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A
reação à ignorância
Acautelai-vos!
Não brinquem com esta arma terrível que se chama pena!
Todo poder que se diz do Verbo pode-se dizer da pena. É necessário
dizer
que a pena é o verbo cujas palavras permanecem. As idéias são
leões que repousam.
Não os provoquem porque eles podem vos devorar.

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"Lé
com lé
Cré com cré
Um sapato em cada pé
Pra quem quer vencer na vida
O sucesso é o principal
Uns conseguem com talento
E outros só com festival."
Juca
Chaves
Cantor popular
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Já
consultou dicionário, menino?
O delegado que instaurou inquérito contra o Conselho Editorial
do anuário cultural Humanus, cunhado do autor da
epígrafe do presente texto, promovido logo depois a delegado
seccional da delegacia de Campinas (SP), deu início a um
verdadeiro festival de arbitrariedades. Não se dando por
satisfeito em instaurar um inquérito inepto por natureza
com base numa acusação de crime de racismo e preconceito
contra os membros do dito Conselho, ousou indiciar não
só esses como também o dono da editora que publica
a revista.1
Então, así es la vida: está mais que
comprovado o fato de que a ignorância humana faz com que
os aduladores sejam seguidos e os que têm coragem de dizer
a verdade sejam perseguidos. A peça encenada é mais
que hilária: é surrealista. A insistência
em criar um crime inexistente se revela particularmente absurda
diante da confusão que se fez entre os conceitos de Judaísmo
e Sionismo. A reportagem da Humanus que deu ensejo à
acusação, intitulada Sionismo X Nazismo: a semelhança
dos opostos (Humanus II), convida a uma reflexão
sobre determinados aspectos de uma ideologia política,
mas os protagonistas da peça montada quiseram ver nela
questões de natureza religiosa e racial. Ora, a matéria
não trata de religião nem tampouco faz alusão
a raça alguma, mesmo porque, conforme o próprio
leitor deve ter aprendido na escola, raças só existem
três: a branca, a negra e a amarela.
Tamanho disparate só poderia mesmo ter sido cometido por
pessoas semi-alfabetizadas, que nem sequer se deram ao trabalho
de consultar um dicionário ou então uma enciclopédia
a fim de melhor se informarem a respeito do assunto. Aliás,
se assim tivessem feito, teriam podido constatar que à
palavra judeu atribuem-se, entre outros, os seguintes sentidos:
"Popular:
Usurário / Pessoa de má índole"
(Enciclopédia W. M. Jackson).
"Popular:
Indivíduo mau, avarento, usurário"
(Dicionário Aurélio Buarque de Holanda)
Os dicionários e enciclopédias nada dizem a respeito
dos judeus serem uma raça à parte, não fazem
qualquer referência aos judeus como raça, não
dão a entender que eles tenham qualquer coisa a ver com
raça!
Enfim, o desvario é tão incomensurável que
só nos resta mesmo procurar inspirar nossas ações
no exemplo do meigo Jesus, que apesar de certa vez haver se indignado
a ponto de ter usado do chicote contra seus descarados irmãos,
por fim resolveu pedir ao Pai que os perdoasse porque eles não
sabiam o que faziam. E, pelo visto, alguns deles infelizmente
ainda não sabem.
A instauração do inquérito, que levou pessoas
idôneas e dotadas de comprovada integridade moral a serem
indiciadas, só pode ser resultado de alguma armação,
tendo-se em vista que armações são absolutamente
comuns nesta sociedade covarde e podre, que vacila diante do chamado
do Levanta-te e anda! Aqueles que tiveram tão infeliz
iniciativa são incapazes de visualizar as conseqüências
da irresponsabilidade que gerou toda essa chicana jurídica.
Antes de terem tomado a tresloucada atitude de colocá-la
em andamento, deveriam ter sido mais coerentes e pedido a instauração
de um inquérito contra seus próprios patrícios,
que vivem mandando e-mails para o mundo inteiro referindo-se
ao Sionismo como nada mais nada menos que câncer da humanidade.
Aludimos aqui, especificamente, aos integrantes da autodenominada
Associação dos Judeus Ultra-Ortodoxos da Grande
Nova Iorque, que vêm trabalhando no sentido de se tornarem
a maior organização nos EUA empenhada na luta contra
os males do Sionismo (vide carta dessa organização
no presente artigo). Ou então, essas mesmas pessoas poderiam
ter se ocupado em fazer uma denúncia junto ao Ministério
Público no sentido de exigir que as definições
da palavra judeu, tal como constam hoje em alguns dicionários
e enciclopédias, sejam modificadas, uma vez que são
ofensivas e induzem o leitor a ofensas.
Sabe-se que a função precípua dos dicionários
é a de definir o significado das palavras. Portanto, o
fato de que um vocábulo esteja dicionarizado pressupõe
não apenas que ele seja aceito e considerado oficialmente
como parte integrante do sistema lingüístico de um
povo mas também que os sentidos a ele atribuídos
(seja na variedade popular ou culta da língua) tenham sido
assimilados pelos falantes. Em outras palavras, atribui-se ao
conteúdo dos dicionários uma autoridade incontestável
e inquestionável, do que resulta que eles sejam reconhecidos
como expressão da verdade e consultados diariamente por
milhões de pessoas.
Ora, sendo assim, qualificações atribuídas
aos judeus nessas obras induzem os leitores a considerar todos
os membros da comunidade judaica, de forma generalizada,
como maus, usurários e avarentos. E, portanto, a publicação
de tais considerações configura sem dúvida
um crime de discriminação por parte de seus autores,
e tende a perpetuar um círculo vicioso que durante séculos
tem se repetido e atraído conflitos.
Bastante diferentes das designações de que aqui
falamos são as alusões, na reportagem da Humanus,
às pessoas de origem judaica. Neste caso, o que se tem
é um texto cujos argumentos se encaminham invariavelmente
no sentido de promover a paz, a união e a concórdia
entre o povo judeu e os demais povos, e no qual não se
faz senão chamar esse mesmo povo a refletir sobre seus
próprios erros. Da mesma forma, o anuário tem chamado
também à reflexão integrantes de inúmeras
outras religiões e ideologias do planeta, sempre com o
objetivo de contribuir para a evolução dos mesmos.
Tal atitude se justifica na medida em que a propensão ao
erro é uma das principais características do homem
e, por suposto, todos os que tiverem condições de
contribuir para o aperfeiçoamento humano têm o direito
natural de se expressar livremente a fim de efetivamente poder
fazê-lo.
Então, se é que existe alguém que deveria
ser indiciado por crime de racismo supondo-se que os judeus
fossem realmente uma raça com certeza não
seria a Humanus, mas os autores dos dicionários
e enciclopédias que aos judeus se referem em termos pejorativos.
E, no entanto, os membros do Conselho Editorial do anuário
é que foram indiciados, ao passo que não se tem
notícia, até o presente momento, de que judeu algum
tivesse tido a iniciativa de tomar qualquer medida judicial a
favor da eliminação das qualificações
ostensivamente desumanas, preconceituosas e discriminatórias
que são atribuídas aos membros de sua etnia nas
ditas obras pelos autores das mesmas. Se apenas por ter feito
críticas ao Sionismo, que não passa de uma ideologia
política, esta revista já foi alvo de um bombardeio
de injúrias, calúnias, difamações
e mentiras, imagine-se então o que poderia ter acontecido
caso ela tivesse se pronunciado a respeito dos judeus nos termos
que constam nos dicionários, cujos conteúdos vêm
sendo repetidos por muitos já há centenas de anos!
Diante da omissão por parte dos judeus em geral no que
se refere à adjetivação em questão,
nós, da revista Humanus, entramos com uma representação
junto ao Ministério Público a fim de exigir que
a mesma seja modificada. Ou, mais especificamente falando, que
as referências aos judeus como pessoas de má índole,
usurários, indivíduos maus, avarentos e afins
que em alguns dicionários e enciclopédias se verificam
sejam daqui em diante proibidas e erradicadas dessas obras, até
porque a opção delas de refletir em seus conteúdos
os preconceitos populares não se estende a todos os demais
povos (haja vista o fato, por exemplo, de que não atribuam
aos portugueses o apodo de burros nem aos alemães
o de chucrutes). Mas fique aqui registrado que por meio
dessa representação não visamos prejudicar
os autores das obras em questão nem os responsáveis
pelas editoras que as publicam. Aliás, se num acordo de
cavalheiros eles se comprometerem a excluir de futuras edições
as referências apontadas nós não veremos mais
sentido no prosseguimento do processo, uma vez que o objetivo
da ação terá então sido cumprido.
Por definição, os contemplados com o atributo divino
tradicionalmente conhecido pelo nome de inteligência
não são gente dada a confundir astros com nuvens.
Tal nome deriva do vocábulo latino interlegere,
que designa a capacidade de ler nas entrelinhas. Só que,
pelas atitudes tomadas, os que acusaram de racismo os responsáveis
pela Humanus parecem não ter conseguido ler nem
sequer nas próprias linhas do artigo em questão.
Criminalidade pouca é bobagem
Por uma simples questão de bom senso, ao invés de
desperdiçarem seu precioso tempo e os recursos públicos
com a instauração de inquéritos descabidos
como aquele através do qual se tentou incriminar a Humanus,
deveriam as autoridades de Campinas procurar cuidar
de assuntos verdadeiramente relevantes, capazes de reverter em
benefício para a sociedade.
A título de sugestão, mencionemos por exemplo o
caso do inacreditável sumiço da carga de cocaína
de mais de trezentos quilos que estava sob guarda da Delegacia
do 1o Distrito Policial de Campinas e diante de seus narizes em
suas próprias dependências, onde circulam diariamente
dezenas de oficiais armados. Ou, ainda, aquele outro que culminou
no assassinato de Antônio da Costa Santos, o ex-prefeito
Toninho de Campinas, de cujas investigações, após
uma dúbia e penosa atuação, a polícia
dessa cidade acabou vergonhosamente afastada2. E que dizer dos
já tradicionais arrastões, que vez por
outra depenam prédios inteiros de alto padrão sem
que as somas subtraídas sejam depois recuperadas ou os
autores da ação capturados?
Cadê os 300 quilos de
cocaína que sumiram do IML de Campinas?
O
gato comeu.
Cadê o gato?
Tá no mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
Cadê o fogo?
A água apagou.
Cadê a água?
O boi bebeu.
Cadê o boi?
Alguém comeu.
É sabido que das
cidades do interior do país Campinas é hoje a campeã
máxima em índices de criminalidade. Sim, senhor:
muitos e grandes prodígios têm se dado no interior
do perímetro urbano campineiro! Mas podemos supor que tudo
isso seja de somenos importância, uma vez que o aparato
policial do município permanece empenhado em investigar
jornalistas, lingüistas, historiadores e físicos que
trabalham de maneira voluntária visando contribuir para
elucidar determinados aspectos da História que até
bem pouco tempo eram desconhecidos do público em geral.
Não é preciso grandes esforços para concluir
que seria bem mais fácil para a polícia instaurar
um inquérito e fazer investigações para localizar
um caminhão de cocaína que estava dentro de uma
delegacia ou mesmo desmascarar um assassino ou um punhado de convencionais
ladrões que tentar convencer quem quer que seja de que
entre Sionismo e Nazismo jamais houve semelhança alguma.
Optou-se entretanto pelo mais difícil, e assim é
que grande parte dos integrantes do Conselho Editorial da Humanus,
dentre os quais diversos judeus, tiveram que deslocar-se à
delegacia a fim de prestar inúteis depoimentos. Paralelamente
a essa mobilização, o ato de lançar mão
de todos os tipos de pressão para tentar rotular a revista
como inimiga dos judeus configurou um verdadeiro terrorismo.
Passou-se então a amedrontar e a inibir jornaleiros a exibirem
o anuário em suas bancas, muitos dos quais, sentindo-se
de fato ameaçados, trataram logo de se desfazer dos exemplares
que tinham. Intimidaram donos de livrarias, propagaram intensamente
através da internet a pecha de revista nazista e anti-semita,
manipularam os sites de busca e ainda fizeram verdadeiros escândalos
que, de forma teatral e patética, tentavam enfraquecer
a ação desta publicação.
Pois é, vários foram os meios através dos
quais se tentou prejudicar e denegrir a imagem da Humanus.
Mas isso nem mesmo nos espanta, visto que as contradições
e incoerências do sistema social vigente são reconhecidamente
uma vergonha nacional. Aos autores da armação, limitamo-nos
a sugerir que tenham sempre presente a história daquele
poeta enamorado que, além de poeta, era sultão e
dono de um magnífico harém. De posse de sua lira,
ele costumava declamar lindos poemas de amor inspirados em suas
sedutoras concubinas, e costumava fazê-lo na presença
de um escravo eunuco que há muito o servia. A cada vez
que se deparava com as descrições erótico-sensuais
de seu amo, o escravo se limitava a olhá-lo com ar de ceticismo
e indiferença, como se tudo aquilo fosse coisa da cabeça
do sultão e como se este não pudesse passar, portanto,
de um poeta lírico e visionário.
Para bom entendedor meia palavra basta. De qualquer forma, como
em alguns casos a ficha custa a cair, melhor é que fique
claro: a revista Humanus foi idealizada para os iniciados
na arte de sentir e em suas recônditas belezas. Então,
definitivamente, ela não é para eunucos.
Reação inexplicável
Em 5 de setembro de 2002, por volta das 18:30hs, a TV Cultura
transmitiu uma entrevista com a advogada da revista Humanus,
a sra. Tatiana F. Paschoalli, a respeito da já mencionada
representação encaminhada ao Ministério Público
em favor da extinção das definições
pejorativas do termo judeu constantes em alguns dicionários
e enciclopédias do País. Logo após a entrevista
foi informada que, indagada a respeito do assunto, a Federação
Israelita de São Paulo limitara-se a dizer, através
de um membro da Bnai Brith, que nada tinha a declarar.
É realmente digno de nota que, ao mesmo tempo em que se
insurgem contra a Humanus, prontificando-se a rotulá-la
de publicação anti-semita por se ter afirmado nela,
em tom neutro e sóbrio, uma série de verdades acerca
do Sionismo (que ninguém critica mais duramente que a própria
ortodoxia judaica), alguns permaneçam impassíveis
diante do fato de que os judeus sejam grosseiramente vilipendiados
em alguns dicionários e enciclopédias que circulam
no País. Cria-se todo um burburinho em torno de um artigo
publicado por um simples veículo opinativo, no qual não
é possível detectar qualquer ofensa aos membros
do povo de Abraão, e aceita-se como a coisa mais natural
do mundo que as obras às quais se atribui a palavra final
na conceituação dos termos da língua decretem
oficialmente que esses membros sejam de fato tudo aquilo que a
respeito deles os anti-semitas costumam afirmar!
Tão bizarro contraste nos leva a indagar se o que algumas
entidades que se dizem defensoras dos direitos judaicos querem
é mesmo promover uma transformação substancial
nos relacionamentos humanos, por meio da qual judeus e não
judeus possam finalmente se sentir irmanados e conviver em paz,
ou se elas preferem persistir no já manjado hábito
de vender a imagem de que os judeus sejam eternas vítimas
por ser isto mais vantajoso. Pois é sabido que o milenar
sofrimento judaico tem sido rebaixado à categoria de um
bom negócio por determinados grupos que, longe de se empenharem
em minimizá-lo, dedicam-se a viver dele. É o que
se tem verificado por exemplo em torno da assim chamada indústria
do holocausto, que não é senão a exploração
do martírio judeu na Alemanha da Segunda Guerra com vistas
à satisfação de interesses que não
necessariamente coincidem com os dos sobreviventes dos campos
de extermínio nazistas. Esse assunto é o tema que
o escritor judeu Norman Filkenstein expõe em sua obra-denúncia
A Indústria do Holocausto3 através de informações
e documentos comprobatórios.
Mais que uma postura anti-ética, o comportamento descrito
configura sem dúvida uma franca adesão a tudo o
que de mais mórbido se possa imaginar. E, neste ponto,
cabe perguntar então se a chave para a decifração
do enigma a seguir não residirá precisamente nessa
peculiar e assombrosa morbidez.
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Enigma
É sintomático que a representação
contra a Humanus tenha sido alvo de um instantâneo
interesse por parte do Ministério Público,
o qual se mobilizou de forma acelerada para requerer a instauração
do inquérito policial contra os membros do Conselho
Editorial, e que a representação feita pela
Sama em relação à forma pejorativa
e depreciativa com que os dicionários se referem
aos judeus se encontre há meses nas gavetas do mesmo
órgão público...
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Farinha de outro saco
Antes mesmo da publicação de nosso difamado artigo
Sionismo X Nazismo: a semelhança dos opostos, nós
da Humanus já esperávamos que ele fosse suscitar
reações adversas. O motivo é simples: o tema
abordado é tradicionalmente polêmico, isto é,
há uma tradição considerável de polêmicas
criadas em torno de qualquer discussão levantada acerca
de aspectos relativos ao povo judeu (como é o caso do Sionismo).
Além disso, nossa abordagem, por ser inusitada, não
é absolutamente fácil de classificar. Deu-se então
que, tentando avaliar o novo por meio de critérios convencionais,
houve quem acabasse por incluir a revista naquele mesmo velho
saco das publicações anti-semitas.
Mas, como era igualmente de esperar, nem tudo foram críticas.
Diversos judeus se solidarizaram com o anuário, declarando
inclusive haverem apreciado em particular o artigo em questão
e sua proposta de refletir sobre os erros do passado para evitar
que se repitam no futuro. Aliás, conforme já frisado
em nosso número anterior, uma das provas de que não
há motivo para que judeu algum se insurja contra esse artigo
ou qualquer outro da Humanus é o fato de que tanto
os membros de seu Conselho Editorial, bem como de seus correspondentes
internacionais, sejam em grande parte, pessoas de ascendência
judaica, algumas das quais se empenham hoje com entusiasmo em
traduzi-la para o hebraico.
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Mensagem
Atenção, covardes!
Não
queiram fazer-me sentir forasteiro em minha própria
casa. Não é de hoje, nem há cem ou
mesmo duzentos anos que aqui estamos. Meu bisavô,
Luís Alves do Banho, capitão médico
sanitarista, há cem anos combateu a peste da febre
amarela e salvou centenas de pessoas nesta cidade de Campinas.
E o que venho fazendo hoje é tentar livrar a todos
da peste da ignorância.
Quanto aos senhores, nunca os vi tentar salvar a ninguém,
nunca os vi tentar salvar o corpo ou o espírito de
quem quer que seja. Aliás, muito pelo contrário.
E se pensam que através de interpretações
capciosas da lei, de ameaças veladas, de artifícios
e pressões vão me abater ou me calar, estão
muito enganados, porque eu vim falar o que tiver que falar,
a quem precisar falar e quando tiver que falar.
Portanto, a mim não podem intimidar nem tampouco
comprar. Nem mesmo com todas as pérolas do mar, porque
as pérolas eu já as tenho, e ouso aos senhores
ofertá-las, ainda que insistam em calcá-las.
Joaquim
José de Andrade Neto
Presidente da Sama Multimídia Educação
e Arte
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Ponto
de reflexão: de judeu para judeu
O extremo de fanatismo
e superstição que culminou na perseguição
da Humanus é apenas um caso entre milhares de outros
no mundo. Outro desses extremos é evidenciado pelo texto
abaixo, de autoria da assim denominada "Associação
dos judeus ultra-ortodoxos da grande Nova Iorque". Se
ao invés de terem ficado procurando pêlo em ovo nossos
acusadores tivessem se incumbido de avaliar o conteúdo
desse texto, aí então a questão poderia ter
ficado em família, e não teriam vindo molestar quem
está pagando para trabalhar no sentido de trazer a todos
uma série de esclarecimentos através da divulgação
de verdades históricas irrefutáveis capazes de convencer
até mesmo uma toupeira, sendo que para isso seria necessário,
única e exclusivamente, que ela soubesse ler e se desse
ao trabalho de fazê-lo.
Carta aberta da associação dos
judeus
ultra-ortodoxos da grande Nova Iorque
Nós somos uma nova organização representando
judeus ultra-ortodoxos da grande Nova Iorque, a qual, nos próximos
meses, despertará e sensibilizará o público
americano a respeito das maquinações dos sionistas
e judeus seculares que vivem em nosso meio. Nós temos como
objetivo destruir a reputação daqueles judeus perversos
porque é um mandamento da Torah (mitzvah ) difamá-los
e degradá-los.
NÓS NOS TORNAREMOS A MAIOR ORGANIZAÇÃO NOS
EUA EMPENHADA NA LUTA CONTRA OS MALES DO SIONISMO. NOSSO PRÓXIMO
BOLETIM POR E-MAIL, COM 6.000 PALAVRAS, DETALHARÁ OS NOMES
E A EXTENSÃO DO ENVOLVIMENTO DOS JUDEUS SECULARES EM FRAUDES,
CORRUPÇÃO, ESPIONAGEM E PORNOGRAFIA NOS PAÍSES
OCIDENTAIS.
O mais ilustre líder hassídico do século
XX, o Grande Rabino de Satmar, Rabino Joel Teitelbaum, de abençoada
memória (zeicher tzadik livracha ), tinha um ódio
indescritível aos sionistas e profetizou que o amaldiçoado
Estado sionista seria um dia destruído. Nós estamos
vendo agora sua sagrada predição realizar-se. Apesar
de o exército de Israel ter as armas mais poderosas e sofisticadas
do mundo, os palestinos, com suas armas simples e bombas incendiárias,
estão golpeando severamente os soldados israelenses. Além
do mais, os incessantes ataques da guerrilha palestina dentro
de Israel aleijaram a economia israelense e causaram o quase colapso
de sua sociedade.
O Sionismo é não apenas a antítese do Judaísmo
fiel à Torah, mas também um câncer da humanidade.
Ou os sionistas destroem os judeus e o Judaísmo, ou os
judeus ultra-ortodoxos erradicam o Sionismo. Vá ao site
www.jewsnotzionists.org. A nossa sagrada Torah nos ordena exterminar
todos os homens, mulheres e crianças da nação
de Amalek. A nossa sagrada Torah nos ordena exterminar todos os
homens, mulheres e crianças das sete nações
da Terra de Canaã. A nossa sagrada Torah nos ordena exterminar
todos os homens e mulheres de Midian. Os sionistas são
os inimigos de Deus de hoje.
Amaldiçoados são também os judeus seculares
que não comem comida estritamente kosher , que não
observam o sabbath , não estudam diariamente o sagrado
Talmud, cujas mulheres casadas não cobrem suas cabeças
com lenços ou perucas (sheitels ) e cujos filhos vão
para universidades onde estudam assuntos heréticos.
Nos próximos meses nós tornaremos públicos
muitos fatos lamentáveis sobre os judeus seculares nos
meios de comunicação em massa americanos. Aqui estão
apenas alguns exemplos:
Eles são líderes mundiais em espionagem, em venda
de pornografia e fraudes: os espiões atômicos Rosenberg
na década de 1950; Al Goldstein, editor da revista Screw
em Nova Iorque; Robert Maxwell, o fraudador na Inglaterra; Milken
e Boeski nas fraudes do mercado acionário na década
de 1980; Fastow no escândalo da Enron em 2002; a enorme
fraude corrente dos assessores de impostos em Nova Iorque por
Albert Schussler, Alan & Joel Edelstein, etc., etc. Os judeus
seculares são, de longe, os principais fraudadores e sonegadores
de impostos deste país.
Nós estaremos despertando as comunidades negra, hispânica
e de brancos pobres dos EUA para o fato chocante de que eles estão
empobrecidos em mais de 100 bilhões de dólares porque
todo esse dinheiro foi enviado pelo governo americano para os
sionistas em Israel nos 30 anos passados, e não para eles.
Os judeus seculares em Israel nem sequer são lutadores,
mas covardes e fracotes. Eles nunca produziram um único
atleta de primeira linha nas Olimpíadas. Eles têm
a mais alta percentagem de pessoas míopes no mundo (vejam
quantos soldados usam óculos). Eles agora têm de
importar centenas de milhares de gentios russos para lutar em
seu exército. Similarmente, os péssimos times de
futebol de Israel têm de importar craques gentios para jogar
por eles.
Os judeus seculares têm, fisicamente, o coração
mais fraco de todos os povos. Em 1967 e 1968, o Dr. Christian
Barnard fez o primeiro e o segundo transplantes de coração
do mundo em Louis Washkansly e Philip Blaiberg na África
do Sul. Ambos eram judeus seculares. Quais eram as chances de
isso acontecer quando havia cerca de 10 milhões de judeus
seculares entre bilhões de gentios em 1967?
Duas das mulheres mais desprezíveis nos EUA de hoje são
duas megeras judias. Leona Helmsley, que casou-se com um magnata
imobiliário gentio e herdou sua fortuna, é conhecida
como "a rainha da maldade" devido a seu comportamento
maldoso com seus empregados. Ela também foi condenada por
fraude. Surpresa: a outra virago judia é Marjorie Knoller,
que atualmente está sendo julgada em San Francisco porque
seus dois cães ferozes mataram uma vizinha. Testemunhas
acreditam que a morte não foi acidental. Basta olhar no
rosto de Knoller que não se verá nele nenhum sinal
de compaixão.
A causa direta e imediata dos ataques de 11 de setembro foi Bin
Laden, que enviou seus terroristas para atingir alvos americanos.
A causa que é a raiz última, contudo, foi a existência
do Estado sionista de Israel, sua horripilante perseguição
aos palestinos, e a relação especialmente próxima
entre os EUA e Israel, que gera o ódio a nosso país
entre os 1,2 bilhões de árabes e muçulmanos
em todo o mundo (sem a colossal ajuda financeira que Washington
dá a Tel Aviv a cada ano, o Estado sionista teria entrado
em colapso há muito tempo).

Cidade de Nova Iorque, 8 de junho
de 1986. Rabinos ultra-ortodoxos
protestam contra o Sionismo. “Israel é um câncer para os judeus."
Nós
temos falado com líderes árabes e palestinos e os
temos aconselhado a se unirem, pondo de lado as suas muitas diferenças,
para confrontar o inimigo comum sionista. Ao mesmo tempo, os árabes
têm de juntar-se com todos os outros países islâmicos
para denunciar e combater os sionistas. Os povos árabes
deveriam isolar completamente os líderes loucos do Iraque
e da Líbia, Saddam Hussein e Gaddafi, e alimentar uma relação
de profunda amizade com os Estados Unidos, a única superpotência
mundial.
O exposto acima é apenas uma pequena amostra. Nos meses
vindouros, nós exporemos milhares de fatos repulsivos sobre
os judeus seculares e os sionistas nos meios de divulgação
americanos.
Nós também atacaremos ferozmente os comentários
falsos e malignos sobre a Torah, disseminados por rabinos conservadores
e reformistas. Todos os rabinos ultra-ortodoxos proíbem
estritamente a leitura de qualquer coisa do lixo que eles publicam.
De acordo com a lei judaica (halacha ), seus "rabinos"
são hereges (apikorsim ) e ofendê-los é uma
mitzvah.
Recentemente, os judeus seculares coroaram um novo herói
morto para eles, o repórter Daniel Pearl do Wall Street
Journal. Que idiotice! O simples fato de que ele tenha declarado
"Eu sou um judeu" antes de ser decapitado não
faz dele um santo judeu. Ele não morreu como um mártir
do Judaísmo (al kiddush Hashem ). Ele era simplesmente
um judeu não praticante, pecador, que está sendo
queimado no fogo do inferno (gehinom ).
Glossário de palavras em hebraico
i. Mitzvah
- preceito; termo utilizado pelos judeus para definir uma boa
ação
ii. Zeicher tzadik livracha - que sua memória seja abençoada
iii. Kosher - Comida preparada em ritual judaico e sob supervisão
rabínisa
iv. Sabbath - Sábado, dia sagrado para os judeus.
v. Sheitels - chapéu usado na indumentária de judeus
ortodoxos
vi. Halacha - costume entre os judeus (não tem força
de lei)
vii. Apikorsim - aqueles que não acreditam em Deus; infiéis,
descrentes
viii. Al kiddush Hashem - em louvor a Deus
ix. Gehinom - inferno
Processo kafkaniano
Certa
vez Jesus se pôs a correr em direção a uma
montanha. Intrigado com o comportamento do Mestre, um homem se
pôs a segui-lo e perguntou-lhe gritando:
Ninguém te persegue, por que corres assim?
Mas Jesus estava tão ocupado com a fuga que nem sequer
respondeu. Insistente, o outro reiterou seu chamado:
Em nome de Deus, detém-te. Quero somente saber o
que acontece, pois, aparentemente, não há motivo
de temor.
Jesus disse:
Fujo de um estúpido. Sai de meu caminho, não
atrases minha fuga!
Perplexo, aquele que o seguia exclamou:
Mas como?! Tu que possuis o poder do Verbo, tu que tens
curado cegos e surdos e que podes ressuscitar um cadáver
soprando sobre ele, tu que és capaz de fazer um pássaro
a partir de um punhado de barro estás a fugir de um simples
estúpido? Por que o temor?
Jesus respondeu:
Deus criou meu espírito e minha carne. Quando invoco
Seu nome, o cego e o surdo ficam curados. Quando invoco Seu nome,
a montanha se dispersa. Se murmuro Seu nome no ouvido de um cadáver,
ressuscita. Em Seu nome uma gota se converte em um oceano. Eu
invoquei Esse nome mil vezes diante de um estúpido, mas
não houve resultado algum.
O outro indagou:
Como é possível que o nome de Deus, que exerce
influência no surdo, no cego e na montanha, não tenha
efeito sobre um estúpido? Se a estupidez é uma enfermidade
como as demais, como pode ser que para ela não se encontre
remédio?
Jesus disse-lhe então:
A estupidez é uma maldição de Deus
ao passo que a cegueira não, pois se adquire. Os males
que se adquirem merecem piedade, mas a estupidez é nossa
inimiga.
Não vá ninguém pensar que era por medo que
Jesus fugia: o Mestre nunca teve o que temer, pois sempre esteve
guarnecido por Deus (e sempre soube bem disto). Se Ele correu,
foi apenas para legar aos homens mais um ensinamento, o de que
é preciso fugir dos estúpidos.
A conversação dos estúpidos faz diminuir
a capacidade de discernimento de um homem do mesmo modo que o
ar faz evaporar a água. Se te sentas sobre rochas úmidas,
vai-se o calor de teu corpo e ficas enfermo: assim também
o estúpido esfria tua natureza. Como Jesus, foge dos estúpidos!
Se os homens tivessem se dignado a seguir esse simples conselho,
é certo que haveria hoje muito menos estupidez no mundo.
Mas, como é fácil constatar, ela ainda abunda em
diversos meios. E neste aspecto, infelizmente para a humanidade,
um dos mais aquinhoados parece ser o judiciário.
Considere-se: razão e direito não são
sinônimos. A lei pode conceder um direito a uma pessoa mesmo
que ela esteja totalmente desprovida de razão, e não
é raro que o faça. Se o agente responsável
pela interpretação da lei não for alguém
dotado da devida competência para exercer essa função
pode ter lugar uma injustiça com conseqüências
desastrosas e até mesmo trágicas. Senão,
vejamos: se um estúpido faz uma denúncia, mesmo
sendo mentirosa, e a seguir outro estúpido a acata, se
um terceiro estúpido manda instaurar um inquérito
policial e um quarto efetivamente o instaura, o que acontece?
Corre-se o risco de que tenha início então um processo
verdadeiramente kafkaniano. E quão longe os processos kafkanianos
se encontram de constituir processos naturais!
A expressão processo kafkaniano, como se sabe, tem
origem no romance O processo, de Franz Kafka. Um dia, o
protagonista dessa obra, um funcionário de banco chamado
Joseph K., começa a viver um pesadelo ao ter sua casa invadida
por dois guardas. Eles lhe dizem que está detido e o tratam
com desprezo, pegam suas roupas, comem sua comida e alegam não
poderem fornecer-lhe explicação alguma acerca do
ocorrido pois estão lá cumprindo ordens e realmente
não sabem de nada. Assim como os guardas, o inspetor, que
chega ao local pouco depois, nada sabe e nada pode informar a
respeito do assunto. Por meio dele, o acusado vem a saber apenas
que poderá continuar a exercer sua função
no banco em que trabalha, pois três funcionários
do mesmo estarão incumbidos de vigiá-lo.
Dias depois, ainda sem compreender o que está acontecendo,
K. recebe um telefonema no qual é informado de que seu
primeiro inquérito aconteceria na semana seguinte. Durante
a sessão, K. profere um discurso em que se declara inocente
e se queixa dos maus tratos recebidos. Mais tarde, o juiz lhe
dirá que seu discurso frustrou a vantagem que um interrogatório
poderia representar para um detido.
A certa altura, o personagem recorre a um advogado que o aconselha
a escrever uma petição, mas como ele não
sabe nem mesmo de que delito o acusam encontra grandes dificuldades
para redigi-la. Seria preciso esperar ainda que as perguntas dirigidas
a ele no curso de suas declarações lhe permitissem
adivinhar de que coisas era acusado e os motivos em que
se fundamentava a acusação6 para que pudesse
ter a chance de apresentar em seu favor argumentações
pertinentes ao caso.
E assim se segue a história, progredindo de absurdo em
absurdo. Com o tempo, K. acaba percebendo que sua inocência
não simplifica a questão, pois há
muitas sutilezas em que a justiça se perde e
ela sempre termina por descobrir um grande delito onde
de modo algum o havia7.
Um dia, inteirado da situação de K., um cliente
do banco o aconselha a procurar um conhecido seu. Trata-se de
um pintor, Titorelli, que além de paisagens pinta retratos
de juízes e conhece portanto pessoas de influência.
Titorelli lhe explica que para seu caso há três tipos
de solução: uma delas é a absolvição
real, que ele nunca vira acontecer; quanto às outras, ambas
requerem do acusado que se disponha a obter o beneplácito
dos juízes envolvidos na causa, seja diretamente ou por
meio de terceiros, procurando sempre conservar-lhes a amizade.
Mas K. não se mostra propenso a fazer nada do gênero
e fica aborrecido ao saber da impossibilidade de uma absolvição
verdadeira.
Conforme Titorelli previra, K. jamais é absolvido, e nem
mesmo chega a compreender em que é que seu suposto delito
consiste. No final da história, um ano após a ordem
de detenção, ele é levado por dois homens
cuja identidade não é revelada, mas cujo perfil
é tipicamente o do funcionário público que
cumpre ordens sem questioná-las. Eles o esfaqueiam, e somente
assim o caso é encerrado.
Podemos supor que o desafortunado personagem não tenha
conseguido fugir do estúpido que o denunciou, daí
que tenha tido que viver a tortura de um processo kafkaniano.
Em outra obra sua, um conto intitulado Sobre as leis, o
próprio Kafka dirige a esse sistema uma dura crítica,
dizendo, entre outras coisas, que não há
motivo para que a elite dirigente seja influenciada em sua interpretação
[das leis] por interesses pessoais contrários aos nossos
[do povo], pois as leis foram feitas desde sempre para favorecer
a elite dirigente8. Sem insinuar de forma alguma que
a solução do impasse exija a implementação
de qualquer ato de violência contra essa elite, o que nesse
conto Kafka faz é apenas colocar em pauta a causa da arbitrariedade
e ineficiência das leis que tão magistralmente soube
retratar em O processo.

B'nai
B'rith
Muy Amigos
Dentre
a minoria que sem maiores exames optou pelo julgamento precipitado
e acabou assim por hostilizar a Humanus, vale mencionar
aqui o caso da seção latino-americana da B'nai B'rith,
organização exclusivamente israelita composta da
elite internacional de diversas comunidades judaicas. Durante
a reunião anual de 2001 dessa entidade, que teve lugar
de 14 a 16 de junho em Montevidéu, Uruguai, decidiu-se
e registrou-se em ata, dentre os diversos pontos discutidos:
"Investigar quem
são os correspondentes responsáveis pela revista
brasileira anti-semita Humanus em outros países
americanos a fim de opor-se a sua ação."

Albert Pike
Vale lembrar que a B'nai B'rith
atua no mundo inteiro e é financiada para agir, seja ostensivamente
ou nos bastidores, em defesa de um Judaísmo que ela parece
considerar uma propriedade particular sua. Por meio de uma série
de subterfúgios sutilmente nazistas (no sentido que seus
membros costumam dar à palavra), a entidade tem conseguido
enganar judeus do mundo inteiro levando-os a supor que qualquer
crítica dirigida a alguns charlatães e facínoras
que tenham nascido no povo do livro constitua um ato de perseguição
e de racismo contra toda a comunidade judaica. Dessa forma, não
se tem feito senão perpetuar o círculo vicioso milenar
de medo e ódio que tem marcado a história desse
povo, contribuindo-se assim para estabelecer uma verdadeira paranóia
mundial, da qual os dirigentes B'nai B'rith fartamente se alimentam
através de fundos supostamente destinados às vítimas
de perseguições anti-semitas.
A verdade, doa a quem doer, é que a Humanus vem
conseguindo realizar o que organizações pretensamente
beneficentes como a B'nai B'rith até hoje não realizaram.
Sem receber quaisquer verbas governamentais ou de entidades religiosas,
mas apenas através de trabalho voluntário e com
recursos de pessoas comprovadamente idealistas, a revista tem
conseguido unir judeus, cristãos, muçulmanos e membros
de várias outras religiões das mais diversas partes
do globo por meio de um convite à prática da autocrítica,
a única capaz, diga-se de passagem, de chamar qualquer
ser humano à consciência.
Então, melhor seria se, em vez de investigar quem são
os correspondentes da Humanus a fim de opor-se à
sua ação, a B'nai B'rith tivesse a iniciativa de
encaminhar seus recursos para a revista, que com certeza possui
métodos mais originais, inteligentes, pacíficos
e humanos que ela própria para combater as injustas perseguições
em todo o mundo. Se assim fizesse, estaria mais perto de estancar
o lamentável dilúvio de sangue de judeus e não
judeus que tem sido derramado com o incentivo de grupos retrógrados,
radicais e fanáticos. Afinal, o que a Humanus faz
é combater a ignorância humana - que não é
nem nunca foi exclusividade ou monopólio judaico ou de
outro povo qualquer - elevando a compreensão de todos através
do conhecimento e da prática da verdade.

Armand Levi
Nós, que ano a ano vimos trabalhando com afinco para que
cada novo número da Humanus possa vir à luz
por entendermos ser esta uma forma de contribuir para a construção
de um mundo de menos discórdias e mais união, fomos
surpreendidos com a atitude agressiva da seita B'nai B'rith ao
constatar que ela havia levianamente nos tachado de anti-semitas.
Ora, anti-semitismo é considerado crime, e fomos portanto
situados por ela mais ou menos no mesmo patamar de qualquer assassino
ou ladrão.
Como se vê, a ofensa não foi pequena. É de
espantar que uma sociedade composta por mais de 500.000 membros,
que se declara defensora dos pobres e oprimidos e paladina dos
direitos humanos, que uma sociedade de mais de duzentos anos,
a cujo quadro de associados pertencem personalidades de grande
destaque no cenário internacional - como ex-presidentes
dos EUA, formadores de opinião e ocupantes de postos da
mais alta responsabilidade em todo o mundo - tenha cometido um
deslize de tamanha envergadura. Afirma-se tradicionalmente em
alguns recantos deste vasto Brasil que o peixe morre pela boca,
e seria de grande valia que os autores do agravo meditassem a
fundo sobre essa pérola da sabedoria popular.

Albert G. Mackey
Então, acusar é fácil,
o difícil é avaliar com acerto e ter as costas suficientemente
limpas para poder fazê-lo. Foi o que aprendeu a duras penas,
certa vez, o célebre sábio sufi Hasan de Basra.
Um dos recursos por ele utilizados para transmitir seus ensinamentos
era o de relatar às pessoas os episódios que haviam
dado origem a sua conversão e os que haviam contribuído
depois para livrá-lo de estados ilusórios. Num desses
relatos, o sábio contou que no passado chegara a convencer-se
de que era um homem humilde. Um dia, estando ele parado à
margem de um rio, viu um homem sentado. Ao seu lado havia uma
mulher, e na frente deles um cantil de vinho. Pensou então:
- Ah, se ao menos eu pudesse transformar esse homem e fazê-lo
como eu sou em lugar da criatura degenerada que ele é!
Nesse momento, viu que um barco no rio começava a afundar.
O homem imediatamente se atirou na água, onde sete pessoas
se debatiam, e trouxe seis delas, salvas, para a margem. Depois
ele foi até Hasan e lhe disse:
- Hasan, se és melhor que eu, em nome de Deus, salva aquele
homem, o
último que resta.
Mas Hasan descobriu então que não podia salvar sequer
um homem, porque o
sétimo se afogou. O estranho lhe disse:
- Esta mulher é minha mãe, este cantil de vinho
contém apenas água. É assim
que tu julgas, é assim que tu és.
Hasan jogou-se a seus pés e implorou:
- Assim como salvaste seis desses homens do perigo, salva-me de
afogar-me
no orgulho disfarçado de mérito!
O estranho lhe disse:
- Pedirei a Deus que realize teu pedido.

Postura ritualística "à l'ordre"
correspondente na
franco-maçonaria anglo-saxônica ao grau de mestre
Síndrome
de poder
A organização B'nai
B'rith, cujo nome significa Filhos da Aliança em
hebraico, foi fundada nos EUA em 1843 e compreende atualmente
mais de meio milhão de irmãos e irmãs distribuídos
em dezenas de países da Europa e do Oriente. Trata-se da
mais antiga, mais ampla e, sem dúvida, mais influente organização
judaica internacional (foi a B'nai B'rith que obteve o reconhecimento
do Estado de Israel pelo presidente americano Harry Truman). Dispondo
de numerosos sustentáculos na classe política e
no meio intelectual dos mais destacados países do mundo,
os filhos da aliança são no entanto totalmente desconhecidos
do grande público. Calcada sobre o modelo das organizações
maçônicas, a associação tem exercido
influência no cenário político internacional
há quase dois séculos.
O escritor francês Yann Moncomble, misteriosamente assassinado
em 1990 dias após a publicação de sua bombástica
obra de denúncia O Poder das Drogas na Política
Mundial, declara, seguido de vários outros historiadores
especialistas em maçonologia, que existe uma relação
direta entre a franco-maçonaria e a B'nai B'rith. Conta
ele que em 12 de setembro de 1984 foi assinado em Charleston (Carolina
do Sul) um acordo de "reconhecimento mútuo" entre
Armand Levy, representante da B'nai B'rith, e Albert Pike, chefe
supremo do diretório dogmático do rito escocês
antigo e aceito, que representa a franco-maçonaria universal.
Pouco após ter ingressado na Ordem, Pike tornou-se Grande
Inspetor Soberano e decidiu consagrar-se ao mérito, havendo
chegado a ser reconhecido como a mais alta autoridade maçônica.
No passado, a maçonaria, cujos objetivos originais são
promover a fraternidade e a filantropia, realizou trabalhos dignos
de reconhecimento, como por exemplo aquele por meio do qual contribuiu
para amenizar o despotismo e o fanatismo católico influenciados
pelos tempos da Inquisição. Aconteceu porém
que, com o tempo, uma série de desvios acabaram por levar
a organização a assimilar alguns daqueles mesmos
métodos inquisitoriais que ela tão bravamente combatera,
e eis que então ela passou a aniquilar e satanizar qualquer
pensamento que não fizesse eco a suas ideologias. De forma
engenhosamente dissimulada, o despotismo, a superstição
e a intolerância antigamente censurados passaram a fazer
parte de seu dia-a-dia. E tal como a própria Igreja anteriormente
fizera, a maçonaria chegou por fim ao ponto extremo de
ambicionar tornar-se a guardiã do mundo tanto no plano
das idéias como no material.

Gravura de João Pine representando
a Constituição da
Franco Maçonaria - Constituições de Anderson de 1723
Fica aqui a advertência de que se te queixas de teu inimigo
não deves agir como ele para não ficares igual a
ele. Conselho que, aliás, sintetiza com perfeição
o conteúdo de nosso artigo Sionismo X Nazismo: a semelhança
dos opostos, aquele mesmo em função do qual
acabamos nos tornando alvo de suspeita de anti-semitismo. E, na
verdade, como negar que as pessoas tendem sempre a ficar parecidas
com aqueles que criticam? A causa disso é a exaltação:
a exaltação de Luís XVI provocou a queda
da Bastilha; a exaltação da Revolução
Francesa entregou o poder da França nas mãos de
Napoleão; e a exaltação de Napoleão,
por sua vez, levou-o a terminar seus dias na ilha de Santa Helena,
onde viveu custodiado e acossado por um general inglês que,
qual águia de Prometeu, encarregava-se de devorar-lhe o
fígado a cada novo dia que nascia.

Harry S. Truman - Presidente dos
Estados Unidos da
America, maçon iniciado em 9 de fevereiro de 1909,
na loja Belton nº 450 em Missouri. Ocupou a presidência
após a morte de Franklin Delano Roosevelt,
também mestre maçon iniciado em 10 de outubro de
1911, na loja Holanda nº 8 na cidade de Nova Iorque.
Bom seria, para os próprios B'nai B'rith, que esses históricos
exemplos bastassem para fazer deles uma gente mais humilde: evitariam
assim ter que arcar com o peso de suas pretensões perante
a justiça divina, que inexoravelmente se manifesta através
dos séculos. Porém, nada leva a crer que eles venham
fazendo avanços nesse sentido...
Segundo consta, a sociedade em questão tem repetido muitos
dos cacoetes e contradições de sua congênere
franco-maçônica. Uma das provas dessa semelhança
é o fato de que associados de ambas as entidades se utilizem
de determinados códigos gestuais para comunicar-se sigilosamente
entre si, graças ao que conseguem a proeza de conversar
sem emitir palavra, de identificar-se e trocar informações
que passam despercebidas às outras pessoas. Até
aí, nada de mais. O triste é que o ardil tem tido
o indesejável efeito de levar aqueles que o praticam a
acreditar-se mais espertos que os "profanos", que constituem
nada menos que a maior parte da humanidade!

Ora, não é difícil perceber que comportamentos
do gênero estão mais para o egoísmo e sectarismo
que para a fraternidade humana, uma vez que as sutilezas que os
definem tendem a ser usadas por quem as adota como meio de obtenção
de vantagens no plano político e material. Já dizia
Adler em seus psicanalíticos tratados que a luta pelo poder
é capaz de explicar muito do que acontece em sociedade.
E, coincidência ou não, o poder político-econômico
é a marca registrada dos EUA, quartel general dos B'nai
B'rith.

É lamentável que alguns dos homens que mais influenciam
o destino da sociedade contemporânea não tenham conseguido
alçar-se ainda a um grau mais elevado de humanidade, e
que, além de tudo, façam questão de vender
de si precisamente a imagem contrária. Supõem-se
acima de qualquer crítica, por mais embasada e construtiva
que seja, e reagem com notória agressividade a cada vez
que alguém decide apontar-lhes as suas já indisfarçáveis
debilidades morais.

Então, vamos ao ponto: o que os membros da B'nai B'rith
não podem é locupletar-se apropriando-se do trabalho
histórico realizado pelos autênticos representantes
do espírito maçônico, pessoas das quais se
dizem seguidores mas cujos ideais jamais compartilharam. E muito
menos devem inocular nesse trabalho pesadas cargas de lixo próprio
disfarçado de roupagem de filantropia e fraternidade humana.
Devem sim ficar atentos e tratar de manter a devida compostura,
porque há no mundo pessoas que não apenas conhecem
a História como dela se recordam. E que, por sinal, por
dela se recordarem é que a conhecem!
Notas
1. Um histórico detalhado do caso é fornecido no
artigo A reação da ignorância, da Humanus
III.
2. A respeito do assunto, vide por exemplo a reportagem Toninho:
um ano depois, mistério cerca policiais¸ publicado
pelo caderno Cidades (região de Campinas) do jornal
O Estado de S. Paulo em 10 de setembro de 2002, em que
se lê: Um ano depois da morte do prefeito de Campinas
Antônio da Costa Santos, o Toninho do PT, ainda não
foi esclarecido um ponto crucial do crime: o papel desempenhado
por policiais da cidade nas investigações. Se o
assassinato do político, apesar das críticas da
família e da prefeitura, é considerado pela polícia
de São Paulo e pelo Ministério Público Estadual
um caso esclarecido, o mesmo não se pode dizer da atuação
de parte da polícia campineira. Sua credibilidade foi abalada
pela suspeita de tortura de inocentes e pela morte de dois dos
acusados do homicídio, numa operação cuja
legalidade está sendo apurada. (por Marcelo Godoy
e Silvana Guaiume)
3. Editora Record, Rio de Janeiro, 2001.
4. Secular: diz-se do religioso que participa da vida profana
ou século
5. Screw: termo inglês obsceno que designa o ato sexual
6. Kafka, Franz. O processo. (tradução de Torrieri
Guimarães). Editora Hemus, p.119.
7. Idem, p.151
8. Kafka, Franz. Sobre as leis. Tradução nossa a
partir de versão em língua inglesa de
Willa e Edwin Muir, em: Kafka, Franz The Complete Stories
and Parables Nova Iorque, Quality Paperback Book Club,
s.d.
9. Relato extraído de Maomé, o profeta do islã,
artigo da Humanus III.
10. As informações sobre a Bnai Brith
constantes neste tópico foram extraídas das seguintes
fontes:
Diccionario Enciclopedico de la Masoneria Tomo I (A-O)
Don Lorenzo Frau Abrines e Don Rosendo Arús Arderiu. Editorial
Kier. Buenos aires, 1891.
Enciclopedia de la Francmasonería. A. Gallatin Mackey.
Editorial Grijalbo, S.A. 1981, Mexico, Barcelona e Buenos Aires.
As Constituições dos Franco-Maçons de 1723
por Anderson. Trad. e introdução por João
Nery Guimarães. Editora A Fraternidade. São Paulo,
1982.
Ratier, Emmanuel. Mystères et Secrets du Bnaï
Brith. Paris, Facta, 1993.
Site www.bblatinoamerica.org/uruguay/notas/nota6.htm
11. Alfred Adler (1870-1937) foi seguidor dissidente de Freud
e criador da psicologia social, que enfatiza entre outros fatores
a questão da luta pelo poder em sociedade.
Humanus
o poder da verdade
A
mentira é como a centopéia:
tem cem pernas, mas todas curtas...

A promotora de justiça Marcela Scanavini Bianchini aos
25 de abril de 2003 requereu o arquivamento do inquérito
policial instaurado contra a revista Humanus.
Afirma ela:
"Não existem elementos aptos ao exercício da
ação penal. Embora o entendimento constante da requisição
de instauração deste procedimento, bem como da autoridade
policial que o presidiu, pondero que a hipótese não
autoriza o reconhecimento de prática delitiva. (...)
"O artigo analisa fatos históricos, e a partir dessa
análise realiza uma conclusão própria do
que os gerou, como causa, bem como de suas conseqüências
daninhas, colocadas como efeito. (...) O leitor não é
obrigado a concordar com a análise realizada por seus autores,
muito menos com a conclusão (...) mas discordar do que
fora escrito e concluído não nos autoriza a entender
que houve prática de crime."
A preclara promotora encerra o pedido de arquivamento afirmando:
"Um dos pressupostos da democracia é justamente a
liberdade de manifestação de pensamento (Art. 5º.
Inciso IV da Constituição Federal), liberdade essa
que deve ser exercida dentro dos limites legais, por óbvio,
mas que deve ser aceita ainda que o pensamento exposto nos pareça
absurdo".
O pedido foi acatado pela ilustre juíza de direito da primeira
vara criminal da Campinas, que concluiu:
Nos termos da brilhante r. cota retro do Ministério
Público, que adoto, arquivem-se os presentes autos, fazendo-se
as anotações e comunicações necessárias.
Patrícia Soares Pae Kim - Juíza de Direito

Meu
nome é Vitória

Na
Divina Comédia, Dante se refere ao diabo como o
primeiro soberbo, dizendo que, por não ter sabido esperar
a luz, caiu azedo. Nessa obra, a palavra luz tem sempre
sentido espiritual, significando a própria graça.
Com efeito, o diabo, por ser impaciente, não soube aguardar
a plenitude da graça e por isso caiu antes do tempo como
um fruto que cai azedo. O azedo reflete o gosto amargo
dos tormentos do diabo. Do mesmo modo, todos os atos humanos que
resultaram da impaciência e que, por isso mesmo, não
sofreram a ação do amadurecimento, dão frutos
amargos. Então, quer o poeta sugerir que os maiores desvios
do diabo são a impaciência e a soberba. Mas o primeiro
é o mais grave, porque gerou o segundo.
Depois do misterioso encontro do anjo apóstata com o Homem
no deserto, em que ocorreu o enfrentamento que durou quarenta
dias e que culminou com a derrota do Confundidor, somente o tempo
será capaz de redimir o insurrecto danado de sua soberba,
decorrente de sua impaciência. Durante os dois mil anos
transcorridos desde essa batalha entre o Homem e o diabo, a maior
da face da Terra desde o início dos tempos, manteve-se
acesa a esperança da vitória dos homens sobre o
Adversário. Porque o episódio irradiou ecos tão
poderosos que o mundo jamais poderá se esquecer da abnegada
perseverança do Homem, que aos assédios de Íblis
jamais se curvou.
E hoje, todos os que, guiados pela mão do mistério,
têm acesso à luz e à força espirituais,
não são alheios à graça de estar cumprindo
a sagrada missão de trabalhar no sentido de interromper
o círculo vicioso da identificação inconsciente
com algo tão ilusório como o infeliz e infinitamente
diminuto diabo. Que só parece grande por causa da pequenez
e da mesquinhez dos homens. Que só parece forte diante
da fragilidade humana. Sendo criatura, parece criador. Risível,
parece risonho. Trevoso, se finge de luz.
Enfim, o rosto do diabo é como o rosto da maioria das pessoas,
quando elas não têm coragem de serem elas mesmas
e se conformam apenas em parecer ser o que não são.
Todo o que ciente disto ficar, com certeza, o sarcasmo abandonará,
e se livrará da máscara atrás da qual a angústia
sempre estivera escondida a morar.
Assim, os não inconscientes, dedicados e fiéis a
este mister, são os que poderão sonhar com a possibilidade
de contribuir para a realização do profético
poema de Victor Hugo1, realizando, cada um no seu microcosmo,
o despertar da ressurreição, anunciada por Deus
nos versos do poeta, que diz:
Archange ressuscite et le démon finit.
Et jefface la nuit sinistre et rien nen reste.
Satan est mort; renais, o Lucifer céleste!
(O arcanjo ressuscita e o demônio acaba. E eu apago
a noite sinistra e dele nada resta. Satan morreu. Renasce, oh
Lúcifer celeste!)
Quanto aos inconscientes, impotentes obreiros do mal, cujas investidas
só fazem me estimular e me exercitar na arte real da vida,
dirijo-lhes a assertiva pela qual me reservo o direito
e a graça de expressar a minha convicção
de que o poder do mal é grande, mas a coroa pertence
ao Bem.
Graças ao mistério de Deus.
Extraído da obra Meu amigo, o diabo, de
Joaquim José
de Andrade Neto
1.
Apud Giovanni Papini, em Le Diable
tradução de René Patris -Flammarion Éditeur,
Paris 1954

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