essas fontes energéticas algumas não são renováveis, ou seja, esgotam-se com o decorrer do tempo, extinguem-se; por isso são tão caras. E a mais importante delas, o petróleo, com o qual se produzem e se movem praticamente todos os bens materiais e que é explorado há quase dois séculos (período em que vem poluindo enormemente nosso planeta), nunca sofreu praticamente nenhum progresso e tampouco teve um substituto. Mas diante de tantos avanços tecnológicos como é possível tal omissão ocorrer? O colapso planetário que se daria sem o petróleo é de proporções gigantescas. A explicação é simples: o monopólio do mercado petrolífero pertence à mesma elite à qual já nos referimos. De posse dele, essa elite controla o mundo da economia, provocando colapsos ou êxitos financeiros onde bem entender. Sendo assim, controlar a energia significa ter poder. Mesmo porque as cifras que envolvem esse tipo de negócio não são imagináveis por simples humanos. Tais pessoas, portanto, não têm o menor interesse em perder tal poder e por esse motivo, o petróleo continua sendo a principal fonte de energia utilizada na Terra; porém, como já dissemos, ele é um recurso que não se renova e está cada vez mais raro. E onde estão concentradas as maiores reservas desse verdadeiro “tesouro” da natureza? Aproximadamente 80% de todas as suas reservas mundiais se encontram concentradas no Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Iraque, Irã, Emirados Árabes e Kuwait. Estão, pois, quase totalmente em mãos muçulmanas. Isso explica a massiva propaganda antimuçulmana que vem se apresentando na mídia há algumas décadas e dispensa dizer que a decisão de invadir o Iraque consiste uma apropriação, um legítimo roubo do petróleo daquela região. Assim, todas as guerras nem um pouco frias produzidas e toda a história política e econômica nas cinco décadas passadas estão estreitamente relacionadas com o petróleo e, é claro, com a indústria armamentista que movimenta mais de 850 bilhões de dólares ao ano.
Com relação à campanha bélica contra o Afeganistão, que não possui poços de petróleo, o fato se explica por alguns fatores fundamentais. A Ásia Central possui recursos petrolíferos e ainda 6.6 trilhões de m3 de gás natural esperando para serem explorados. A antiga República Soviética do Uzbequistão e o Turquemenistão são os dois maiores produtores de gás da Ásia Central. Em 2001, ano dos atentados terroristas, as únicas rotas de exportação existentes passavam pela Rússia. Investidores dos oleodutos e gasodutos da região do Mar Cáspio estão interessados em construir oleodutos para a Turquia e Europa, e principalmente nos mercados emergentes da Ásia. Índia, Irã, Rússia e Israel estão trabalhando há tempos num plano para fornecer petróleo e gás para o sul e sudeste da Ásia através da Índia, mas a instabilidade política do Afeganistão era uma grande ameaça a este plano. Esta região fica espremida entre o Turquemenistão, fonte da 3ª maior reserva de gás natural do mundo, e os mercados lucrativos do subcontinente da Índia, China e Japão. Sua posição geográfica, portanto, como rota potencial de oleodutos e gasodutos, torna o Afeganistão extremamente importante para os magnatas da energia que estão buscando o controle destes recursos preciosos. O Turquemenistão e o Azerbaijão estão diretamente aliados com os interesses comerciais israelenses e com o serviço militar de Israel. No Turquemenistão, um “ex” agente da inteligência israelense, Yosef A. Maiman, presidente do Grupo Merhav de Israel, é o negociador oficial e o político responsável para desenvolver as fontes de energia desse país. “Este é com certeza o Grande Jogo”, disse Maiman ao The Wall Street Journal sobre seu papel em promover os “objetivos geopolíticos tanto dos Estados Unidos quanto de Israel” na Ásia Central. E afirma: “controlar a rota de transporte é controlar o produto”.
Conforme já abordado pela Humanus III, no artigo Fundamentalismo islâmico X fundamentalismo democrático, há ainda outro fator crucial que provoca o incrível interesse das potências ocidentais no Afeganistão para que se promovam permanentes guerras nessa região e para que, justamente ali, seja o foco dos “terroristas da Al Qaeda”, encabeçada por Osama Bin Laden, e criada pelos próprios EUA e Companhia.
Segundo dados da DEA (Drug Enforcement Agency), o Afeganistão produzia no ano 2000 mais de 70% da produção mundial de ópio, com o qual se produz a heroína. Nesse ano o governo Taliban proibiu o cultivo de papoulas (matéria prima do ópio) provocando um colapso na produção mundial. No entanto, em 2002, após os atentados terroristas, quando então os EUA derrubaram o governo Taliban, a produção afegã de ópio voltou a “prosperar”. O narcotráfico movimenta aproximadamente 500 bilhões de dólares por ano e calcula-se que cabe ao Afeganistão a parcela de 200 bilhões de dólares anuais. E quem controla esse comércio tão assassino e tão rentável? A CIA (inclusive Bush pai foi o primeiro presidente norte-americano que chegou a ser diretor desse tão suspeito órgão) e outros serviços secretos com os quais Osama está envolvido até o pescoço.
Portanto, a hipócrita retórica do Presidente Bush sobre a luta pela justiça e democracia e a sua caça a Bin Laden esconde uma guerra muito pouco nobre pelo controle de recursos de petróleo, de gás, das drogas, do crime organizado e das armas, entre outros.
No entanto, eles não se envergonham em absoluto, pois, se estiverem alcançando seus objetivos, o mundo que se... exploda! São tão descarados que, para citar um exemplo, cabe recordar as palavras do carcereiro de Saddam e assassino de crianças e anciãos iraquianos, Sir Rumsfeld, pronunciadas em 28 de fevereiro de 2003, depois de inquirido sobre afirmações contraditórias de Bush-filho a respeito de compras de urânio na Nigéria, além das falsas informações e mentiras referentes à guerra no Iraque: “Não há nada a dizer. O presidente Bush estava correto. Seja o que for que ele tenha dito!” (Mui democrático!)
O terror democrático
da América da Morte
“Aquele que mata um homem, é um assassino;
aquele que mata dois milhões, é um conquistador;
aquele que mata todos, é um deus.”
Jean Rostand
Hoje, mais do que nunca, quando todos os meios de comunicação e instituições (partidos, universidades, escolas, clubes, igrejas), ou seja, todos os setores sociais proclamam aos brados seu espírito democrático, torna-se um imperativo analisar as origens e os objetivos desse sistema de governo a fim de podermos ter um alcance de visão mais amplo de algo que nos afeta direta e ininterruptamente e, a partir disso, concluirmos se é isso o que consideramos o melhor para todos aqueles que amamos.
As origens da democracia remontam à Grécia Antiga.
As relações verdadeiramente humanas entre comunidades se contaminaram quando o intercâmbio de víveres deixou de ser algo para surprir as necessidades, e a mercadoria e as finanças se tornaram a finalidade. Junto às mercadorias, apareceram os especialistas em traficá-las: os comerciantes. Com eles o comércio se difundiu por todo o mundo ocidental antigo.
Rapidamente a classe mercantilista percebeu que a melhor maneira de favorecer seus negócios era estabelecer uma ordem que negasse o absolutismo dos reis aristocratas e proclamasse a “igualdade e capacidade” de todos (pobres e ricos), fazendo abstração das abismais diferenças entre ambas as classes e formando uma comunidade política em que todos participassem da administração. Desta maneira, esta classe atraía os proletários (artesãos, camponeses...) com o engodo da “participação” dos mesmos nas questões de governo, quando, na verdade, estavam querendo apenas derrubar o sistema vigente e mantê-los sob seu próprio controle.
Os comerciantes gregos emergirão como nova classe dominante e farão uma concorrência feroz com a aristocracia, que resiste em compartilhar o poder. No início do ano 700 a.C., ocorrem diversas guerras entre nobres e comerciantes nas pólis gregas e a luta pelo poder seria de vida ou morte!
Destas guerras nasceu, pois, a democracia e com ela inaugura-se a propriedade privada, o trabalho assalariado, o Estado, a divisão e o enfrentamento de classes sociais antagônicas. Entre outras coisas, uma das primeiras mudanças radicais que a emergente democracia provocou foi a implantação do conceito de classe social pelo critério de poder econômico e não mais pelo de origem familiar nobre. Deste modo, a democracia reconhecia que era o dinheiro que permitia aos ricos capturar os principais postos do Estado. Isso, na realidade, serviu para a implantação da ordem que hoje governa o mundo: o capitalismo!
O sistema democrático representativo grego foi finalmente arruinado pelas invasões macedônicas e romanas e seria retomado somente na Revolução Francesa que, fazendo uso de três palavrinhas mágicas – tão mágicas quanto democracia – isto é, igualdade, liberdade, e fraternidade, permitiu à nova classe dominante do mundo, a burguesia, tomar o poder da monarquia. E o “feito grandioso” daqueles revolucionários foi fazer rolar as cabeças do rei Luis XVI e de Maria Antonieta e, posteriormente, de todo o povo e até deles próprios! Daí a máxima: “A revolução devora seus filhos”. Além de infectar o mundo com suas idéias subversivas e acéfalas!
Os Estados Unidos da América foram a primeira nação a criar um sistema democrático moderno, definitivamente consolidado em decorrência de sua vitória na Guerra de Independência contra a monarquia britânica. E é essa democracia aplicada que vamos examinar.
Estranhamente a democracia tornou-se objeto “sagrado”, “intocável”. Por isso mesmo, ai dos que tecem críticas ou simplesmente fazem um exame sério e verdadeiro sobre seus métodos administrativos, mesmo que tais métodos, comprovadamente, não estejam dando um bom resultado para a vida dos povos que a eles estão submetidos! E isso por si só é algo suspeito, já que os princípios da democracia estabelecem basicamente o seguinte:
“Denomina-se democracia (do grego demos, “povo”, e kratos, “autoridade”) uma forma de organização política que reconhece a cada um dos membros da comunidade o direito de participar da direção e gestão dos assuntos públicos. O governo da maioria (democracia) é, portanto, um meio para organizar e decidir sobre esses assuntos e não uma via destinada à opressão. Assim como um grupo autonomeado não tem o direito de oprimir os outros, também nenhuma maioria, mesmo numa democracia, deve tirar os direitos e as liberdades fundamentais de um grupo minoritário ou de um indivíduo. Entre os direitos humanos fundamentais que qualquer governo democrático deve proteger estão a liberdade de expressão, a liberdade de religião e de crença, julgamento justo e igual, proteção legal e liberdade de organizar, denunciar, discordar e participar plenamente na vida pública da sua sociedade.”
A Constituição dos Estados Unidos da América inicia-se com as seguintes palavras:
“Nós, o povo dos Estados Unidos da América, no intuito de formarmos uma União mais perfeita, estabelecermos a justiça, assegurarmos a tranqüilidade interna, provermos a defesa comum, promovermos o bem-estar geral e garantirmos para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para o nosso país (...)”:
Um sábio já disse: “Nós vemos a realidade é em cima de quem prega.”
Vejamos se a realidade dos fatos reflete o que prega a autoproclamada e aclamada democracia norte-americana, considerada a maior do mundo e modelo a ser seguido por todos os povos do planeta.
1) Em 1628, ao chegarem os brancos colonos peregrinos nas áreas que hoje pertencem aos Estados Unidos, encontraram ali aproximadamente nove milhões de índios. Atualmente a população indígena nesse país atinge 0.7% do total dos habitantes e vive em campos de concentração eufemisticamente chamados de “reservas indígenas”. Daí entende-se a antológica frase do general norte-americano Philip Sheridan durante a Guerra da Secessão:
2) Em 1787, teve lugar a independência dos EUA, quando então foi criada a sua Constituição e, concomitantemente, um órgão denominado Colégio Eleitoral, o qual divide a eleição “democrática” em duas partes: uma direta e outra indireta. Este órgão possui burocracias que permitem o controle do resultado final das eleições pelo processo de voto indireto para evitar que a escolha do presidente fique nas mãos do voto popular direto, garantindo assim o controle do poder pela elite política do país. Em outras palavras, o espetáculo eleitoral, decrépito, mais do que patético, acontece, mas o Colégio Eleitoral é quem elege o presidente. Dessa forma, por mais de dois séculos somente dois partidos têm se alternado no poder – o Democrata e o Republicano, os quais foram criados pelo mesmo grupo de líderes políticos que declarou a independência norte-americana, fez a sua Constituição e desenvolveu a estrutura eleitoral – impedindo-se assim o acesso à candidatura a qualquer outro grupo político. Como se vê, essa “elite”, por meio de seus sucessores nunca mais saiu do poder daquele país.

A partir dessa inicial e crucial mentira, uma vez que a democracia deles não é o “governo da maioria” mas sim o da minoria da minoria, vemos descortinar-se um histórico de atrocidades, crimes, invasões, terror, ilegalidades, ocupações militares, incitação ao ódio e apologia à guerra, que faz dos considerados “demônios” Adolf Hitler e Saddam Hussein meros leigos no assunto. A América da Morte não deixou de colocar suas mãos sujas e indesejáveis em praticamente nenhum país que pudesse lhes “oferecer” algo que servisse aos seus interesses estratégicos políticos, econômicos e até ocultistas. Iremos enumerar, da extensa lista, apenas os casos mais graves, uma vez que o delírio intervencionista dos EUA, com sua pretensão de levar a “democracia” para o restante do mundo, ultrapassa qualquer limite do imaginável.
3) As guerras expansionistas começaram com a invasão da Flórida ocidental em 1812 (totalmente anexada em 1819). A partir daí, ao longo dos anos, os EUA invadiram a ilha de Granada, o Panamá, a República Dominicana (ex-São Domingos), Honduras, o Haiti, as Ilhas Midway e as Filipinas onde morreram mais de 100 mil pessoas; ocuparam Pearl Harbor e anexaram o Havaí e as Ilhas Virgens. Ocuparam militarmente Cuba, Porto Rico, o arquipélago de Samoa e Guam. Foram mortas, em todos esses ataques, centenas de milhares de pessoas e implantado no poder governos títeres dos EUA.
4) Em 1848, os Estados Unidos, por meio de uma terrível guerra contra o México, após já haverem anexado o Texas (tão vasto quanto a França) ao seu território em 1836, tomaram metade do território mexicano onde hoje estão localizados os Estados do Novo México, Arizona, Califórnia, Nevada, Utah, partes do Colorado, Kansas e Oklahoma. A esse respeito, declarou desolado o presidente mexicano Porfírio Díaz: “Pobre México! Tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos!”
5) Durante toda a Guerra Fria, os democráticos Estados Unidos da América financiaram e apoiaram diversas ditaduras no mundo, principalmente as que vigoraram na América Latina, como Colômbia, Venezuela, Equador, Peru, Chile, Uruguai, El Salvador, Bolívia, Argentina, Paraguai e Brasil. Os militares latino-americanos receberam todo o treinamento por parte dos militares estadunidenses através da Escola Superior de Guerra dos EUA ou da Escola Superior de Guerra do Panamá, também conhecida como Escola das Américas.
Porém, mais uma vez os EUA aplicaram a mesma tática que vêm usando em todos os lugares por onde estendem seus tentáculos assassinos: primeiramente financiam um determinado governo, mas assim que este começa a se tornar independente, incitam a população incauta a dividir-se em grupos classificados de “esquerda” e de “direita” e a promover rebeliões até às raias do ódio tanto entre si como em relação aos governos vigentes. Com isso, desencadeiam um processo de intensa desestabilização nacional seguindo, rigorosamente, o antigo preceito que recomenda “dividir para governar”, provocando um colapso no governo que eles próprios haviam colocado no poder. Portanto, a intervenção norte-americana nesses países foi devastadora, tendo-os desestabilizado por completo e levando-os a verdadeiras guerras civis durante as quais ocorreram grandes atrocidades.
Os militares latino-americanos que governaram essas nações foram responsabilizados por milhares de desaparecimentos políticos, casos de torturas, estupros, assassinatos, espancamentos e selvageria. Entretanto, tais coisas só ocorreram por causa da mencionada intervenção dos EUA. E assim, os enganados grupos de guerrilheiros, e os não menos enganados militares, ambos financiados e ao mesmo tempo vítimas dos EUA, é que foram culpados pelas violentas lutas fratricidas ocorridas entre os povos sul-americanos!
É o governo norte-americano o responsável por estas e por outras milhões e milhões de mortes no mundo e pela decadência de dezenas de países que, antes de sua chegada aos mesmos viviam, pelo menos, com dignidade. Não se tem notícia de que antes da intervenção “democrática” norte-americana nesses locais seus governantes tenham matado criancinhas dentro de suas próprias residências como na noite de 13 de outubro de 2003, quando um bombardeio dos EUA destruiu 50 casas e todos os seus habitantes em Bagdá.

Seria isso uma lição de democracia? Também nunca se soube que por ordem de um desses governantes fosse enfiada uma arma automática na cara de um menino de seis anos, gritando “Mãos para cima, filho da puta!!! Mãos para cima, seu filho da puta… AGORA!!!!”, como fez um soldadinho a serviço de Bush, o Herodes em versão hi-tech – e em escala planetária – que já matou mais de meio milhão de crianças iraquianas em apenas dois anos além das milhares que seu pai já havia matado com o embargo ao Iraque (só para citar um único país). Tais atos hediondos e incompreensíveis só ocorrem onde tem o dedo sujo dos EUA, de seus aliados e mantenedores.
Portanto, os militares, assim como Saddam Hussein e muitos outros, apesar de seus erros, foram traídos por estes que, depois de os colocarem no poder, se voltaram contra eles, isolando-os, desmoralizando-os e satanizando-os. O objetivo dos EUA é enfraquecer as nações e, finalmente, instalar seus governos títeres em todos os cantos do planeta. Só mudam os personagens, vítimas do engano e da mentira, mas o “diretor” da peça de horror é sempre o “bonzinho” Tio Sam. Este parece estar brincando de autorama: os carrinhos podem se movimentar, chocar-se uns com os outros, capotar, correr velozmente e até explodir, mas não se movimentam por si só, existe a sua mão monitorando e impelindo forças ingênuas a se digladiarem entre si, envenenadas pelo mesmo inimigo externo. Dificilmente alguém conseguiria se manter imune a mãos que tecem planos tão desumanos, os quais sempre acontecem com o apoio de outros segmentos da sociedade que se encontram em níveis mais elevados numa lúgubre pirâmide, cujo topo é ocupado pelo grande chefe de todos esses acontecimentos mundiais. Mas este é um tema que abordaremos em outra oportunidade.
Aos intelectuais de “esquerda” recomendamos, portanto, que procurem examinar melhor a verdade dos acontecimentos para não incorrerem no mesmo erro dos Estados Unidos da América, que é insistir sempre em inverter os fatos e a imputar culpa aos que não são culpados. Citamos como exemplo os adolescentes e crianças que, desarmados, enfrentam os tanques de guerra de Ariel Sharon na Palestina, ou os homens desesperados que se imolam carregados de bomba como forma de se oporem às inúmeras violências cometidas contra seu povo pelos invasores, e que, ironicamente, são tachados de “terroristas”! E ainda os patriotas, defensores da honra e dignidade de suas famílias na atual guerra genocida contra o Iraque, que são “insurgentes”!
Poupem-nos de suas histórias, as quais só servem para serem contadas aos seus Caros Amigos, paridos pelas mesmas universidades adeptas do pensamento único e muito mais preconceituosos e limitados do que aparentam.

Cumpre-nos ressaltar que, no cenário em questão, emergiu uma figura independente, inteligente e vigorosa que jamais se submeteu às nefastas influências dos EUA: o Tenente General Juan Domingo Perón. Esse homem liderou na Argentina um regime baseado na justiça social, no bem-estar do cidadão sem se submeter nem ao comunismo e nem ao capitalismo. Ao contrário, nunca deixou de ser um ácido crítico desses irmãos gêmeos, mantendo um profundo desprezo por ambos os sistemas de governo graças à sua capacidade inata de pressentir a mentira que eles representam. Adorado por seu povo, esse verdadeiro Estadista por natureza, com sua firmeza de caráter, coragem e espírito de liderança, sempre demonstrou sensibilidade, tendo sido um dos primeiros chefes de Estado que maior atenção dedicou aos indígenas de seu país. Foi, enfim, um homem digno de admiração, que trouxe a ordem e a prosperidade à sua nação de forma pacífica, e que tendo acompanhado vários dos acontecimentos aqui citados, declarou: “A força é o direito das bestas.”
6) Na Palestina, os EUA apoiaram a intervenção militar israelense na Guerra Civil do Líbano em 1982, onde supervisionaram a entrega dos campos de refugiados palestinos de Sabra e Chatila nas mãos dos guerrilheiros maronitas, que massacraram mais de três mil prisioneiros. Apoiaram e estão apoiando mais do que nunca a ocupação dos territórios palestinos por Israel e financiando o Estado sionista desse país na sua campanha de dominação, “limpeza étnica”, expropriação e invasão terrorista na Palestina. Desde as suas origens o Estado de Israel insulta todas as convenções de direito internacional porque, principalmente nos territórios ocupados, a tortura é uma regra, sendo o povo palestino submetido diariamente a práticas desumanas. Quando Israel iniciou a ocupação em 1947, houve a expulsão de um milhão de palestinos no mesmo ano. Atualmente, 60 anos depois, o número de expulsos, mortos e feridos fica a cargo da imaginação do leitor, se conseguir alcançar tal dimensão. É evidente que o objetivo é erradicar, fazer desaparecer o povo palestino da face da Terra.
De nada adiantam os apelos de todo o mundo para que sejam respeitados os Direitos Humanos dos civis palestinos e os templos das diferentes crenças ou os monumentos considerados Patrimônio da Humanidade. O primeiro-ministro Ariel Sharon passa com seus tanques sobre tudo, inclusive sobre hospitais, de onde, aliás, não permite sequer que sejam retirados os corpos dos que ali falecem, devendo os mesmos serem enterrados pelos médicos nos jardins do próprio estabelecimento!
E o mais incrível é que a ONU aprovou exigências de retirada das tropas israelenses e a interrupção imediata das suas atividades bélicas desde as guerras de 1967 e 1973! Não é extremamente suspeito que um país possa ignorar todas as leis e continuar com suas atividades macabras sem que nada o faça parar? Sem interrupção, Ariel Sharon, com o apoio dos EUA, dedicou sua vida inteira a uma selvageria que aterroriza milhões de árabes, seus irmãos, filhos de Abraão. Somente com o apoio total dos EUA é que isso seria possível. Assim, mancham de sangue inocente aquele sagrado solo por onde andou o Amor e a Bondade encarnados.

7) Na Turquia, desde os anos 80, os Estados Unidos financiam a campanha genocida do governo contra a minoria separatista dos curdos, que já resultou em mais de 300 cidades destruídas e 2 milhões de refugiados. São estes os mesmos curdos que os EUA se dizem tão preocupados em defender agora no Iraque e que, inclusive elegeram, “democraticamente”, um presidente dessa etnia para ocupar o poder desse país. Esse sim deve ser um curdo insurgente!
8) Na Europa, as megacorporações norte-americanas, que repousam nas mãos daquela já mencionada elite, após haverem apoiado e financiado o fascismo espanhol e o nazismo alemão-austríaco, que repudiavam o comunismo e o consideravam um perigo para suas nações, mudaram repentinamente de lado assim que alcançaram seus objetivos: uniram-se à URSS para destruir a “ameaça nazista” e o “imperialismo fascista”, cometendo inúmeras atrocidades durante a II Guerra Mundial, como a morte de milhões de civis na maioria das cidades da Alemanha (Colônia, Wesel, Dortmund, Remscheid, Duren, Berlin, Münster, Lübeck, Hannover, Stuttgart e Mainz, entre outras), todas bombardeadas incessantemente até às ruínas. Em Hannover foram mortos 255 mil civis. Em Hamburgo, entre os dias 27 de julho a 3 de agosto de 1943, ataques devastadores causaram a destruição completa de 250 mil moradias do total de 556 mil que existiam. Nas ruas as temperaturas oscilavam entre 600 a 1000 graus Celcius (!!!), ocasionados pelas bombas incendiárias comuns, de fósforo e também de líqüidos inflamáveis (Napalm). E finalmente, em Dresden, onde foi executado um planejado ataque de extermínio contra o povo alemão, ocorreu o maior genocídio em curto espaço de tempo que a humanidade já viu, o qual visava unicamente matar a população civil. Em 48 horas foram recuperados 202 mil corpos de mulheres e crianças, os quais, somados aos demais encontrados, remontam a um assombroso número de mais de 500 mil! O número de feridos é desconhecido bem como o total de alemães mortos nessa Grande Guerra. Estima-se 10 milhões, aproximadamente.
9) Ainda na mesma Guerra, houve o triste episódio da morte de 150 mil japoneses com os ataques nucleares em Hiroshima e Nagasaki, estranhamente muito mais divulgado que o holocausto acima citado.
10) Por mais incrível que pareça, após tais feitos inesquecíveis, o socialismo voltou a ser a grande “ameaça” após a Segunda Guerra Mundial, envolvendo-se os EUA, a partir de então, em novas disputas na Europa, como a guerra civil na Grécia, a divisão da Alemanha em 1946 e a Guerra da Coréia (1950-1953), sendo este um conflito que ocorreu devido à Guerra Fria oriundo da disputa entre EUA e URSS para a implantação do seu regime político-econômico. Foram mortas mais de três milhões de pessoas, sendo a maioria civis. Nesta guerra, os Estados Unidos jogaram nada mais nada menos que três bombas para cada habitante da Coréia e ainda fizeram uso de armas químicas e biológicas em grandes quantidades (incluindo a bactéria Antraz), resultando em cidades inteiramente devastadas como Pyongyang na atual Coréia do Norte.
11) Em 1964 os “arautos da democracia” invadem também o Vietnã, só se retirando do território oito anos depois, em 1972, e deixando três milhões de mortos, sendo 95% de vietnamitas. A guerra provocou inclusive mudanças na geografia física desse país ao eliminar florestas inteiras, desfolhadas por causa de armas químicas ou pelas toneladas de bombas que caíam diariamente em seu solo e em vizinhos como Camboja e Laos. Nesta macabra matança humana mais de 70% das vilas do Vietnã do Norte foram destruídas. No entanto, não é absolutamente isso que se vê nos inúmeros filmes de Hollywood sobre o tema. A manipulação da informação e a inversão dos fatos é, sem dúvida, a arma mais perigosa dos EUA.

12) Nos anos 80 e 90, o presidente Ronald Reagan e seu secretário de Estado Alexander Haig já prenunciavam uma guerra contra o terrorismo. E para conduzir esse combate contra os adversários “depravados” da civilização, instalaram uma rede terrorista internacional de amplitude sem precedentes. Praticaram inúmeras atrocidades de uma ponta a outra do planeta, e essa rede intensificou suas atividades na América Latina.
13) Na Guatemala, mais de 200 mil pessoas, indígenas na maioria, foram exterminadas. E os guatemaltecos não foram assassinados por nenhum fanático mulçumano, mas por militares que receberam o apoio financeiro e todo o incentivo e preparo dos sucessivos governos dos EUA.
14) A Nicarágua foi vítima de um violento ataque conduzido pelos EUA, o qual resultou na morte de mais de 30 mil nicaragüenses. Esse país sofreu uma devastação da qual jamais pôde se recuperar. O ataque terrorista foi acompanhado de uma arrasadora guerra econômica, cujos efeitos, assim como todas as demais atrocidades aqui mencionadas, foram muito mais graves do que os da tragédia ocorrida em Nova Iorque em 11 de setembro de 2001. E nunca se soube que qualquer um desses países respondesse às brutais agressões que estavam sofrendo por parte dos Estados Unidos com bombas sobre as cabeças de seus habitantes! No caso dos nicaragüenses, por exemplo, eles recorreram à Corte Mundial e conseguiram uma decisão final em seu favor, a qual foi promulgada pelo Tribunal Penal Internacional de Haia e pela ONU de modo categórico, condenando o “uso ilegal da força”’ pelos Estados Unidos. A sentença determinava ainda que Washington pusesse fim ao crime e pagasse vultosas quantias por perdas e danos. Mas os EUA ignoraram a Corte Mundial e sua sentença, respondendo com a intensificação dos ataques à Nicarágua! Esta pediu então ao Conselho de Segurança da ONU a aprovação de uma resolução exigindo que todos os países respeitassem o direito internacional, não citando nenhum em particular. Os EUA, e absolutamente só eles, vetaram a resolução, tornando-se assim esse país e Israel os únicos países do mundo condenados pelo Tribunal Internacional de Justiça e insubordinados à sua resolução. Depois disso, a Nicarágua dirigiu-se à Assembléia Geral da ONU. A resolução que propusera teve três votos contra: dos Estados Unidos, de Israel e de El Salvador. No ano seguinte, a Nicarágua reivindicou a votação da mesma resolução. Israel votou contra. Nesse ponto, a Nicarágua não dispunha de mais nenhum meio legal. Todos haviam fracassado e a força bruta mais uma vez venceu na justiça dos homens.
A postura da Nicarágua é uma lição de como um Estado deve proceder. Por que os EUA não seguem seu exemplo? Certamente porque o mundo viveria em paz. Ocorre, porém, que a paz para eles é a GUERRA!

15) A África, fonte de riqueza que abasteceu e ainda alimenta o mundo desenvolvido há vários séculos, foi abandonada à margem da globalização. A cada ano, as cifras publicadas nos relatórios das organizações mundiais revelam que o abismo entre o mundo africano e o mundo “desenvolvido” aumenta mais. A exploração do petróleo, do ouro, do diamante e outras riquezas naturais traz enormes lucros para as companhias multinacionais, mas não traz benefícios para a maioria das populações da própria terra. A comunidade internacional pilhou todos os recursos do continente africano e desestabilizou inteira e completamente o tecido social de suas comunidades, intoxicando-as de ideologia igualitária, armando grupos étnicos e instigando a guerra entre os mesmos, num total “divide et impera”. E depois, quando os efeitos absolutamente previsíveis dessa intensa e prolongada doutrinação revolucionária começaram a aparecer, os EUA viraram as costas, deixando as pessoas trucidarem-se umas às outras, alardeando aos quatro cantos do mundo que os africanos são um “bando de selvagens”!

Em 1994, durante um episódio que durou 100 dias em Ruanda, no Congo, um massacre colossal provocou a morte de 800 mil ruandenses e um êxodo de 4 milhões de refugiados numa população de 7,8 milhões. As potências ocidentais são criminalmente responsáveis por esse genocídio porque não fizeram NADA para impedi-lo; ao contrário, os EUA pressionaram para que a ONU retirasse as tropas de paz do local.
Há uma pandemia de AIDS na África, com mais de 26 milhões de africanos infectados por essa doença. Em outras palavras, lá vivem 70% dos adultos e 80% das crianças afetadas pelo vírus HIV no mundo! E nem remédios para aliviar o sofrimento dessas pessoas os Estados Unidos liberam em prol, entre outras coisas, de seus interesses lucrativos dos royalties sobre patente. (Um paciente terminal na foto acima).

Bastavam algumas migalhas do que eles gastam para produzir suas bombas e manter armas químicas ou para financiar suas absurdas e inúteis viagens espaciais para estabilizar esse continente atormentado pela miséria e pelo sofrimento. Mas a verdade é que não daria lucro... Apenas salvaria a vida de milhões de crianças e adultos! E o que eles preferem é financiar, treinar e armar grupos guerrilheiros e terroristas em muitos países como Guiné-Bissau, Marrocos, Argélia, Ruanda, Etiópia, Sudão, Somália, Namíbia, Congo e Serra Leoa. Suas intervenções nesses países transformaram a maioria deles nos mais pobres do mundo, como é o caso de Serra Leoa, que após duas décadas de guerra civil, tem a pior taxa de expectativa de vida do mundo, 36 anos. A desestabilização e o abandono dos Estados africanos revela o auge da maldade de uma ordem mundial desigual e desumana.

Os Estados Unidos da América são, definitivamente, o maior alastrador de violência do planeta e o maior impedimento para a PAZ. Eles possuem mais armas nucleares do que todas as outras nações reunidas, bem como os sistemas mais refinados e mais numerosos para o lançamento das mesmas. Detêm os maiores estoques de armas químicas e biológicas e desenvolvem a investigação mais avançada sobre recursos de destruição em massa no mundo. Além disso, os EUA denunciam os tratados que visam limitar as armas nucleares e a sua proliferação; impedem os acordos mundiais para banir armas químicas, rejeitam decretos internacionais contra armas biológicas e boicotam abertamente todas as tentativas da ONU e demais organizações pela paz mundial de proibir a produção internacional de minas antipessoal, que matam mais de 30 mil e mutilam um milhão de pessoas por ano, sendo que mais da metade são crianças.

O sistema econômico dos Estados Unidos da América está fundamentado numa crueldade, a mais grave que se possa imaginar. É um sistema que faz com que mais de dois bilhões de pessoas vivam abaixo da linha de miséria, mais de um bilhão não tenha sequer o que comer, provocando, com isso, a morte de 40 mil pessoas por dia...de fome!
A soma total dos mortos pelos mais variados regimes que surgiram e que sofreram a influência dos Estados Unidos, chega ao assustador número de 203 milhões de seres humanos. Resumindo: George Walker Bush, Presidente dos Estados Unidos da América e todos os seus antecessores; Anthony Charles Lynton Blair, Primeiro-Ministro do Reino Unido e seus antecessores; o Rockefeller Financial Group e os membros da Família Rockefeller; o Rothschild Group e o JP Morgan Group e todos os seus membros que se beneficiam economicamente de tais crimes; o Trilateral Commission e os seus membros (uma comissão fundada por David Rockefeller para coordenar os interesses desse grupo de investimento nas três regiões do mundo – USA, Europa e Japão – daí o nome Trilateral); o Grupo Bilderberg do qual faz parte Henry Kissinger e outras instituições financeiras, farmacêuticas, armamentistas, petroleiras e mais alguns outros que são identificados como partícipes nestes crimes de lesa humanidade, representam a quadrilha de TERRORISTAS mais perigosa e assassina que existe sobre a face da Terra. Estes fanáticos fundamentalistas materialistas matam diariamente, de fome, um número de pessoas doze vezes maior do que o de mortos no atentado terrorista de 11 de setembro de 2001!
A guerra americana contra o terrorismo é uma proclamação do “direito” dos EUA de atacarem não importa quem, não importa onde, à simples suspeita, sem nenhuma prova, unilateralmente, contra tudo e contra quase todos.

Será que o orçamento norte-americano tem condições de pagar as justas indenizações às suas vítimas? Temos que dizer que não. Nem a conta que diz respeito aos danos materiais e muito menos a que se refere aos danos morais e espirituais. Esta última eles acertarão perante Aquele que não é “bonzinho” como eles, mas sim terrível em Sua Justiça Soberana.

Sob o prisma da justiça dos homens, os EUA incorreram em TODOS os crimes contra a humanidade, todos os de genocídio e todos os de guerra, devidamente qualificados pela lei. Desrespeitaram e afrontaram todos os Estatutos, Tratados e Declarações Internacionais como a Carta das Nações Unidas, a Declaração dos Direitos Humanos e a Convenção de Genebra sobre os Direitos Humanos, entre outros. Enfim, esses terroristas apavoram cada vez mais a humanidade, a qual, ainda iludida em relação à democracia, está transformada numa imensa massa escrava.
Vejamos apenas seis ítens da Declaração dos Direitos Humanos que, se respeitados, absolutamente nada que foi exposto no presente artigo teria ocorrido:
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
Artigo 3°
Todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Artigo 4°
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
Artigo 5°
Ninguém será submetido a tortura nem a penas ou tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Artigo 9°
Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.
Artigo 25°
Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessários, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade.

Diante de tal quadro, indagamos se é possível indicar algum país ou império na Terra que tenha superado os Estados Unidos da América, berço da democracia moderna e da liberdade, em despotismo e tirania. Definitivamente, a realidade que vemos nesses auto-intitulados libertadores dos povos oprimidos, respeitadores dos Direitos Humanos e caçadores de terroristas é diametralmente oposta ao que eles pregam, inclusive em sua própria Constituição. São os maiores defensores e propagadores da mais hipócrita e nociva das ditaduras: a do dinheiro.
Não há classificação que os enquadre melhor do que um legítimo governo satânico! Talvez os homens tenham percebido tarde demais que a tal democracia traz registrada em seu nome, por meio de sua composição morfológica, a sua própria definição. Não é, como se pensa, governo da maioria, mas sim governo do demo, ou seja, DEMO-CRACIA!
Há sérios estudos científicos que apontam que estes seres políticos, por meio de seus hábitos contumazes, estão sofrendo uma mutação genética e espiritual, tornando-se uma espécie à parte da humanidade, uma nova raça, uma raça misantropa. E para os mais sensíveis é possível ouvi-los entoar um melancólico canto fúnebre que, semelhantemente a um aboio de belzebu, conduz a humanidade, como se esta fosse uma manada de bois-zebus, ao matadouro da globalização. Dali sairão todos robotizados e pasteurizados, prontos para prestar culto à trevosa religião da “Nova Ordem Mundial”.
E nós perguntamos: Após o domínio total da Terra, que ganhariam eles? Se, pelo visto, não mais existiriam humanos, seria então... a Terra? Isso nos faz lembrar uma história de Tolstoi. O sensível poeta que viveu no início do século passado nem sequer poderia imaginar que as coisas pudessem chegar ao ponto em que se encontram. Seus princípios cristãos e hábitos saudáveis como o trabalho no campo, a alimentação vegetariana e sua dedicação a escritos de cunho espiritualista não lhe permitiriam chegar a tanto, nem mesmo através de seus incríveis personagens. Inclusive tomamos a liberdade de dizer que a obra desse célebre russo tornou-se um tanto quanto lírica diante de uma ideologia tão bárbara. Mas continua sendo eternamente uma rica fonte de reflexão.
De quanta terra
precisa um homem?
por Léon Tolstoi
Uma mulher veio visitar sua irmã mais nova que vivia no campo. A primeira estava casada com um mercador da cidade, e a outra com um camponês da aldeia. Quando estavam a tomar o chá, começou a mais velha a gabar-se da vida da cidade, dizendo que se vivia por lá com todo o conforto, que toda a gente andava bem arranjada, que se bebiam e comiam coisas magníficas e que se ia ao teatro, a passeios e a festas. A irmã mais nova, um pouco despeitada, mostrou todos os inconvenientes da vida do comércio e exaltou as vantagens da existência dos camponeses.
– Não trocaria a minha vida pela vossa. É certo que vivemos com alguma rudeza, mas quem está rico num dia pode, no dia seguinte, andar a pedir pão pelas portas. A nossa vida é mais segura; nunca seremos ricos, mas sempre teremos bastante que comer.
A irmã mais velha replicou com zombaria; retorquiu-lhe a outra e assim sucedeu algum tempo. Pahóm, o dono da casa, estava deitado à lareira e escutava a conversa das mulheres.
“É realmente assim” – pensava ele. – “Os lavradores ocupados desde meninos no tamanho da terra não têm tempo para pensar em tolices; só o que nos consome é não termos terra bastante. Se eu tivesse toda a terra que quero, nem o diabo seria capaz de meter-me medo.”
As mulheres acabaram por deitar-se a dormir. Mas o diabo tinha estado sentado num desvão da lareira e tinha ouvido tudo o que se dissera; ficara contentíssimo quando vira que a mulher do camponês arrastara o marido para a gabolice e quando percebera que o homem pensava que, se tivesse terra à vontade, não temeria o diabo.
“Muito bem!” – pensou o diabo. – “Vamos lutar um com o outro; dou-te toda a terra que quiseres e há de ser por essa terra que te hei de apanhar.”
Pouco tempo depois, Pahóm já tinha sua primeira humilde propriedade.
A partir daí, das mais variadas formas, ele foi adquirindo cada vez mais terras, fazendo negócios. Seu contentamento teria sido completo se não fosse constantemente importunado com acontecimentos estranhos. Brigava com os vizinhos, não tinha paciência com a família e era sempre roubado.
Um dia encontrou pelo caminho alguns homens de negócios e com eles fez vários acordos, e por diversas vezes chegou a vender tudo o que já tinha para arriscar-se em mais atrativos negócios. Seu peito inflamava-se de cobiça: construiu casas grandes, teve fartas colheitas, podia ter as cabeças de gado que quisesse e começou a poupar dinheiro.
A princípio, tudo lhe satisfazia, mas, quando se habituou às suas propriedades começou a pensar que ainda não tinha bastante terra. E assim, mudava constantemente de cidade em busca de novas e maiores terras. Sua ganância e ambição já era afamada.
Um dia, encontrou um negociante que, mostrando-lhe algumas escrituras, disse:
– A terra é perto dum rio e toda ela virgem. Há por lá mais terra do que aquela que se poderia percorrer num ano de marcha; e toda ela pertence aos Baquires. São como cordeirinhos e arranja-se a terra que se quer, quase de graça. Basta fazer-nos amigos dos chefes. Dei-lhes coisa de cem rublos de vestidos de seda e de tapetes, além duma caixa de chá, e mandei distribuir vinho por quem o quisesse; e arranjei imensa terra.
Pahóm não teve dúvidas, e mais que depressa empreendeu viagem para o local indicado.
Finalmente, chegaram ao lugar em que os Baquires tinham levantado as suas tendas. Viviam nas estepes, não lavravam a terra nem comiam pão. Os potros estavam apeados atrás das tendas e duas vezes por dia lhes levavam as éguas; as mulheres preparavam os alimentos; e os homens passavam o seu tempo a beber, a comer carneiro e a tocar gaitas-de-foles. Eram gordanchudos e prazenteiros, e, durante todo o verão, nem pensavam em trabalhar: eram ignorantes de todo.
Mal viram Pahóm, que lhes trazia vários presentes, saíram das tendas e reuniram-se em volta dele, e por meio de um intérprete disseram que gostaram muito de sua pessoa e que era costume do grupo fazer tudo o que pudessem para agradar aos hóspedes e lhes pagar os presentes. E concluíram:
– Tens que dizer agora o que te agrada mais de tudo o que possuímos, para que lhe entreguemos.
– O que me agrada mais – respondeu Pahóm – é a terra. Vocês têm muita e boa; nunca vi coisa igual.
Os Baquires falaram um bocado sem que Pahóm compreendesse o que diziam, mas percebeu que eram muito divertidos e que gritavam e riam. Depois calaram-se e olharam para ele, enquanto o intérprete dizia:
– O que eles te mandam dizer é que, em troca dos teus presentes, te darão a terra que quiseres; é só apontá-la a dedo.
Nesse momento, entrou um homem com um barrete de pele de raposa; todos se levantaram em silêncio e o intérprete disse:
– É o chefe!
Pahóm foi logo buscar o melhor vestuário e cinco libras de chá e ofereceu tudo ao chefe. Este aceitou e sentou-se no lugar de honra. Depois de algum tempo falou:
– Está bem. Escolhe a terra que queres: há bastante por aí.
“A que eu quiser ?” – pensou Pahóm. – “Como é isso possível?” Perguntou então ao chefe:
– E o preço?
– O nosso preço é sempre o mesmo: mil rublos por dia.
– Por dia? Que medida é essa?
– Não sabemos. Vendemos terra a dia; fica a pertencer-te toda a terra a que puderes dar a volta, a pé, num dia. E são mil rublos por dia.
Pahóm ficou surpreendido.
– Mas num dia pode-se andar muito!...
O chefe riu-se:
– Pois será toda tua! Com uma condição: se não voltares no mesmo dia ao ponto donde partiste, perderás o dinheiro.
Pahóm estava deitado, mas não podia repousar, de tanto pensar na terra.
“Que bom bocado vou marcar!” – pensava ele.
Ficou acordado toda a noite e só dormitou pela madrugada. Mal fechava os olhos. Teve um sonho: sonhou que estava deitado na tenda e que ouvia fora uma espécie de cacarejo; pôs-se a pensar o que seria e resolveu sair. Viu então o chefe dos Baquires a rir-se como um doido, de mãos na barriga. Pahóm aproximou-se e perguntou: “De que estás a rir?” Mas viu que já não era o chefe: era o negociante que tinha ido à sua casa e lhe falara da terra. Ia Pahóm a perguntar-lhe “Estás aqui há muito?”, quando viu que já não era o negociante, era o camponês com quem fizera um negócio e que regressava do Volga. Mais um olhar e viu que nem era o camponês, era o próprio diabo, com cascos e cornos, sentado, a cacarejar. Diante dele estava um homem descalço, deitado no chão, só com umas calças e uma camisa. Pahóm olhou-o mais atentamente para ver que homem era aquele ali deitado, e via que estava morto e que era.. ele próprio! Acordou cheio de horror. “Com que coisas a gente sonha!” – pensou ele.
Depois foi chamar os Baquires:
– Vamos à estepe medir a terra.
Quando chegaram à estepe, já se via no céu o rosado da aurora. O chefe veio ter com Pahóm e estendeu o braço para a planície:
– Olha para isto – disse ele – tudo o que vês é nosso; poderás ficar com o que quiseres.
Os olhos de Pahóm rebrilharam: era tudo terra virgem, plana como a palma da mão, negra como semente de papoula; e as diferentes espécies de erva cresciam à altura do peito. O chefe tirou o barrete de pele de raposa, colocou-o no chão e disse:
– O sinal é este; partes daqui e voltas aqui; é tua toda a terra que circundares.
Mal apareceu o primeiro raio de sol, desceu Pahóm a colina, de pá ao ombro. Não ia devagar nem depressa. Depois de algumas horas, pensou: a primeira tirada está feita, mas posso ainda fazer mais três, porque é cedo para voltar.
Parou para almoçar e depois prosseguiu. Agora, andava à vontade. “Mais uma leguazita” – pensou ele – “depois volto para a esquerda. Este bocado é tão bom que seria uma pena perdê-lo; quanto mais se anda, melhor a terra parece.” Avançou à direita durante algum tempo e, quando olhou à volta, viu que a colina mal se enxergava e que os Baquires pareciam formiguinhas. Havia qualquer coisa que brilhava.
– Já andei bastante para este lado – disse Pahóm – é tempo de voltar, e já estou a suar e com sede. Começou a sentir-se cansado: olhou para o Sol e viu que era meio-dia.
– Bem, vou descansar um bocado.
Depois levantou-se e continuou. A princípio, andava bem, mas o calor aumentava, sentia sono; apesar de tudo, continuava, e repetia consigo “Um dia de dor, uma vida de amor.”
Andou muito tempo na mesma direção e estava para rodar à esquerda quando viu um local úmido: “Era uma pena deixar isto; o linho deve dar-se bem aqui.” Foi demarcar. Olhou para o Sol: estava quase a meio caminho do horizonte e ainda lhe faltavam três léguas para a colina. Começou a andar mais depressa. Caminhava com dificuldade. Estava tonto de calor, e ansioso por descansar, mas era impossível fazê-lo se queria chegar antes do por-do-Sol. O Sol não espera por ninguém e cada vez ia mais baixo.
– Justos céus! Oxalá não tenha querido demais! E se chego tarde?
Olhou para a colina e para o Sol: estava ainda longe do seu objetivo e o Sol perto do horizonte. Continuou a andar. Era-lhe custoso para valer, cada vez andava mais depressa, mas estava longe ainda. Começou a correr, atirou fora o casaco, as botas, o cantil e o barrete e ficou só com a pá, a que se apoiava, de quando em quando.
– Santo Deus! Andei demais e perdi tudo! Já não chego antes de o Sol se pôr!
O medo cortava-lhe a respiração. Continuava a correr, mas a transpiração colava-lhe ao corpo, às calças e à camisa. Tinha a boca seca e o peito arquejava como um fole de ferreiro; o coração batia como um martelo e as pernas quase nem pareciam dele. Pahóm sentia-se aterrorizado à idéia de morrer de fadiga. Não podia parar. “Se depois de ter corrido tudo isto, eu parasse agora, me considerariam um doido.” E corria mais e mais, e já estava próximo, podendo ouvir os Baquires a gritar. Os gritos lhe faziam pulsar o coração: reuniu as últimas forças e deu mais uma carreira. O Sol estava já perto do horizonte e, envolvido na névoa, parecia enorme e vermelho como sangue. Ia-se a pôr, o Sol! Estava já muito baixo, mas ele também estava perto da meta. Pahóm viu o chefe e lembrou-se do sonho.
– Tenho terra bastante, mas permitirá Deus que eu viva nela? Perdi a vida, perdi a vida! Já não chego àquele lugar!
Pahóm olhou para o Sol que já tinha atingido o horizonte: um lado já havia desaparecido. Com a força que lhe restava, atirou-se para a frente, com o corpo tão inclinado que as pernas mal podiam conservar o equilíbrio. Ao chegar à colina, tudo escureceu: o Sol pusera-se. Deu um grito: “Tudo em vão!” e ia parar, quando ouviu os brados dos Baquires e se lembrou de que eles ainda viam o Sol, lá de cima do outeiro. Tomou um hausto de ar e trepou pela colina: ainda havia luz. No cimo lá estava o barrete e o chefe a rir-se, de mãos na barriga. Novamente Pahóm lembrou-se do sonho; soltou um grito, as pernas falharam-lhe e foi com as mãos que agarrou o barrete.
– Grande homem, grande homem! – gritou o chefe. – Vejam a terra que ele ganhou!
O criado de Pahóm veio a correr e tentou levantá-lo, mas viu que o sangue lhe corria pela boca. Estava morto!
Os Baquires davam estalos com a língua, para mostrar a pena que sentiam. O criado pegou a pá, fez uma cova em que coubesse Pahóm e meteu-o dentro. Sete palmos de terra: não precisava de mais. |
Na Grécia Antiga, perguntaram a Tales de Mileto:
– Qual das coisas é a mais antiga?
– Deus – ele respondeu.
– E a mais sábia?
– O tempo.
Depositamos nossa plena confiança em que um dia a humanidade possa definitivamente se livrar da maior de todas as doenças, a ignorância, com algo mais poderoso do que todas as bombas do mundo: a sabedoria, que vem pelo Tempo, o corpo de Deus. |
A democracia dos EUA
e o assassinato de Deus
Podeis criar um Deus?
Então calai-vos de uma vez a respeito de todos os deuses!
Muito bem podeis criar o super-homem.
E aquilo a que chamais mundo é preciso,
primeiro, que seja criado por vós,
e é isto o que a vossa razão, a vossa imagem,
a vossa vontade, o vosso amor devem tornar-se!
Criar – essa é a redenção do sofrimento,
é o que torna a vida leve.
Mas para que o criador exista são deveras necessários
o sofrimento e muitas transformações.
Se o criador quer ser ele mesmo a criatura, o recém-nascido,
então deve querer também ser a parturiente
e a dor da parturiente.
Tudo aquilo que em mim sente sofre de estar numa prisão,
mas a minha vontade chega sempre
como libertadora e portadora de alegria.
O querer liberta, é isto a verdadeira doutrina
de vontade e liberdade.
(Nietzsche – Vontade de Potência)
Não resta dúvida: a democracia é uma escravidão trajada de liberdade.
A desobediência rebelde e irreverente aos valores essenciais de ordem que regem toda a natureza não é e nem traz a liberdade. Para obedecer há necessidade de uma certa grandeza. E a obediência de um forte tem algo de belo. O fraco, quando acata, não obedece conscientemente e assume as proporções de autômato. Desmoraliza até a própria obediência e revela um destino imprescritível. Quando manda, causa a impressão de um mandato, de uma fatalidade. Não inspira respeito ou autoridade, e se avilta até em sua pretensa grandeza.
O fraco criou a democracia, e a democracia criou o homem bovino, o qual é responsável pela manutenção desse regime. O homem bovino criou uma nova ideologia: a de fazer crer que a mediocridade não é medíocre e que o nada não é o nada. Ele não aceita a desvalorização do desvalor. Vive, pois, no esquecimento e no abandono do ser. É esse estado de auto-engano “consciente” que o leva a pensar que é livre, criativo, ousado; é esse vazio paralisante do “vale tudo” e do “tudo é vão” que é chamado democracia, a qual aniquila toda verdade moral e a hierarquia de valores.
É como uma dramática negação de Deus que se realiza na “completa identificação de si consigo mesmo”, isto é, uma ilusória auto-suficiência que prescinde do Sagrado, do espiritual, de Deus. E tem-se assim o nada da existência, a existência anulada. Essa negação gera, fatalmente, a banalização do mal na sua forma mais absolutamente escandalosa como o sofrimento inútil das crianças; sofrimento que não se deixa utilizar para nenhum fim transcendente.
É o assassinato de Deus: se Deus não está presente no coração do homem, o mal perde seu caráter absurdo e se torna banal, cotidiano. E temos assim, em todas as partes, o escândalo do mal, tão questionado por Dostoiévski em sua célebre obra Os Irmãos Karamázov3.
Esse assassinato apresenta-se agora como um delito irremediável, pois, suprimindo-se o Redentor, suprime-se toda graça e todo perdão. Após tão terrível deicídio, o mundo encontra-se à deriva: diante desse trágico evento nossa cultura vacila, os valores supremos se desvalorizam e as convicções se revelam mentiras. E criam-se imensos enganos como o de oferecer a escravidão em nome da liberdade! Oh, soubessem os homens que a liberdade é tão somente saber escolher entre o mal e o Bem! E para isso não podem jamais prescindir de Deus, dos valores eternos e capazes de os conduzir à escolha certa. No entanto, as forças materializantes do mal abarcaram a fraca e débil maioria, condenando-a a vagar através do nada, sentindo na pele o sopro do vazio.
Neste vazio eis que se ouve a voz da intelectualidade atéia4 que, prepotente, se dirige diretamente a Ele:
“Esqueceste que o homem prefere até a morte, à liberdade de discernir o mal e o Bem? Nada há de mais sedutor para o homem do que o livre arbítrio, mas nada há também de mais perigoso. E, em vez de princípios lógicos que tranqüilizassem para sempre a consciência humana, escolheste noções vagas, estranhas, enigmáticas, tudo o que ultrapassa a força dos homens. Agiste, portanto, como se não os amasses, Tu, que vieste para dar a vida por eles! Ampliaste a liberdade humana em lugar de a confiscares e impuseste assim, para sempre, ao ser moral, as agonias dessa liberdade. Querias ser livremente amado, voluntariamente seguido pelos homens que encantaste. Em vez da antiga lei gravada na pedra, o homem devia, daí por diante, discernir, de coração livre, o mal e o Bem, não tendo para o guiar senão a Tua imagem; mas não previas que por fim repeliriam e contestariam mesmo a Tua imagem e a Tua Verdade, porque estavam esmagados pelo fardo terrível da liberdade de escolha? Eles gritarão que a verdade não estava em Ti, pois, de outro modo, não os terias deixado em tão angustiosa incerteza e com tantos problemas insolúveis!”
Para Dostoiévski, um cristão que dedicou sua obra à questão existencial, o escândalo do mal permanece inexplicável, mas com Deus adquire o único sentido possível: Jesus não explica a natureza e as razões do sofrimento “inútil”, mas o assume sobre si mesmo. O escândalo do sofrimento denunciado por Dostoiévski só encontra verdadeira resposta naquilo que é o escândalo por excelência, a cruz de Cristo: Ele, na cruz, com a Sua dor e entrega, dá sentido à dor do mundo; acolhendo livremente em si o sofrimento, mesmo sendo inocente, Ele redime o pecado de todos, a todos pode oferecer o perdão e a todos convoca para colaborar livre e solidariamente na expiação do mal que reina no mundo com desproporcional abundância.
“Oh! Tu sabias que a Tua firmeza seria relatada nas Escrituras, atravessaria as idades, atingiria as regiões mais longínquas, e esperavas que, seguindo o Teu exemplo, o homem se contentasse com Deus, sem necessidade de recorrer ao milagre. Mas ignoravas que o homem repele Deus ao mesmo tempo que o milagre, porque é sobretudo o milagre o que ele busca. E, como não é capaz de passar sem ele, forja novos milagres, os seus próprios milagres, e inclina-se diante dos prodígios dum mago, dos sortilégios de uma feiticeira, mesmo que se trate de um revoltado, um herético, um ímpio confesso. Não desceste da cruz quando zombavam de Ti e Te gritavam por burla: ‘Desce da cruz e acreditaremos em Ti.’ Não o fizeste, porque não querias escravizar de novo o homem com um milagre; almejavas uma fé que fosse livre e não inspirada pelo maravilhoso. Era-Te necessário um livre amor, não a crença dum escravo aterrado. Ainda assim fazias uma idéia elevada dos homens, porque, em verdade, são escravos, embora se julguem rebeldes.
Vê e ajuíza, após vinte séculos: quem elevaste até junto de Ti? Posso jurar-te: o homem é mais fraco e mais vil do que imaginavas. Acaso pode ele realizar o mesmo que Tu? A grande estima que tens pelos homens os prejudicou. Exigiste-lhes demasiado, Tu que, no entanto, os amavas mais do que a Ti próprio! Estimando-os menos, ter-lhes-ias imposto fardo mais leve, mais de acordo com o Teu amor. São covardes e fracos. Que importa que se insurjam agora contra a Sua Lei e se orgulhem da sua revolta? É o orgulho dos guris de escola que se amotinaram e afrontaram o mestre. O regozijo dos garotos acabará e custar-lhes-á caro. Derrubarão os templos e inundarão a Terra de sangue. Derramarão lágrimas absurdas e compreenderão que o Criador, deixando-os pensar que eram rebeldes, quis troçar deles, com certeza. Hão de chamá-Lo com desespero. A inquietação, as perturbações, a infelicidade, eis aqui o que possuem os homens, depois de tudo que sofreste pela liberdade deles!
Oh! Hão de passar ainda séculos de licença intelectual, de vã ciência e de antropofagia social, por meio das quais os homens encontrarão seu fim, pois edificarão à revelia e sem Ti, a sua torre de Babel; e grande será a sua ruína. Então, nessa hora, a besta render-se-á e de rastos virá lamber os nossos pés e regá-los-á com lágrimas de sangue.”
Acalmai-vos! Eis a verdade: o sofrimento fortalece, o sacrifício liberta e o trabalho purifica. Assim, percorrendo-se até ao fundo o caminho da dor, sentindo-se o tormento do vazio absoluto e a ausência de sentido, e atravessando-se o inferno da dúvida, pode-se chegar a Deus. Trata-se de uma via difícil, arriscada, perigosa e extremamente penosa, mas que a Ele conduz. E então, quando a besta vier, pelos homens será cavalgada, e esses, em ação de graças, elevarão uma taça aos céus na qual estará gravada a palavra Mistério!
Proclamar a existência de Deus não é não é evitar o perigo da liberdade, mas aguçar seu martírio. Não é suprimir o mal, mas tornar mais evidente a sua presença; e muito mais do que atenuá-lo, a existência de Deus envia a vitória sobre ele! Nessa hora, a Força Superior dominará o homem e fará penetrar em seu espírito a Verdade, a qual o libertará da falsidade.
Quando isso acontecer, ele será guiado pela vontade e orientado pela consciência. Será elevado em educação e dignidade, e esta o fará respeitável, principalmente perante si mesmo. E como criatura livre, e por isso, obediente, servirá de instrumento natural do Bem, capaz de conter as próprias tendências inferiores sem que sofra mais toda espécie de angústias. Estes corajosos conhecerão o êxtase de vencer a sua derrota. O conhecimento da Verdade dará aos homens a capacidade de dominar e subjugar as forças destrutivas e dispersivas. Então, ele não terá medo da responsabilidade e da dor. Não aceitará que uma entidade abstrata chamada Estado assuma as responsabilidades que são única e exclusivamente suas.
Fará das dificuldades a antecâmara da alegria. Terá a capacidade de impedir que a dor se transforme em desespero e a utilizará em benefício de seu crescimento. E não mais será usado por assassinos que até então lançavam as massas humanas numa guerra fratricida sob o estandarte da liberdade.
O ato de assistir de forma passiva e conformada ao assassinato de Deus não é apenas uma triste limitação, mas um crime de imensa proporção. Rechaçar o mal, enfrentá-lo e vencer com confiança e superioridade os autores dessa assombrosa afronta consiste em sentir-se verdadeiramente um humanus. Este é capaz de se amar e amar com honra aquilo que até à vitória o faz sofrer. E até alcançá-la, guarda seu sofrimento em silêncio, sendo este o seu maior tesouro.
No entanto, a mente é esquizofrênica e o pensamento materialista é obcecado, o que o impede de se sentir permeado pelas verdades incontestáveis.
Contemplando-O, porém, diante de Seu inescrutável olhar e de Seu indefinível silêncio, contesta pela última vez:
“Para que Te conservas em silêncio e me fixas com o Teu olhar terno e penetrante? É preferível que Te zangues, porque não quero o Teu amor: eu mesmo não Te amo. Porque o hei de dissimular? Sei a quem falo, conheço o que tenho a dizer-Te, vejo-o nos Teus olhos. Terei eu de Te esconder o nosso segredo? Mas talvez o queiras ouvir da minha boca; aqui o tens: não estamos contigo, mas com ele, e já há muito tempo. Há exatamente vinte séculos recebemos dele esta última herança que Tu afastaste quando ele te ofereceu todos os reinos da Terra; nós os aceitamos, os adoramos e nos imaginamos os únicos reis da Terra.
Entretanto, a arrogante independência, a ambiciosa liberdade de pensamento e a ciência sem consciência fará com que nos percamos num obscuro labirinto em presença de tais prodígios e de tais enigmas os quais hão de nos transformar numa legião de rebeldes obcecados e furiosos, destruindo-nos a nós mesmos. E estaremos acompanhados de outros rebeldes, mais fracos, que compõem a multidão de covardes e miseráveis que, inconscientes, nos ajudaram a assinar nossa própria sentença.
Finalmente, após milênios errantes, dilacerados em face do horror que criamos, seremos arrebatados por uma Força Estranha. Arrependidos, cairemos aos Teus pés de joelhos clamando: ’Sim, tínheis razão, só Vós possuís o Segredo e a Vós regressamos: salvai-nos de nós mesmos!!”

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Notas
1. Outro grande cético das viagens à Lua. A investigação que realiza em seu livro NASA mooned America!, autopublicado pelo autor em 1994, contém interessantes abordagens a esse respeito.
2. Autor da obra We never went to the moon: America’s thirty billion dollar swindle, Holy Terra Books (Califórnia), 1991.
3. Para esse grande escritor russo o principal inimigo do homem é o ateísmo, a ciência e a burguesia. Explicitar o confronto entre a espiritualidade que liberta e o materialismo que escraviza é tão fundamental para Dostoiévski que em Os Irmãos Karamázov ele cria a parábola do Grande Inquisidor na qual o personagem Ivan Karamázov dá poderosa voz ao ateísmo. Ivan é um intelectual ateu (contrastando fortemente com seu irmão Alieksei, o religioso), que discorre com veemência sobre a vida e Obra de Cristo, julgando-O sob o prisma da lógica. E o faz diretamente a Ele. Isso é possível porque nesta obra notável, Cristo retorna à Terra e é inclusive preso pela igreja católica, pois Sua mensagem de liberdade era insuportável para o homem!
O caminho para se alcançar o ápice da religiosidade em direção a uma religação com Deus é, para Dostoiévski, o da provação. Esse re-encontro com o sagrado seria o prêmio destinado àqueles que padecem muito, como Jesus e Jó. Sem sofrimento não há revelação: a graça é dos desgraçados. É por isso que toda sua ficção é povoada de personagens que se encontram em situações-limite, que beiram o abismo, e, sobretudo, em busca das respostas existenciais.
Visto que Dostoiévski e Tolstoi – dois expoentes da literatura universal – figuram nas páginas deste artigo, cabe aqui um comentário de que para Dostoiévski, contemporâneo e grande rival literário de Tolstoi, este não ia além da descrição da realidade em seus detalhes: era um “historiador”. Para Tolstoi, Dostoiévski não conseguia olhar o mundo à distância, do alto, para então iluminar o detalhe. O humanitarismo de Tolstoi, sua utopia coletivista, era para Dostoiévski equivalente à promessa da felicidade terrena, como a do Inquisidor; por outro lado, a ortodoxia sofredora de Dostoiévski, sua confiança no sofrimento redentor, era, para Tolstoi, uma fuga da paz e da razão. Em outra passagem bastante conhecida de Os Irmãos Karamázov – o momento do diálogo entre o diabo e Ivan – Dostoiévski, num momento de inspiração e sarcasmo, fala, através do diabo, que pode conceder a Ivan mais originalidade do que a que produz um enredo de Tolstoi.
4. Neste item A Democracia e o assassinato de Deus os trechos que representam a voz do intelectual ateu foram extraídos da obra Os Irmãos Karamázov e adaptados ao presente artigo.
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We never went to the moon: America’s thirty billion dollar swindle. Bill Kaysing . Holy Terra Books, Soquel Califórnia, 1991.
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Política y Crimen, Joaquín Bochaca. Colección “S.O.S. Libros”
La finanza y el poder, Joaquín Bochaca. Colección “S.O.S. Libros”
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Les forces secretes de la Révolution, Léon de Poncins. Éditions Bossard, 1928.
America’s secret establishment. An introduction to the order of Skull & Bones. Antony Sutton. TrineDay, 1984.
Energy. The created crisis, Antony Sutton. Books in Focus, 1979.
The Mafia, CIA & George Bush, Pete Brewton. S.P.I. Books, 1992.
The globalists. The power elite exposed, Dennis Cuddy. Hearthstone Publishing, 2001.
Die AKTE – Eine Dokumentation über das Verbot zweier Bücher im “freiesten Land deutscher Geschichte”, Jan van Helsing. Ama Deus Verlag, 1999.
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http://es.novopress.info/index.php?p=268.
Imagens
A imagem de abertura do artigo, pág. 74, ilustra a capa da obra 20 grandes conspirações da História, Santiago Camacho. La Esfera de los Libros, Madrid, 2003.
As fotos contidas na pág. 76 são fotos oficiais da NASA:
www. hq.nasa. gov/office/pao/History/ap11ann/ kippsphotos/apollo.html
A ilustração ao lado, pág 102, é de autor desconhecido e extraída da obra Homem Mito e Magia: Grandes Mistérios do Sobrenatural. Editora Três.
Todas as demais imagens foram extraídas da web e são amplamente divulgadas pela imprensa em geral, enquadradas na categoria foto-jornalismo.
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